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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

D. Constança

Hoje levei-lhe uns textos que escrevi. Li-lhos. Riu-se muito. Riu-se em quase todos, com grandes e sonoras gargalhadas. Lembrei-me do que disse o Ricardo Araújo Pereira, de como é bom verificar o efeito de uma piada nos outros, de como é poderoso mudar o outro sem lhe tocar. Tocando-o com palavras. A dona Constança, minha amiga de 88 anos, riu-se com algumas das páginas impressas que vão virar livro. E eu gostei dessa sensação. E também me ri, mais pela reacção dela do que pelas palavras que, por serem minhas, não exercem esse poder em mim, antes se nublam por algum pudor.
Estive lá duas horas, com ela, e dei um pulo quando constatei que já tinham passado duas horas. Ela também se surpreendeu. E, sem o saber, também me tocou com as suas palavras quando disse: «Quando estou consigo o tempo realmente passa depressa. Nos restantes dias em que aqui estou sozinha passam tão devagar que nem imagina.»

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