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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Enquanto couberes aqui

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O que me vale é o discernimento. Eu sei que este é o meu último filho. E para quem, como nós, sempre foi pontuando a vida com bebés, assistindo nesses momentos, com redobrado deslumbramento, à regeneração da família (não há nada mais regenerador do que um bebé), não é assim tão simples saber que agora todos vão crescer e já não haverá mais sangue novo a virar tudo de pernas para o ar (com tudo de bom e mágico que isso tem). Por isso, resta-me aproveitar esta mão dentro da minha enquanto cabe, enquanto quer, enquanto faz sentido. É a última. O resto também é bom, é mesmo espantoso vê-los crescer, e não deixa de haver abraços e mimos. Mas esta dependência, este colo, esta explosão de endorfinas... essa termina. Dizia que o que me vale é o discernimento porque é normal tender-se para a infantilização do último filho, uma espécie de perpetuação do bebé que não queremos deixar partir. Valha-me o discernimento para não o fazer, para o permitir ganhar asas como sempre permiti aos outros, para não deixar que a minha nostalgia lhe tolha a autonomia. Mas enquanto esta mão aqui pousar... ah! Vou aproveitar cada segundo! 😊

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