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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Dor de cotovelo

Há qualquer coisa de Monty Pythiano nesta família. A sério. Há coisas que parecem só acontecer aqui. Connosco. Hoje fui eu, a patética protagonista do dia. Estava apressada, a apanhar coisas várias do chão (uma meia aqui, um boneco ali, uma t-shirt numa cadeira, canetas espalhadas), a arrumar a casa, que os meus sogros e a minha mãe vinham jantar. Ao mesmo tempo, estava a levar as chuteiras ao Martim, que ia para o futebol. Não sei lá como é que fiz o que fiz, não sei se ia com a mão no cabelo ou lá como foi, o que sei é que medi mal as distâncias quando saí do quarto dos rapazes e enfaixei o cotovelo direito na esquina da moldura da porta com toda a força. Mas mesmo toda a força. Recordo o som, seco, e a dor, tão horrível. Soltei um palavrão de quilo e meio, num guincho lancinante, e fui aos saltos pelo corredor fora a sentir-me a perder os sentidos. Com medo de desmaiar e de deixar o Martim ali sozinho e aflito, deitei-me no chão do corredor. Ele à minha volta, mamã? Estás bem? Mamã? E eu a gritar: Não me toques no cotovelo! Não me toques, pela tua saúde! A mãe está bem só que dói muitoooooooo!

Estive uns 10 minutos deitada no chão a ganir. Depois, comecei a rir. E aí ele também se riu. Muito. Riu muito a lembrar o meu palavrão de quilo e meio: "Tu disseste a palavra com F, mãe!" E rimos os dois e eu chorei ao mesmo tempo, de dores, mas ainda tive discernimento para avisar "Isso não é para dizer, ouviste?", e para pensar na pouca sorte que seria se amanhã não pudesse ir à corrida da TSF (estás bonita, estás).
A seguir, meti gelo. E conduzi só com uma mão até à escola do Manel e, depois, até à escola de futebol. No regresso, liguei à minha mãe: "Mãe, não é impossível que tenha partido o braço. Tenho dores fortes, não consigo pôr mudanças, se calhar vou ao hospital." Não fui. Estou a ser tratada em casa, pela melhor equipa de enfermeiros do mundo.

E é isto. Estou aqui com gelo, 15 minutos em cada hora, a ver se me passa. Estou ligeiramente melhor mas para despir a roupa e vestir o pijama foi uma trabalheira que nem vos passa pela cabeça. Levantar o braço é mentira, esticar é doloroso, dobrar muito também é impossível. Espero que amanhã já esteja fina mas hoje tenho a dizer o seguinte: a dor de cotovelo é, de facto, muito difícil de aguentar.

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