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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Febres que passam, febres que duram, febres que nunca mais acabam

Uma pessoa com 4 filhos atura muita febre. E com 4 filhos com uma diferença de idades de 13 anos... atura mesmo MUITA FEBRE. E não falo de febre no sentido de temperatura corporal elevada, falo mesmo no sentido daquelas modas que pegam não se sabe bem como e, de repente, os miúdos acordam a falar naquilo, adormecem a falar naquilo, têm de ter aquilo porque já TODA A ESCOLA TEM, e morrem se não tiverem também, e enchem a cabeça de uma pessoa até à exaustão, isto é, até à compra da mais recente febre. É impossível lembrar-me de todas, até porque a minha fraca memória vai eliminando espaço no disco, mas assim de repente lembro-me dos iô-iôs simples ou com luzes, dos Beyblades, lembro-me dos Pokémons, dos Pega-monstros, dos Diabolos, lembro-me dos Zomlings, dos Trashbags, dos bonecos do Dragon Ball, dos Fidget Spinners, Little Petshops, dos Abatons... Uffff! E está seguramente a faltar-me um montão de febres similares.

Ora, e o que é que está na berra neste momento?

Slime. 

E o que vem a ser isso de slime, poderá perguntar-se o leitor (sem filhos certamente ou com filhos que ainda não chegaram a esta fase ou com filhos que já passaram esta fase ou, mais raro mas não impossível, com filhos imunes a febres)?

Slime é uma gosma. Uma pasta que fica ali a meio caminho entre os pega-monstros e a plasticina, uma mistela viscosa que pode provocar náuseas a adultos mais sensíveis (sobretudo quando, ao manusear-se, emite um som de flatulência).

Para que serve?

Para nada. Para ser mexido, remexido, esticado e puxado com mãos de recreio, até ficar pardo e carregado de bactérias. Uma maravilha.

A Mada tentou cerca de várias vezes fabricar o seu próprio slime, misturando farinha de trigo, farinha Maizena, água quente, fermento e corante. Também já ouvi dizer que há quem junte espuma da barba, cola e líquido para as lentes. Vidas tortuosas, a dos pais. Bom, cá em casa correu sempre mal. O slime caseiro ou ficava líquido ou ficava rijo ou ficava a agarrado às mãos. De maneira que ela pediu (e pediu e pediu e pediu e pediu) para lhe comprar. Foi hoje. Perguntei no facebook do Cocó onde se comprava e lá fui. Quando entrei em casa com 4 baldinhos de slime, um de cada cor, foi a histeria. Abraçou-me como se a tivesse levado à Disney (o que foi incrível porque saiu infinitamente mais barato) e aqui anda, feliz, a passar a gosma de uma mão para a outra, como se estivesse em poder de um tesouro. 

E pronto. Mais uma febre para a colecção. Venham as próximas. Eu aguento!

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