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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Começou o linchamento (ainda devagarinho, mas já começo a sentir as pedras no lombo)

Vamos então recapitular devagarinho:

1. Amo de paixão a escola nova do meu filho. Pública, com muito orgulho.
2. A lista de surpresas positivas, nesta escola, não para de aumentar todos os dias.
3. Ainda nunca me arrependi de o ter tirado do colégio para o meter na escola pública.
4. Tenho o maior dos respeitos pelos professores do ensino público e, já o disse mais do que uma vez, aqui e onde me posso fazer ouvir, que acho lamentável que os professores estejam sujeitos a tantos desrespeitos e vida difícil como estão.
5. O meu filho Manel nunca trouxe tantos recados para casa (leia-se admoestações e chamadas de atenção) como desde que está nesta escola - sinal inequívoco de que os professores são exigentes e estão atentos. Fico felicíssima por isso.
6. Nunca disse que era contra a greve. Sou absolutamente a favor das greves e de que os cidadãos façam valer os seus direitos.
7. O que disse foi que me custou ver a escola fechada - NÃO POR SER CONTRA A GREVE (estão a conseguir ler assim?) mas porque me custa que o meu filho passe um dia inteiro sem aulas - acho que qualquer mãe normal sente alguma apreensão por isto, certo?
8. O facto de dizer que "cá em casa não há greves" NÃO ERA UMA IRONIA CONTRA A GREVE (este tamanho de letra está bom?) mas a minha forma de dizer ao petiz (já não tão petiz assim) que nem pensasse que ia ter fim-de-semana prolongado e que a greve não era dele, mas sim dos professores e auxiliares.
9. Posto isto, podem respirar fundo e pousar os calhaus para atirarem a outra pessoa qualquer. Eu estou e estarei sempre ao lado de quem luta por uma vida melhor e mais digna. Ainda que isso, a mim, me traga transtornos. Se não trouxesse transtornos não valia de nada, certo?
10. E, sim, nos colégios não se fazem greves, mesmo que se discorde de muita coisa. Tem um lado bom para os pais (os filhos têm sempre aulas). Mas terá seguramente muitos amargos de boca para quem lá trabalha, tal como em qualquer sector privado.

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