Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Circo, carrosséis e compras de Natal

Ora então lá tinha de ser. O circo. Um calor infernal. Aquela estrutura em madeira e metal a dar-me um pequeno ataque de ansiedade quando estávamos mesmo debaixo das bancadas, e eu a pensar: e-agora-isto-caía-tudo-e-nós-aqui-debaixo-todos-esmagadinhos-cruzes-credo. Lá me controlei. Lá subimos. Lá procurámos 5 lugares, o que foi difícil porque chegámos, como sempre, já depois da hora. Sentámo-nos muito cá atrás, o Martim a refilar porque não via a ponta de um corno, a Madalena a trepar para o colo do pai para ver alguma coisa, eu com 5 casacos em cima, o Manel com um ar de frete. O circo começou. O Manel a perguntar que piada é que isto tem e a bufar. Eu a gostar da menina pendurada lá em cima, numa corda presa nos dentes de outro, sem estar presa a nada, ai que se esbardalha cá em baixo, coitadinha. Não esbardalhou, batemos muitas palmas. Depois vieram os tigres, quase apostava que estavam drogados, cheios de um sono peculiar, num número sem gracinha nenhuma. Os palhaços não nos arrancaram um sorriso sequer e foi então que aproveitámos para sair de fininho, mesmo antes do intervalo. Fomos buscar os presentes da empresa do pai para a criançada, e os putos foram andar nos carrosséis. Suspirámos ao recordar a Feira Popular e como crescemos felizes por termos tanta diversão ao dispor. Podia estar decadente, que estava, mas a verdade é que acabou há quase uma década e nunca mais nasceu coisa alguma ali naquele espaço. Ou seja, acabou-se com um espaço de diversão para os miúdos, e um espaço de memórias de infância, em troca de nada. É uma pena, digo eu.
Dali, foi a famelga a reboque para as Amoreiras, para comprar presentes e mais presentes de Natal, porque na próxima semana não vamos poder tratar disso. E assim se passou o domingo.
 
 
 
 

13 comentários

Comentar post

Pág. 1/2