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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Cabelo nipónico

Foi hoje. Andava indecisa: corto o cabelo ou não corto, aliso ou não aliso? E se corto e me arrependo? E se aliso e não gosto? E o tempo que o alisamento demora? E o dinheiro que custa? Aiiiiiiiiiii!
Hoje deu-me um ataque, levantei-me de repente, arrumei o portátil na mala com carregador e tudo e ala que lá vai ela. Aqui ao pé de mim, há um cabeleireiro que faz alisamento progressivo e que está com uma promoção: 85 euros (normalmente custa 120€ e já soube de um sítio onde levam 160€!). Dura três a seis meses.
Entrei e respirei fundo: a coisa demora 2 horinhas. Felizmente, levei trabalho e fartei-me de dar ao coco enquanto o meu cabelo passava do estado caótico ao estado domesticado, de filho rebelde a filho pródigo.
Estou quem nem posso. Pareço uma japonesa. Acabaram-se os jeitos e trejeitos, as pontas acima e abaixo, os cabelitos eriçados ou frisados da humidade. Posso abanar a cabeça como uma metaleira em dia de concerto dos Iron Maiden que não fico com 1 cabelo fora do sítio. Sou uma mulher nova. Tão nova que, quando cheguei a casa, o Martim olhou para mim e exclamou: «Estás mais nova, mãe!» E há bocado fui entrevistar uma pessoa que já conheço há algum tempo e que disse: «Pareces uma pita de 15 anos». Ora, quando se tem 38 começa a saber bem ouvir estas coisas.
Eu sempre disse que não ia envelhecer bem. Já comecei a esticar o cabelo. Não tarda começo a esticar-me toda.

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