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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Caminhos

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Gosto da ideia de que a vida é cheia de caminhos. Desde sempre. Muitos. Que se cruzam, que terminam em abismos ou que, ao contrário, desembocam em praias paradisíacas ou em casas por onde sai, da chaminé, um fumo com cheiro a comida boa. Quando os imagino, não visualizo estradas bem alcatroadas mas caminhos feitos de terra, pedras, folhas e paus. Cada um de nós tem diante dos olhos e dos pés e da vida inteira caminhos para escolher. Mas é uma incógnita. Nunca sabemos onde vai dar cada um deles. Podemos até ter um ou outro indício. Às vezes, é até relativamente simples de perceber que determinado caminho não nos vai fazer chegar a bom porto. Mas outras vezes - talvez a maioria - não há forma de deslindar se o destino de certo caminho nos vai agradar ou dar cabo da vida.

Fico sempre angustiada quando tenho de escolher um caminho. Acho que tenho escolhido sempre bem, graças a uma análise cuidada de todos os indícios (quando os há) e - admito - a uma considerável dose de sorte. Mas as boas escolhas passadas não me refreiam o medo das escolhas futuras. Pelo contrário. Sinto que tendo sempre escolhido tão bem, que se calhar é desta que vou optar pelo caminho errado, aquele tortuoso que me vai fazer cair, ou perder, ou cair no desfiladeiro escondido no final.

Por vezes, a dor da escolha é tão grande que pensamos: mais valia que este caminho nunca me tivesse aparecido aqui! Mas mentimos. Porque não há nada mais árido do que uma vida sem caminhos. Um deserto. Sem rumos.

De maneira que o melhor é respirar fundo, pesar os prós e os contras, confiar na sorte, e decidir de uma vez por todas. O caminho faz-se caminhando. Para a esquerda ou para a direita. Mas nunca para trás.

 

(sim, acordei um pouco Gustavo Santos. Deve ser da chuva)

 

 

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