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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Aquashow

Já andávamos para ir ao Aquashow há uns tempos. Mas sempre que pensávamos nisso era Agosto. E em Agosto... aquilo há-de estar mais cheio que o Wembley numa final da selecção inglesa. Por isso, foi desta. Fizemos surpresa aos miúdos, dissemos que tinham de se levantar cedo porque íamos conhecer praias incríveis do outro lado do Algarve e, para a alegria ainda ser maior quando chegassem, dissemos que tinham de caminhar por muuuuuito tempo, para chegar às ditas praias paradisíacas. Foi assim que levámos com o seu mau humor matinal - praias novas? Mas porque é que não vamos às de sempre? Vamos ter de andar muito? Mas quanto? Mas porque é que vos deu para isto? Queremos dormir!
Ui, foi preciso paciência. Mas valeu a pena. Quando chegámos, pedimos-lhes para fecharem os olhos e, quando abriram e viram os escorregas gigantes... largaram uma fabulosa sequência de «aaaaaahhhhhs» e de «oooooohs» e de «obrigado, mãe e pai!»

Foi bem esperto ter esperado por Setembro. Não havia filas gigantes, praticamente não tínhamos de esperar para escorregar, e divertimo-nos à grande. Pequena Madalena delirou com a parte dos escorregas para os mais pequenos mas depois percebemos que também podia andar (ao colo) nos maiores (pistas lentas). E pronto, não quis mais nada. «Agora a azul!», «Agora a verde!», «Só mais uma, por favor, por favor!»
Nós andámos à vez com os rapazes nas pistas rápidas. E eu e o Ricardo fomos à montanha russa, enquanto eles ficaram cá em baixo, a rir-se que nem uns perdidos dos guinchos que eu dei. O Ricardo diz que o melhor foi mesmo isso: ir ao meu lado em qualquer montanha-russa é diversão garantida. Grito como se me estivessem a matar, solto palavrões de meio quilo (ou serão de quilo e meio?), choro copiosamente, e deve sair-me pelos poros toda a sorte de nervos acumulada um ano inteiro (ou até uma vida inteira). Quando aquilo acaba, quase nem consigo andar de tanto que tremo. É raro meter-me numa. Mas esta, como era um barco, que acabava dentro de água, achei que era mais suave. Parvoíces. Para mim foi tenebrosa e era capaz de jurar que os meus órgãos saíram todos dos respectivos lugares.

Tirando isso (que, vá, agora que estou sentada a salvo no meu sofá até foi giro), adorei tudo. Foi mesmo bom ver a alegria deles, aquele medo do desconhecido a cada nova pista, e depois a diversão de saber que vão depressa mas que acaba tudo bem.
Por isso, deixo a sugestão: se já pensaram ir mas tiveram medo das horas de filas... aproveitem Setembro! É fantástico!
Pistas lentas. Em algumas zonas são bem rápidas

Nestes a Mada não foi mas nós curtimos à grande

Gritos, gritos, gritos

Zona dos mais pequeninos. A Madalena de-li-rou!

Nop. Aqui não me apanharam. Mas estive lá a ouvir e a ver o desespero dos que lá se meteram.
O Ricardo ainda subiu as escadas mas só lá em cima percebeu que devia ter subido com a bóia (e que não lha entregavam na descida). Desceu os degraus e depois... perdeu a vontade (sim, claro, a vontade)

E isto? Esta máquina do demo? Nah, nah, nah

Acham? Pois... não. 

Esta era um must. Descíamos numas bóias, completamente às escuras. 

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