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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

E agora sim, o regresso

O melhor das férias, destas férias pelo menos, foi a sensação de que os ponteiros do relógio pararam. Mais do que isso, na verdade. A sensação era a de que não havia ponteiros, não havia relógio, não havia tempo a passar. E isso dá para tudo. Para viver com vagar. Sem esta voracidade que não nos permite - tantas e tantas vezes - apreciar o mais simples disto tudo: um cheiro, um abraço, uma frase, um gesto, o sol a aquecer a pele, o frio da água a despertar-nos do torpor. 

Cheguei há dois dias e já disse à Madalena umas 20 vezes (sem exagero) que não, agora não posso brincar com ela. E são 5h da manhã de sábado e estou de novo de volta às insónias (algo que não me acometeu em férias). Tudo porque vejo os ponteiros do relógio passar e sinto que tenho tanto para fazer que o tempo não me chega. Porque quando as férias terminam há ponteiros, há relógio e o tempo que passa é implacável. E é uma merda. Não faz sentido. Só vivemos uma vez e cada vez mais acho que vivemos isto tudo ao contrário. 

Relogio 2.jpg

 

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