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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Da intimidade

Escrever que a adolescência é uma porra, e que há dias lixados que nos atiram ao chão tem muito pouco de exposição de intimidade. Avisar as outras mães que a infância pode ser cansativa mas que o que vem a seguir é muito pior continua a ser pouco íntimo. É, até, bastante lugar-comum. Se quiserem, chega a ser desinteressante, de tão banal.
Expor a privacidade seria se eu chegasse aqui e publicamente contasse o que foi dito, o que foi feito, o que aconteceu, tim-tim por tim-tim, para suscitar tal desabafo sobre as dificuldades da adolescência.
Vocês ficaram a saber o que aconteceu?
Não sabem.
Então aí têm. Há uma gigantesca diferença entre expor um conceito, uma trivialidade, um lugar-comum e expor a vida realmente íntima, privada, aquilo que dizemos uns aos outros, aquilo que fazemos, aquilo que acontece e que vocês, por não pertencerem a esta esfera, jamais saberão.

Por isso, não se inquietem com as perturbações que um post banalíssimo com desabafos sobre a adolescência possa provocar. Aqui em casa somos, felizmente, todos bastante bem resolvidos com estas questões das esferas públicas e privadas. Até porque sabemos muito bem que aquilo que é nosso, seja bom ou mau, continua sempre a ser só nosso.

E aquele testemunho da refugiada da Coreia do Norte, hein? Isso sim, verdadeiramente chocante.
E o massacre do Quénia?
Tanto horror no mundo.
Isto aqui é só um blogue. De uma mulher como outra qualquer.

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