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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Cocó no Parlamento Europeu (de novo)

No ano passado tinha recebido um email do próprio presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani (achei que era treta mas veio a confirmar-se ser verdade 😂), a convidar-me para um dia de trabalho onde discutíssemos formas de aproximar o Parlamento Europeu dos cidadãos. Éramos 31 convidados, de 24 plataformas diferentes (algumas plataformas tinham mais do que um autor), de 16 países. Foi um dia muito interessante em que cada um, individualmente, disse quais as razões que achava que levavam ao afastamento dos cidadãos e possíveis estratégias para mudar as coisas.

Este ano, o convite foi noutro sentido. Foi no sentido de tentarmos, juntos, encontrar ferramentas para relembrar aos cidadãos a importância do voto nas eleições europeias. Não se trata de dizer em quem votar, como é evidente. Mas apenas reforçar a ideia do quão importante é votar. Há, de resto, uma campanha em marcha: This Time I'm Voting. Ou, em português, Desta Vez Eu Voto. Podem inscrever-se, receber informação sobre os temas que assinalarem como preferidos, e até inscrever-se como voluntários (online ou na colaboração ou criação de eventos). Já me inscrevi e dei-me como voluntária. É importante que se diga isto, antes que venham os incomodados do costume: como é evidente, o Parlamento não nos está a pagar para isto. Não há dinheiro envolvido. É apenas cidadania, mesmo. 

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Éramos 4, no nosso grupo de trabalho (havia outros grupos, com outras nacionalidades reunidas): eu, a Madeleine Daria Alizadeh (Áustria), o Joel Willans (Finlândia) e a Camille Grandxo (França).

Como sabemos, a Europa enfrenta uma crise. O Brexit veio provar que não podemos tomar a União Europeia como um dado adquirido. E, por muitos defeitos que esta união tenha, ela ainda é uma belíssima ideia, um garante de segurança, de paz e de pertença. Eu vivo nesta premissa há 3/4 da minha vida. Não quero deixar de viver debaixo de um ideal de união, cooperação, liberdade de circulação, entre tantas outras vantagens.

É óbvio que o que se passa no Parlamento Europeu é, para a maioria, um mistério. Se a política nacional já nos deixa confusos, o que dizer da política europeia, com todas as suas regras, jogos de bastidores, cedências, interdependências? Mas, apesar dessa complexidade que aparta as pessoas do que lá se passa, é fundamental que não deixem de votar, de ter um mínimo interesse. No workshop que tivemos, expliquei que, além da complexidade, os portugueses têm ainda uma questão suplementar: como somos um país pequeno sentimos que contamos pouco. E que, por isso, é um bocadinho indiferente quem elegemos porque sentimos que, no fim do dia, os nossos representantes valem pouco no meio dos grandes como a Alemanha ou a França. Ainda assim, voltámos ao mesmo: é sempre importante ter voz. E é mesmo fundamental que nos aproximemos mais da União Europeia e dos seus valores e ideais porque o renascer do nacionalismo em vários países e dos extremismos em geral pode bem dar cabo disto tudo. 

Foi um dia muito interessante, em que uma das nossas tarefas foi desenvolvermos uma campanha nas redes sociais de apelo ao voto. Dividiram-nos em duas equipas (misturados com o gabinete de comunicação do parlamento), e foi espectacular. A equipa adversária ganhou por muitos pontos mas ri-me a ponto de quase morrer com o Joel Willans (um britânico que foi viver para a Finlândia porque se apaixonou por uma finlandesa mas que continua com o típico humor britânico e tem uma raiva indisfarçável contra todos os "brexitianos").

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Madeleine Daria Alizadeh (IG: dariadaria), Camille Gandxo (IG: camillegrandxo), eu e Joel Willans (Fb: Very Finnish Problems)

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Adorei o dia. As pessoas eram todas tão interessantes, cheias de vontade de ajudar, empenhadas nesta causa. Devolveu-me um pouco de fé na Humanidade. E vocês? Tencionam votar nas eleições europeias?

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