Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Atracção pelo abismo

Há uma coisa que me faz muita espécie, como diz o povo. Por que raio todos os anos desatam a quinar pessoas envenenadas por terem ingerido cogumelos? Pior: porque é que, no mesmo ano e no mesmo mês em que falece uma família inteira continuam a falecer mais pessoas e mais, como se não tivessem visto nos noticiários e nos jornais e em todo o lado que comer a porra dos cogumelos é mais arriscado do que brincar com urânio empobrecido? Será atracção pelo abismo? No outro dia vi até na televisão uns convivas anafados, algures no país, a engolirem alegremente cogumelos ao mesmo tempo que diziam: «Ah, se morrer morro feliz! Ui... que cogumelinhos tão gostosos!» E a jornalista, assustada, perguntava: «Não tem medo? Como é que tem a certeza que são de confiança?» E o gordinho, de faces escarlate, gracejava, com a boca cheia daquilo: «Oh, disseram-me que estes eram bons e eu acreditei. Se tenho medo? Eu não... Deixa cá ver... uma garfada e ainda não me sinto mal... se calhar estes não matam! Eh eh eh!»
Mas isto é uma piada? Quinar é giro, agora? E os cogumelos, pá? Tem mesmo de ser? Não dá para escolherem outro repasto? Umas favas? Umas ervilhas tortas? Uns pimentos padron? É isso! Pimentos padron! Também tem o seu risco, por causa daquilo do «unos pican y otros non», mas ao menos ninguém morre. Hum? O que é que dizem? Vamos deixar os cogumelos em paz?

(Sacana de tara, esta dos cogumelos! Eu cá até para os de lata já olho de lado... )

12 comentários

Comentar post

Pág. 1/2