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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Feliz Dia do Pai (I)

Lembro-me muito bem de sentir um orgulho dos diabos de andar na rua de mão dada com ele.

Achava-o um homem mesmo giro e elegante, bem vestido e muito bem cheiroso.

Tinha sempre negócios importantes, estava sempre ocupado, com ideias e problemas e ideias para resolver os problemas.

Lembro-me de me afligir um bocado o stress em que ele andava sempre e de achar que a vida dos adultos devia ser o cabo dos trabalhos.

Foi a minha mãe que se encarregou da minha educação mas ele tinha algumas obsessões como ensinar-me a comportar-me irrepreensivelmente à mesa, a gostar de fado, a saber a tabuada de cor e salteado, ou a jogar xadrez Infelizmente não foi bem sucedido nestas duas últimas.  

Fez-me rir muitas vezes com o seu sentido de humor realmente hilariante (nos dias em que estava bem disposto). Numa festa, num jantar, enchia a sala com as suas histórias mirabolantes, com as anedotas, com as cantorias. 

Há coisas que não correram tão bem mas crescer também é relevar estas e preferir recordar as outras. 

Feliz Dia do Pai.

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