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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

As coisas não têm alma. Mas nós temos

Ando nisto há 3 fins-de-semana. Arrumações atrás de arrumações. Gavetas, cómodas, prateleiras, armários, aparadores, tudo recebe a minha visita implacável. O facto de andar a passar uma fase menos boa dá-me para isto. Podia dar-me para pior, para o álcool, para os chocolates ou para espancar pessoas. Não. Desceu uma dona de casa exemplar em mim e vai tudo a eito. Tenho deitado quilos de coisas para o lixo, prova provada de que tenho uma certa tendência para acumular. Agora, nesta fase em que me encontro, estou com uma necessidade contrária de atirar carga borda fora.
Nesta renovação, há móveis que também foram.Os senhores que vêm buscar mobiliário pediram que deixássemos tudo à porta, que vinham buscar logo pela manhã. Não foi bonito. Deixar na rua a cadeirinha onde o Manel, o Martim e a Madalena comeram deixou-me um nó na garganta. Ela está toda estragada, praticamente irrecuperável mas, ainda assim, fez-nos companhia durante quase 11 anos. As coisas não têm alma mas no momento da despedida é como se tivessem.

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