Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Continuo a pensar em terramotos

Esta noite não conseguia dormir. Um pensamento começou a invadir-me: depois de tudo parar de tremer, se estivermos todos vivos e bem, a ideia era ir para um sítio alto (porque vivo mesmo à beira rio). Podemos ir a pé mas o melhor era ir de carro, para ser mais rápido. E foi então que me ocorreu que os portões da garagem são eléctricos. O de baixo ainda conseguimos abrir manualmente. Mas o de cima… Comecei a ter falta de ar. Depois, pensei: e se a coisa se dá quando cada um estiver no trabalho/escola? E então a ansiedade aumentou. O meu filho mais velho está numa escola mesmo junto ao rio. E se eu não chego lá a tempo de o salvar, em caso de tsunami? Devo dar-lhe indicações JÁ HOJE, para se pôr ao fresco e começar a subir, a subir, a subir como se não houvesse amanhã (até porque pode mesmo não haver amanhã)? Digo-lhe para ficar quietinho e seguir as instruções dos professores? É que - não tenhamos ilusões - não haverá comunicações e eu não vou saber dele. Nem dos outros. E para que lado me viro, uma vez que não tenho o dom da ubiquidade?

A sério. Vocês não imaginam a sorte que têm de não terem uma cabeça como a minha.
(se houver mesmo um sismo por estes dias podem passar-me a chamar Coco Bambu ou Coco Maya ou uma coisa dessas. Pelo sim pelo não vou ver se começo antes a pensar em números)

39 comentários

Comentar post

Pág. 1/4