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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Abuso sexual. Tanta história. Tanto silêncio

No outro dia falei aqui no blogue sobre a necessidade de alertarmos os nossos filhos para os perigos das pessoas mal intencionadas e de como, de certo modo, apesar de sentir essa urgência, me afligir o facto de podermos estar a criar crianças assustadas, com medo de tudo e de todos, e sem a capacidade de confiarem em ninguém (post AQUI). O que eu não esperava era a quantidade impressionante de testemunhos de pessoas que foram molestadas sexualmente na infância ou adolescência por pessoas próximas (familiares ou amigos da família). Confesso que fiquei estarrecida por ver tantos comentários e emails com histórias terríveis, e por muitos deles terem sido abafados pela própria família, como algo que se sabe mas se consente, como algo que se cala, que se ultrapassa, quase como se fosse normal. 

Não há dúvida de que temos de estar muito atentos a todos os sinais. E falarmos com os nossos filhos sem os apavorar mas, pelo menos, deixando a certeza de que vamos estar lá sempre para eles, contra tudo e contra todos. Contra o silêncio conivente. Contra este mal que mina a infância e a vida inteira de quem é forçado a passar por isto.

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