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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Casa

Já vos disse que existe um agente imobiliário dentro de mim. Que se pudesse passava o tempo a ver casas, a mudar de casa, a sentir aquela felicidade de chegar a um espaço novinho em folha e de começar a imaginar as minhas coisas ali, a nossa vida naquele lugar, a felicidade por estrear, toda uma vida em perspectiva. AMO essa sensação. Adorei os dias que se seguiram à escritura da minha casa, a felicidade de ver as paredes mudarem de cor, os móveis a entrar em casa, os caixotes a ficarem vazios, e eu a cantar e a arrumar prateleiras... foi mesmo uma sensação gostosa.
Agora vamos arranjar o nosso terraço. Temos adiado mas agora é que é. Hoje fomos à Ikea (odeio dizer este nome no feminino mas diz que assim é que está certo) e descobrimos a solução para o chão do terraço. E descobrimos montes de outras coisas, claro. Almoçámos por lá e eu dei por mim a dizer: «Se eu fosse sueca tinha mesmo orgulho nesta marca. Isto foi das melhores coisinhas que apareceram em Portugal.» E depois ri-me: «parece que estou a fazer um anúncio. Se escrevesse isto no blogue iam logo dizer que estava a receber uma pipa de massa para dizer uma coisa destas.»
Mas depois pus-me a pensar: quero lá saber que pensem! Não estou. Nem um chavinho. Comprei lá as estantes da sala, o móvel da televisão, comprei lá o beliche do quarto dos putos, alguns armários de cozinha. E hei-de continuar a comprar lá, com o meu dinheiro, que felizmente ganho com o meu trabalho. Porque é barato, porque é giro, porque é funcional, porque é resistente. Podem pensar que isto é publicidade que a mim dá-me igual. Não é. É mesmo falar bem daquilo que gosto. E eu gosto da Ikea. Ponto final.

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