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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Há sempre um lado bom

Admiro muitíssimo as mulheres que trabalham fora de casa, que têm mais do que um filho e que não têm empregada doméstica nem sequer uma empresa que lhes passe a roupa a ferro. Admiro mesmo muito. Claro que, se a vida se me virar ao contrário, eu também serei capaz de dar conta do recado... vou ficar mais doidona do que o costume, mas lá estarei para o embate. Mas a verdade é que a dona Emília não vem há uma semana e a pilha de roupa está a ficar tão grande como uma torre. Estou até a pensar fazer uma instalação e reproduzir o Empire State Building com calças, t-shirts, camisas e afins. Ainda assim, a casa está arrumada e no fim-de-semana a ver se a limpo, que já começa a haver novelos de pó esvoaçantes, tipo bolas de feno do oeste dos EUA.
Uma coisa boa que esta semana sem dona Emília teve foi a de começar a pôr os miúdos a ajudar mais em casa. Já era uma coisa que queria ter começado há mais tempo mas sou pessoa que está sempre a começar coisas, se puder adiar mais uma... pois que adio. Ora, nada como sermos obrigados a arregaçar as mangas para tudo dar uma grande volta. Rapaziada aderiu satisfeita às novas tarefas: pôr a mesa, tirar os pratos para dentro da máquina, arrumar a roupa, fazer as camas, deixar tudo no sítio. Algumas destas coisas eles já faziam mas só de vez em quando e não com carácter regular. E é giro ver como gostam de colaborar e como, pelo menos para já, não estrebucham nem piam, e se sentem mais úteis e participativos.
Isto para dizer que tudo tem um lado bom. Mas... espero que a minha santa Emília recupere depressa. Por ela, em primeiro lugar, e por nós.

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