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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Fica difícil

Depois do post anterior fica difícil voltar aqui e dizer uma banalidade qualquer. Uma graçola. Um episódio da minha vida normal, uma coisa qualquer dos miúdos. Fica difícil dizer seja o que for. Uma pessoa até se sente culpada por ser feliz, e pensa que é injusto que o mundo não pare de girar enquanto não apareça o Rui Pedro e todas as outras crianças desaparecidas. É injusto que a vida pule e avance, que o dia se siga à noite, que a Primavera venha depois do Inverno, e assim sucessivamente como se uma criança arrancada dos braços da mãe fosse apenas uma trivialidade da existência, algo com que pudéssemos viver tranquilamente porque é uma daquelas coisas que acontece. Acontece, uma porra! Não pode acontecer! Como é que isto acontece? 16 anos depois e a mesma incredulidade, e o mesmo pavor, e a mesma sensação de impotência.
É. Depois do post anterior fica difícil dizer mais alguma coisa.
Daqui a pouco talvez consiga. Para já ainda não.
O vídeo tem 1 minuto. Partilhem-no. Eu sei que já passou muito tempo. Mas nunca é tarde para tentar descobrir seja o que for que ajude esta mãe a encontrar o filho.

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