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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Esta é para quem nasceu em Cabo Verde ou tem lá origens (mas os outros podem ir também, que são sempre bem-vindos)

O Hospital Dona Estefânia recebe muitas crianças vindas dos países africanos de expressão portuguesa. Vêm com doenças graves e muitas vezes ficam internadas meses a fio...
Neste momento está lá uma menina adorável, linda e cheia de vida, de quatro anos, a Arina, natural de Cabo Verde. A Arina está internada há seis meses com uma aplasia medular gravíssima, ou seja, a sua medula óssea deixou de funcionar, precisa de transfusões sucessivas para sobreviver, e praticamente não tem sistema imune para lhe permitir sequer sair do quarto de isolamento e sobreviver a uma infecção por mais leve que seja. Já teve mil complicações, quer da doença quer dos tratamentos, mas ela e a mãe, miraculosamente, continuam alegres e optimistas, de pedra e cal dentro do quarto de isolamento a rezar por um dador...
A menina não tem dador de medula compatível. Os médicos já fizeram análises à familia toda e procuraram nos bancos de medula nacionais e internacionais e nada...  


A questão fulcral é que a probabilidade de encontrar um dador compatível é maior quando se procura entre pessoas da mesma origem, porque os genes são mais semelhantes, e em Portugal tal como no resto do mundo, não há qualquer banco de medula de pessoas de origem africana em geral, e de Cabo Verde em particular... 
Daí, surgiu a ideia de lançar uma campanha de sensibilização para doação de medula óssea entre os naturais de Cabo Verde residentes em Portugal. 
Sabe-se que existem em Portugal cerca de 11.000 estudantes Cabo-Verdianos e muitos mais residentes. Se conseguirmos passar a mensagem será fantástico! E mesmo que não seja possível encontrar um dador, esta iniciativa poderia deixar uma oportunidade para outro doente que necessite também de um transplante no futuro.

Por isso... pessoal de Cabo Verde ou com origem em Cabo Verde: esta é directamente para vocês! Que tal tornarem-se dadores de medula? Basta uma picadinha no braço, tal como quando vão fazer uma análise, e ficam inscritos. Depois... se tiverem sorte e forem compatíveis ainda podem ganhar esse prémio que é salvar alguém. Pode ser a Arina. Pode ser outra pessoa qualquer. Será uma vida, que depende da vossa boa vontade.


Vai haver um período de colheita na Universidade Lusófona no dia 11 de Julho!  
Mas o Centro de Histocompatibilidade e o Hospital Dona Estefânia estão abertos todos os dias...

Apareçam, espalhem a mensagem, salvem uma vida!
Muito obrigada.

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