Bilbao, dia 2
No segundo dia da viagem a Bilbao, que fizemos a convite do Holiday Inn no âmbito da campanha "You're Welcome", depois do pequeno-almoço no hotel (bem bom, por sinal, com uma oferta variadíssima para miúdos e graúdos) saímos.
Fomos passear por alguns dos sítios que tínhamos visto de bicicleta na véspera. E também fomos ao Azkuna Zentroa, antes conhecido por Alhóndiga Bilbao (quando era um armazém de vinho), e que é hoje um centro cultural e de lazer: tem cinemas, um centro de fitness, uma biblioteca, salas de showrooms, auditório, lojas e um restaurante. Em cima, há ainda uma piscina cujo fundo é transparente, de maneira que a malta está cá em baixo e vê as pessoas a nadar no tecto. O centro foi desenhado por Philippe Starck e é mesmo lindo de morrer.
Depois fomos visitar o Guggenheim, por dentro.
Adorei - adorámos - a única exposição permanente do Guggenheim: The Matter of Time, de Richard Serra. Brutal. São peças de aço enormes, que fazem elipses, e que, com as suas paredes curvas, provocam no visitante uma sensação de tontura, de confusão, de náusea até. Uma experiência a não perder.
Não tivemos muita sorte com a exposição temporária e também não tivemos sorte porque o 3º piso, onde estão as obras principais do Guggenheim, estava fechado. Mas valeu pelo Serra e pelo edifício em si, que é de facto soberbo.
À saída estivemos um bom bocado no parque infantil que há ali e que é gigante e cheio de diversões modernas (nada do tradicional baloiço e escorregazinho). A Madalena adorou (e eu fiquei cheia de pena de não haver por cá disto, sobretudo nas quantidades industriais em que existe por lá).
Como a malta já estava cansada, decidimos jantar no hotel e não ir à procura de poiso. Comemos muito bem, eu um risotto e o Ricardo um bacalhau típico de Bilbao, os miúdos hambúrgueres. E, claro, dormimos como anjos, exaustos de mais um dia cheio de descobertas e experiências. Se pudesse... passava o ano a viajar. E aos que se arrepiaram por ter feito os meus filhos faltarem 2 dias à escola, digo mais: se ganhasse o euromilhões eles iam perder um ano lectivo inteirinho para andarem connosco pelo mundo. A passear, a aprender, a comer comidas diferentes, a conhecerem pessoas, costumes, tradições distintas, paisagens, monumentos, vidas. Tenho a certeza absoluta que esse ano "perdido" seria uma mais-valia absoluta nas suas vidas. Seria um ano ganho. É - a par com a construção de uma casa enorme onde caibam filhos, noras e genros e netos (para passarem fins-de-semana e férias) - um dos meus maiores sonhos.