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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Colóquio Media e Deficiência

Foi hoje. Estive lá das 14h às 17h. Palestrei, ouvi outros palestrantes, escutei perguntas da assistência. Tive pena de não ter tido tempo para responder a uma senhora, da assistência, que se queixou dos media só falarem das pessoas com deficiência por dois motivos: ou por serem vítimas ou por se superarem. Não concordei com ela, e tive realmente pena de não lhe ter podido responder. Porque uma coisa é o facto de se dar pouco tempo nos jornais e rádios e pouco espaço nos jornais e revistas à problemática das pessoas com deficiência. E isso é um facto e devemos tentar contorná-lo. Agora... não podem é vir agora acusar os jornalistas de só falarem na deficiência sob a perspectiva de «vítimas» ou «heróis». Porque a notícia, por definição, é uma informação sobre algo que foge à norma, algo que se destaca. Ora, os jornalistas não falam da vida de todos os dias das pessoas ditas normais. Logo, também não faz grande sentido que falem da vida de todos os dias das pessoas com deficiência. Até porque se espera que seja isso mesmo, uma vida normal, dentro das limitações que a deficiência lhes trouxe à vida. E isso não tem grande relevância, não é notícia. Como tal, falar da superação de quem tem uma limitação, de nascença ou adquirida, é a forma que os jornalistas têm de dar voz a quem, infelizmente, tem pouca voz na sociedade. Falo também por mim. Gosto de contar histórias de superação, sejam de pessoas com deficiência, sejam de pessoas ditas «normais». Gosto de histórias de gente que dá a volta por cima, sobretudo quando é gente que tinha tudo para poder ficar apenas a lamentar-se da pouca sorte. Gente que dá a volta ao desemprego, gente que dá a volta à perda de um filho, gente que nasce na mais funda miséria e dá a volta ao destino, e... sim, gente com deficiência que consegue superar-se e chegar tão longe como qualquer outra pessoa, seja no trabalho, seja no desporto, seja em qualquer campo da sua vida. E acho que não há mal nenhum nisso.
Tirando esta questão, que me tinha ficado aqui atravessada, gostei muito de participar, de estar ali a debater um tema tão importante.
A seguir, nem pude ouvir o encerramento do colóquio. Tive de voar para a escola da Mada, que era dia de reunião com a querida educadora dela. Só elogios aos nossos bicharocos, que são muito espertos e despachados e que comem que é uma beleza. E depois voei para 45 minutos de actividade física intensa. E a seguir dei banho a dois. E fiz o jantar. E sentei-me agora, finalmente. Os dois rapazes mais crescidos estão em Alvalade. Coitadinhos, oxalá lhes corra bem. A ver se não vêm verdes de tristeza.

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