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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

E o Lance Armstrong?

Pergunto-me: o que sentiria aquele homem quando cortava as metas? Seria uma felicidade genuína? Mentira de tal modo a si mesmo que conseguia sentir-se realmente exultante por uma vitória que não era inteiramente sua? Quando levantava os braços, na altura exacta de chegar ao destino, nunca terá pensado «Mas que grande intruja que eu sou...»? Quando olhava as taças, na sua casa, que orgulho seria o seu? E quando ouvia referirem-se a si próprio como um «mito», uma «lenda viva», um «fenómeno», o que lhe ocorreria? Em que medida se sentiria realizado, ufano, sabendo que os seus triunfos não eram mais do que fraudes?

Talvez eu goste, afinal de contas, de deuses. De Deuses vivos. Dessa ideia do Homem que se supera, que se faz, que se transcende, fruto de uma conjugação harmónica e quase divina entre talento e esforço. Talvez por isso me entristeça tanto esta história.

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