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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Galp, a Luz dos Portugueses, e a luz da Margarida

No âmbito da campanha da Galp "A Luz dos Portugueses" (em que oferece um mês de electricidade grátis a todas as famílias dos bebés que nasçam no dia 1 de cada mês. Basta ir AQUI e ver as condições e a forma de se inscreverem), a vossa Cocó aliou-se a esta iniciativa e, em colaboração com a Galp, lançou um passatempo (que se repete todos os meses), em que um bebé nascido em cada mês (e sorteado via random) ganha uma sessão de Baby Art, com a incrível Raquel Brinca

No mês de Agosto, ganhou a pequena Margarida

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Se se mantiver tão zen como no dia da sessão fotográfica, Margarida ainda vai fazer os pais irem ao terceiro filho. Um exemplo raro de serenidade e calmaria. Foi de tal forma que a fotógrafa despachou o assunto em muito menos tempo que o costume e ainda se deu ao luxo de propor umas imagens suplementares, "só porque sim". Eu, por outro lado, optei por me manter à distância, que já levo a minha conta de descendência e há um limite de fofura a partir do qual pode haver perigo de contágio. 

Margarida nasceu no dia 6 de Agosto, com 39 semanas e 4 dias. A indução do parto começou às 8.30 da manhã e às 14:58h a bebé estava a dar o seu grito do Ipiranga. O parto foi tão tranquilo como ela, mais parecia uma brincadeira do que um assunto sério. "Estava um ambiente tão descontraído, tão animado, o médico na conversa e a dizer piadas, que nem dava para sentir aquela ansiedade que às vezes existe", explica Carla, a mãe. Ainda para mais quando entrou no bloco de partos uma enfermeira que disse, olhando para o historial da parturiente: "Ah! Que curioso! Nascemos no mesmo dia, do mesmo mês, do mesmo ano e... na mesma clínica!" A probabilidade de semelhante coincidência era ínfima, sobretudo porque o local do nascimento não era a Maternidade Alfredo da Costa, o típico local de nascimento dos lisboetas, não só agora mas ainda mais há 36 anos. Mas era verdade: a enfermeira parteira e a parturiente tinham nascido no mesmo dia, do mesmo mês, do mesmo ano, numa clínica particular em Lisboa. Uma às 2h da manhã e Carla às 4h da manhã, ou seja, apenas com duas horas de intervalo. Terão sido vizinhas no berçário, quiçá feito um coro de choros naquela madrugada. Ao escutar isto, o obstetra brincou: "Bom, se uma nasceu às 2h e a outra nasceu às 4h, vamos lá fazer força para esta nascer às três (15h)!" E, com efeito, falhou por pouco. 

Carla e Pedro conheceram-se no trabalho, em 2008. Ela é engenheira civil, ele engenheiro electrotécnico. Ela tinha entrado para a empresa um ano antes e, quando ele chegou, em Janeiro, começaram logo a almoçar juntos. Houve uma empatia imediata. Tem graça porque é quase sempre tudo ao contrário do que planeamos. Para Carla, isso das relações no local de trabalho estava "fora de questão". Pois, claro. Até chegar o Pedro e dar cabo das regras da casa. Do almoço no trabalho passaram ao café pós-laboral, seguiram para o jantar, a saída a dois, e estava feito o arranjinho. Em Abril de 2008 já o namoro era oficial.

Casaram em 2011 e a primeira filha, Beatriz, nasceu dois anos depois. A gravidez correu bem, tirando um susto dos diabos com os valores do rastreio bioquímico, que levaram a que Carla fizesse uma amniocentese, e ambos ficassem à espera do resultado com o coração nas mãos. Falso alarme, tudo estava bem, seguiu a gravidez com a tranquilidade de até então. O parto foi mais rápido que a própria sombra: Carla entrou às 6h da manhã no hospital com contracções e a Beatriz nasceu às 12.50h. O pior foi depois. As cólicas, essas danadas, fortes e feias até aos três meses e, a partir dos 6 meses, vieram as alegrias do infantário (ou talvez seja melhor chamar-lhe "infectário"): infecções respiratórias umas atrás das outras, uma pneumonia, varicela que contagiou os pais... uma animação. Foi de tal ordem que tiveram que a tirar da escolinha, até ficar mais rija, capaz de aguentar tanta bicharada. 

Beatriz não sabe ainda mas, se tudo correr bem, acabou de ganhar uma companheira para a vida. Primeiro reagiu ao seu nascimento com indiferença (ou talvez fosse essa a forma de se proteger) mas agora já lhe deve ter descoberto os encantos (o silêncio e a fofura são, sem dúvida, dois deles) e quer ajudar em tudo e participar em cada detalhe. E sim, ela é tão boazinha que a mãe, que no fim do primeiro parto garantia que não voltava a meter-se noutra, diz agora à boca cheia: "Por mim íamos já ao terceiro!" 

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BEBÉS NASCIDOS EM SETEMBRO... É A VOSSA VEZ DE PARTICIPAREM NESTE PASSATEMPO.

Inscrevam-se (não vocês, a menos que sejam super-sobredotados e, nesse caso, fazemos uma entrevista diferente) em sonia.morais.santos@gmail.com. A escolha será feita por random.

Encantada com esta parceria com a Galp, em que mostramos estas fofuras e contamos um pouco da história de como vieram ao mundo. 

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