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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

A Maria João disse tudo

Eu não li o livro polémico do Henrique Raposo sobre o Alentejo. Na verdade, creio que a esmagadora das pessoas que se insurgiu contra ele não o leu, ficou-se pela entrevista que o autor deu ao programa "Irritações", da SIC Radical, e foi quanto bastou para lhe terem desejado toda a sorte de males, a ponto do local do lançamento ter sido alterado e de haver polícia à espera de intervir no novo lugar marcado para a apresentação (a Bertrand do Picoas Plaza). É o típico fenómeno de massas, transposto para a internet. A turba enfurece-se com pouco e o contágio é rápido e devastador. Sempre que aparece alguém que é tomado de ponta nos facebooks da vida, rapidamente se junta uma verdadeira matilha esfaimada para estraçalhar. Muitos nem saberão porque rosnam ou porque mordem. Basta-lhes o prazer de rosnar e de morder. Está pronto o festim.

Eu não li o livro mas a minha amiga Maria João leu. E, como alentejana, deu a sua opinião. Um texto tão bem escrito, tão bem sentido, tão bom. As generalizações são, de facto, perigosas e tontas e não me parece que haja uma maneira de ser alentejana, assim como não me parece que haja uma personalidade lisboeta, algarvia, transmontana. Vou ler o livro mas, de tudo o que já li, entre críticas e elogios, parece-me que a Maria João foi quem melhor esmiuçou o livro e as suas ligeirezas. Minha querida alentejana: gostei muito.

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