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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Grilo gourmet

Hoje, quando entrei no prédio, dei de caras (e antenas) com o meu amigo grilo. Lá estava ele, encolhido, porém já visível e correndo por isso o sério risco de ser cruelmente morto por algum vizinho que não se condoa do seu querido grilar, que a mim me faz lembrar o campo todas as noites, mas que a outros que não o escutem pode apenas meter nojo e asco e arrepios na espinha. Tenho a certeza que esteve estas semanas dentro de uma caixa de correio e agora conseguiu finalmente escapar. Deve estar cheio de fome e, por isso, agora grila ainda mais alto, como se pedisse socorro. E nem mesmo a luz do prédio o cala, coitado, o desespero é imenso. Posto isto, fui ver se tinha alface para lhe dar, correndo o risco de ser expulsa do prédio por abaixo assinado por ser a maluquinha que alimenta bicheza nojenta com um aspecto muito semelhante a uma barata. Não tinha. Então, o Manel disse:
- Vamos dar-lhe uma bolacha Maria.
- Uma bolacha Maria? Ele come ervas...
Diz o Manel:
- Desculpa? Quando a fome aperta um gajo come qualquer coisa. Não é o que se diz? O menino é esquisito, é?
A Madalena deu outra sugestão:
- E se lhe déssemos um leitinho?

Cheira-me que este grilo ainda vai sair deste prédio acostumado a bacalhau à Zé do Pipo.

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