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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Acreditar

E eis que hoje eu, que não acredito em nada, que não acredito em nada de transcendente, acredito apenas na nossa força de vontade e no trabalho e no esforço e também um pouco na sorte, eis que hoje me sinto tentada a acreditar que, se calhar, a minha avó está algures a zelar por mim. A minha avó e o meu avô, claro está, mas é-me mais fácil imaginá-la, que era levada da breca, a mexer tudo o que é cordelinho para me ver sorrir outra vez.
Ontem à noite tive um ataque de ansiedade dos sérios. Com falta de ar, sensação de morte iminente, e tudo e tudo, como uma maluquinha que é preciso internar e depressa, antes que se torne perigosa. A verdade é que tenho tanto que fazer que sinto que me afogo. O programa de rádio que propus à Antena 1, e que está no ar há mais de um ano, engole-me, todas as semanas. Uma entrevista a uma pessoa diferente todos os dias, um tema por semana, sendo que sou eu que invento os temas, sou eu que procuro as pessoas, sou eu que as entrevisto. E não faço só isto. Faço mais uma mão cheia de coisas. De maneira que há momentos em que, sou franca, me vou abaixo. Como ontem, na véspera de mais uma semana tão dura que até me falta o ar.
E assim foi com uma alegria incrível que recebi a notícia por parte da Inês: «Hoje há um senhor que fala do Nós Vencedores na página 24 do i». De seguida, enviou-me a foto da página. E eu, que não acredito em nada, dei por mim a pensar que a danadinha da minha avó é bem capaz de me ter visto, tão desesperada, e vá de dar um empurrão à miúda. Eu sei que isto não faz sentido, até porque o senhor escreveu a crónica bem antes do meu ataque parvo-histérico. Mas... que soube bem soube. E até eu, uma ateia e céptica do pior que já se inventou, preciso por vezes de acreditar em qualquer coisa.
Obrigada Luís Lima.
Obrigada avó? :)

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