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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

De peito cheio

Que emoção, minhas pessoas. Que emoção.

Estive até agora sem conseguir piar. 

A noite de ontem... o dia de hoje... deixaram-me assim, sem palavras. 

Fomos ver o jogo a casa de um amigo, em Cascais. Sofremos muito. Gritámos, insultámos, praguejámos, revoltámo-nos contra as dezenas de faltas não assinaladas. Tantas injustiças. Tive mesmo de me controlar para não largar num pranto quando vi o Ronaldo chorar. Se estivesse sozinha tinha chorado baba e ranho. Não é meu costume generalizar e soltar impropérios contra todo um povo mas ontem disse "cabrões dos franceses". Que coisa nojenta, querer ganhar com jogo sujo. Que prazer se pode trazer disso? Quando vi o nosso capitão a ser levado pensei que estávamos feitos ao bife. E afinal... quando foi golo do Éder foi a apoteose naquela casa, no país inteiro, em muitos pontos do mundo! Estávamos tão perto de sermos campeões. Tão perto. Mas parecia que ainda era cedo para festejar. No futebol, cada segundo conta. E só mesmo quando o árbitro apitou o final do jogo acreditámos. Era mesmo verdade. Campeões da Europa!!!!!!!! Houve confetis pelo ar, abraços, gritos, saltos. E de novo a incredulidade, ao perceber pela televisão que a Torre Eiffel tinha as cores da bandeira de França, em vez de ter as cores de Portugal. Mais que mau perder. Uma vergonha. Uma coisa mesmo triste.

Mas porque a noite não era de tristeza mas sim de alegria, saímos de Cascais para o Marquês. A apitar. Gente e gente e mais gente. Um mar de pessoas e uma energia tão positiva que quase tinha corpo, densidade, espessura; uma energia que quase se podia agarrar com as mãos. Uma sensação rara de comunhão, de partilha, de "isto é nosso".

FESTA MARQUÊS.jpg

Hoje tinha uma reunião às 15.30 perto das Amoreiras. Acabei, sem querer, a cruzar-me com o autocarro da Selecção no Marquês. E foi brutal. As pessoas a correrem, crianças, mulheres, homens, os carros todos a buzinar, tudo em êxtase. Uma coisa mesmo bonita, caneco.

Os dois irmãos mais velhos lá de casa foram com uns amigos para a Alameda. A Madalena ficou a choramingar por não ir. Prometi-lhe que quando voltasse da reunião a levava à Alameda. O pior foi que quando a reunião acabou já eles não estavam na Alameda. Cheguei a casa, para a ir buscar, e ela lá me explicou que tinham ido para a Cidade de Futebol. E lá fomos, de mota, para Caxias. Ainda a tempo de vermos passar o Quaresma, o Ronaldo, o Éder. 

 

Foi muito bom este sentimento. De vitória e também de bofetada de luva branca. Durante todo o campeonato, a imprensa francesa foi dizendo que não prestávamos. Havia, do outro lado, a certeza absoluta de que ia ser "canja". E soube mesmo bem ter-lhes provado que a nossa canja não é feita de uma galinha qualquer. É feita de um galo de Barcelos, que é duro de roer. 

Somos pequeninos, sim. Mas ontem fomos GRANDES. E isso encheu-nos o peito, que tem andado muito encolhido. Deixem-nos então andar assim de peito cheio, pelo menos durante uns tempos.

PORTUGAAAAAAAAAAAAL!

 

As imagens paradigmáticas da tristeza e da alegria, pelo capitão da Selecção

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