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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Ensaio sobre a cegueira

Passei uma noite de inferno.
Já há uns dias que larguei as lentes coloridas, por não me sentir bem com elas. Tenho andado com as minhas, normais, para poder ver o caminho. Mas os meus olhos queixam-se. Sinto-os. Ao fim do dia tenho comichão, desejo tirar as lentes como nunca me aconteceu (sempre me esqueci que as tinha postas).
Ontem foi pior. Ia a conduzir e doíam-me os olhos. Sentia-os secos. Cheguei a casa e tirei logo as lentes. Mas as dores persistiram. E pioraram. E passei uma noite terrível, com dores e a imaginar o pior. E se eu agora tenho uma coisa grave? Ai que nunca mais vejo os meus filhos (a tendência para o melodrama é um problema que existe na minha família vai para várias gerações). Às tantas, fui pôr soro fisiológico. E senti-me mal, a desmaiar (da sugestão de tantas ideias horríveis que me passavam pela cabeça). Acordei o Ricardo, ai que vou desmaiar, ai que não estou bem. Ele, coitado, deu um salto. Depois comecei num pranto: e se eu fico cega? Tu deixas de gostar de mim? "Não, passo a ser o teu cão guia". Oooooh. Tomei um benuron para as dores (dores nos olhos é coisa que não desejo a ninguém) e acabei por adormecer. Hoje tenho mesmo de arranjar quem me veja isto. Estou mesmo acagaçada.

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