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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Férias da miudagem

Não é fácil lidar com tantas férias dos miúdos. Odeio dizer "no meu tempo" porque isso implica uma espécie de assunção de que este já não é o meu tempo (e se estou viva, este tempo é ainda meu também, homessa!), mas cá vai: "No meu tempo" gerir as férias não era assim tão complicado porque ficava com a minha avó a tomar conta de mim ou então passava os dias na rua com os meus amigos. Esta malta é mais complicada. A cena de brincar na rua está afastada e o pior é que mesmo que não estivesse acho que tinha de os empurrar para a rua porque o que mais querem é... ficar em casa a jogar ou a ver vídeos. Raça de gente mais esquisita. No outro dia o Martim contava-me que tem amigos que faltam aos jantares de aniversário porque preferem ficar a jogar. Say WHATTTTT???? 

Em bom rigor, se os deixasse ficariam todo o santo dia de roda de jogos e vídeos e telefones e o demo. Por isso, enquanto não vão para as semanas de férias com os avós, têm actividades programadas. A Madalena e o Martim estiveram uma semana num campo de férias (Sniper) e aí bem que podiam sonhar com as tecnologias que o que tinham era aventura ao ar livre e 30 minutos de telefones por dia. Na semana passada, ela foi para uma escola de surf e ele pediu muito para ficar em casa. Para não ficar todo o dia agarrado às máquinas, teve de fazer 1 hora de bicicleta por dia, ler um determinado número de páginas de um livro, teve de aprender uma música e saber tocá-la na guitarra no final da semana. E, entretanto, tem ido e continuará a ir esta semana fazer voluntariado umas horas por dia. Está entusiasmado como há muito não o via (de facto não há maior verdade do que aquela que diz que recebemos muito mais do que damos quando nos damos aos outros). 

Esta semana a Madalena também fica por casa e também terá actividades para fazer. Lamento mas era isso ou transformarem-se em pequenos zombies. Se uma pessoa não contraria esta tendência qualquer dia, além do osso a mais nas costas e de um polegar maior, ainda são capazes de deixar de saber falar.

E vocês? Também na luta para entreter criaturas desocupadas?

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