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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Este mundo já não era para gordas. Agora já nem para boas é

Um conhecido ginásio digital, desses que prometem que, se cumprirmos religiosamente (bom, talvez não como a maioria dos religiosos católicos, que se confessam não praticantes, mas sim como a minoria, que efectivamente pratica sem falhar) os treinos, ficamos incríveis, magros, tonificados, com o chamado "corpo perfeito", publicou há dias uma foto de um antes e de um depois. Ou seja, uma foto de uma mulher supostamente antes de se ter metido na aventura do ginásio digital, e a foto alegadamente da mesma mulher depois de ter cumprido o rigoroso plano de treinos da plataforma digital. Ora... o que eu vi foi uma mulher jeitosona, dona de umas pernas torneadas, com um rabinho bastante gostoso, uma cintura definida, um tronco esguio (ok, talvez com uma micro-borreguinha a espreitar ali onde as calças apertam) ser substituída por uma mulher cujas pernas sumiram nas calças, sem rabo, sem borrega de qualquer espécie, sem formas. O que eu vi, nestas supostamente apelativas fotos do antes e do depois, foi uma boazona, com curvas, dar lugar a uma magricela, sem qualquer ondulação feminina, que é aquilo que nos diferencia dos homens, vá, além do sexo propriamente dito. Olhei para as duas imagens e conclui que entre uma e outra, prefiro claramente a de antes. A que tinha um ar saudável, não a que tem um ar faminto. Atenção! Eu tenho borregas de que gostava de me livrar! Mas... eu tenho-as, efectivamente, e são visíveis a olho nu. Não carecem de uma lupa, como as da senhora da foto da esquerda. Aliás, tomara eu estar como a senhora da esquerda. Atenção de novo! Não quero ofender as magricelas (entre ser como sou e ser magricela preferia ser magricela; só que.. entre ser como sou e ser como a senhora da esquerda preferia ser a da esquerda). De qualquer modo, nos comentários, havia muita gente a aplaudir a beleza da segunda, a enorme conquista, uau!, brutal, boa, parabéns, bom trabalho! De facto, continuamos a valorizar a magreza, em detrimento do equilíbrio. Uma mulher já não podia ser gorda, agora já nem sequer pode ser boa. Caneco. É duro ser gaja.

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