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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Festival do Panda

Há mais de 10 anos que existe o Festival do Panda e eu tenho escapado por entre as gotas da chuva. Não me levem a mal os senhores que tão afanosamente organizam este evento mas eu tenho 4 filhos. O primeiro filho foi a praticamente tudo (menos ao Festival do Panda). Lembro-me que estivemos para ir uma vez mas o Martim tinha acabado de nascer e não dava jeito, e assim escapámos. Mas pensem em ginásios para bebés, massagens, teatros, fantoches, concertos, espectáculos no gelo, actividades lúdico-pedagógico-estimulantes que nós fizemos "check" em todas. Basicamente estávamos apostados em transformar o nosso filho (então único) numa mistura entre o Eisntein, o Super-Homem e o Mozart. Depois vieram os outros, e as nossas expectativas foram-se moldando à realidade. Não só não havia condições para levar todos a tudo, como sinceramente não havia pachorra.

O Mateus, estando no fim desta cadeia, é o mais desgraçado de todos. Não vai a parte alguma, com sorte vê na televisão (e é se os outros não estiverem a dominar o comando). De maneira que, munida de um sentido de justiça e de missão (e de uma consciência relativamente pesada) lá fui eu com o pequeno caçula ao Festival do Panda. 

Como novata que era, pensei que a hora que o meu bilhete apresentava era a hora de início do espectáculo. Andei numa fona para lá chegar, tive uma sorte impressionante de conseguir um lugar à porta, e depois... apanhei um susto. Uma gigantesca fila apresentava-se diante de mim e eu só pensava que ia ficar ali toda a santa tarde à espera de conseguir entrar. Felizmente não. Foi rápido. Entrámos, fomos logo lá para a frente, e ali ficámos, sentadinhos na relva, à espera. 

A espera começou por ser animada, ah e tal vem lá o Panda, está quase a vir, está quase, não falta muito.... só que não. Então lá percebi que, se tivesse lido a agenda do festival, o espectáculo propriamente dito só começa por volta das 17h, antes disso é andar por lá a fazer coisas com a miudagem (que nós não fizemos). Pronto. Uma hora e meia a levar com sol na moleirinha, para não ser burra e ler as coisas antes, e depois lá arrancou. O Panda entrou de slide, vieram os amigos, o Noddy, o Ruca, os Super Wings e mais não sei quê. Ele foi vibrando, disse adeus, bateu palminhas e, uma hora depois (2 horas e meia depois de chegarmos) disse: "Podemos ir embora?" E fomos. Ele com uma pedrada tão grande que adormeceu depois da primeira curva, eu com o sentimento de dever cumprido.

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À chegada, felizes

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 Uma hora depois, fartos

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Esta alma filmou o espectáculo TODO. Apesar de terem dito expressamente que era proibido fotografar ou filmar o espectáculo, este senhor filmou do primeiro ao último minuto (ou fez um directo, não sei). Sei que passou toda a hora de espectáculo em que lá estive com o braço no ar, e que aquela tampinha da capa do telemóvel reflectia o sol para os meus olhos, o que me fez ter alguma vontade de o esganar. Isso e o facto de ter filmado TODO o espectáculo, pronto. 

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À chegada ao carro, minutos antes de adormecer profundamente, tinha esta cara feliz.

O que a gente não faz por estes sorrisos, não é verdade? Pronto. Está feito.

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