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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Amizade

Gosto de ser a amiga com quem se conta. Para mim não há outro modo de se ser amigo. Ou melhor, há. Só que não é o meu. Gosto de ser aquela que está lá para o que der e vier. Nos momentos bons e nos momentos maus. Gosto de cuidar dos meus amigos. De me lembrar das datas importantes (e quando me esqueço fico danada). Gosto de surpreender, de mostrar que os conheço e que sei do que precisam. Gosto que contem comigo e que saibam que podem contar 24 horas por dia porque quando um amigo precisa eu quero estar por perto.

Durante muito tempo, ficava frequentemente magoada quando os meus amigos não tinham para comigo o mesmo tipo de cuidado. Sentia que havia um desequilíbrio na balança da amizade e isso deixava-me triste. Depois percebi que não há balanças na amizade. Não há um deve e um haver; um crédito e um débito. Há formas diferentes de ser. E não posso medir os outros pela minha forma de ser. Não posso medir a amizade que têm por mim tendo como bitola o meu jeito particular de ser amiga. É óbvio que tem de haver uma espécie de "serviços mínimos", que não pode ser sempre o mesmo a estar lá e o contrário nunca acontecer, sob pena de se tornar uma relação unilateral, ou seja, uma não-relação. Mas querer nivelar a amizade pelos meus parâmetros é só estúpido. E frustrante. E intolerante. Somos diferentes, ponto. E eu, no que à amizade diz respeito, gosto muito de ser assim (até porque não sei mesmo ser de outra forma).

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