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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Alienação parental

Na sexta-feira aconteceu-me uma coisa que há muito não me acontecia. Comovi-me até às lágrimas com uma entrevistada. A reportagem que acabei de entregar é sobre alienação parental, isto é, mães e pais (mas sobretudo mães, porque é à guarda delas que ficam a maior parte das crianças) que afastam o outro progenitor da vida dos filhos, única e exclusivamente para os punir, para exercer represálias pela ruptura.
Na sexta-feira, uma história tornou a mexer-me por dentro. Foi, também por isto, que me tornei freelancer. Para fazer as histórias que me transformam, que me emocionam, que me fazem crescer. Há muito que não me sentia assim. Abananada. Há muito que não chegava a casa, depois de três horas a entrar na vida desesperada de alguém, para desabar no ombro do meu homem. Ele mesmo o notou: Há tanto tempo que não te via assim... pensava que tinhas perdido a capacidade de te comover.
Eu também pensava que sim. Mas não. Ainda bem.
No próximo sábado, na revista Nós Egoístas, dentro do jornal i, estão histórias inacreditáveis de pais que só queriam ser pais. Só queriam ter os filhos no colo, abraçá-los, dar-lhes amor, carinho, educação. E não puderam. Porque o egoísmo do outro progenitor não deixou, porque a justiça permitiu, porque o tempo ditou o fim dos laços. Revoltante. E triste. E a constatação de que eu voltei aos velhos tempos.

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