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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Conhecer a história da família

Há umas semanas recebi uma oferta preciosa. Inesperada e verdadeiramente mágica. Um amigo, historiador e genealogista, convidou-me para almoçar e, de repente, estendeu-me um envelope. Lá dentro, isto:

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Aqui está, então, uma investigação feita pela LMT (Abreu Loureiro, Correia de Matos e Galvão Teles), sobre a ascendência dos nossos filhos. A investigação foi feita tendo como ponto de partida os pais deles (nós) e chegou até aos tetravós, de ambos os lados da família, e refere datas e locais de nascimento, datas e locais de casamento, profissões, datas de morte (mas pode ir tão longe quanto haja registos). O estudo familiar tem vários documentos anexos, das conservatórias, alguns ainda manuscritos, e para quem, como eu, adora memórias isto foi mesmo assim um bombom que recebi e que me deu um enorme prazer folhear. A memória descritiva dos antepassados vem acompanhada de um esquema genealógico que forma a respectiva "árvore de costados", que permite assim uma melhor compreensão de tudo o que está escrito. O estudo traz ainda fotos das igrejas onde houve casamentos e baptismos familiares, brasões de terras da família, fotografias antigas de vistas de cidades familiares. 

E, assim, de repente, dei por mim comovida a ver nomes de bisavós, que não conhecia, demos por nós a imaginar a vida daqueles que, lá tão para trás no tempo, nos deram vida a nós, surpreendemo-nos a ouvir o Lourenço dizer como é raríssimo um apelido composto como o que os nossos filhos têm durar tantas gerações e nós a constatarmos que foi por pura sorte que o mantivemos no nome deles. Ficámos com vontade de lhe pedir que escavasse mais, até porque o Lourenço acha que o Ricardo ainda será da família do médico e escritor Jaime Cortesão, e era giro confirmar isso. 

Estes estudos genealógicos são caros e percebe-se. Há aqui um trabalho intenso, de sapa, de andar nas Conservatórias à procura dos fios desta meada familiar e, claro, quanto mais para trás se anda, mais difícil fica (e mais caro também). O Lourenço contou-nos então algumas curiosidades interessantes que já descobriu, na sua vida profissional, nomeadamente de pessoas absolutamente "normais" (leia-se sem quaisquer vestígios de aristocracia na família mais próxima) que ele descobriu serem descendentes de reis, por exemplo, ou de grandes figuras históricas, e vice-versa: gente com muita mania de nobreza e com antepassados bem plebeus (ops...). Aliás, como ele mesmo me disse, "todos os dias se descobrem coisas engraçadas". Ainda ontem, quando o Lourenço procurava o casamento de uns bisavós de um amigo, a pedido dele, descobriu que o padrinho desse casamento foi, nem mais nem menos, o seu próprio bisavô. Imaginem só a quantidade de coincidências que se podem descobrir. 

Acho isto um presente giríssimo. Comovente, mesmo. Se for complicado para uma pessoa só oferecer, podem sempre juntar-se vários primos ou vários amigos para oferecer a alguém. Mesmo quem diz que não se interessa pelas suas origens acaba a ficar rendido. Acho mesmo praticamente impossível não se ficar enternecido. É como se fosse um bocadinho a explicação de nós que ali está. Muito do que somos, quem sabe até um bichinho profissional qualquer que se descobre vir de trás, quem sabe até um sangue azul que se descobre (pode não servir de grande coisa mas fica sempre bem dizer, num jantar, "sabes que descendo de Vasco da Gama?"). 

Obrigada, Lourenço. Adorei.

Em breve vou fazer um passatempo no Instagram onde podem habilitar-se a ganhar um voucher para um estudo como este. Entretanto, podem conhecer a página de Facebook deles AQUI e a de Instagram AQUI.

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