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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Cheirinho bom

Estava a trabalhar na esplanada (tenho de sair de casa todos os dias perto das 17h, hora a que dois dos meus três filhos chegam a casa e me impossibilitam qualquer outra tarefa que não seja a de estar para eles) quando se senta, à mesa do lado, uma senhora com um perfume óptimo. Parecia-me exactamente o mesmo que cheirei no outro dia, numa reunião da associação de pais da escola do meu mais velho. Mesmo bom, bom. No dia da reunião não sabia de onde vinha e, por isso, não pude indagar a cheirosa. Mas hoje era evidente a origem. Por isso, perdi a vergonha, abeirei-me da senhora e perguntei:
- Desculpe... tem um perfume tão bom. Posso perguntar o que é?
A senhora ficou como que estarrecida a olhar para mim. Assim mais ou menos como se lhe tivesse perguntado qual a marca da lingerie ou o produto que usava na sua higiene íntima. Senti-me esquisita mas já não havia nada a fazer. Eu era a pessoa que estava ali, inclinada sobre a mesa, a sorrir um sorriso simpático e, na verdade, a elogiar a desconhecida, dizendo-lhe que cheirava bem. Não podia ser assim tão mau. Ela lá fez um esforço de memória, para se recordar que perfume teria posto no dia de hoje, e revelou que era o XX, da Boss.
Espero que não se tenha enganado. Que eu estou mesmo a precisar de um cheirinho bom, para me animar este dia tão pouco cheiroso.

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