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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Rota da Saúde #10: A canja cura a gripe?

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Quem é que nunca ouviu alguém dizer: "Estás com gripe? Toma lá esta canjinha que ficas boa num instante." Há sempre uma avó, uma tia, uma madrinha que acredita piamente ser esta a receita infalível para curar não apenas a gripe mas as doenças todas que nos batem à porta. Uma febre, uma indisposição e lá vem o conselho "sábio": canja de galinha.

A verdade é que até há ditados populares que enaltecem o poder da canja: "Cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém". Pois. Mas e bem, fazem? Será que a canja é mesmo eficaz no combate ao vírus da gripe? A resposta é: não cura a infeção, mas ajuda a fortalecer o corpo e aliviar alguns sintomas, como a coriza (pingo no nariz) e a fraqueza.

Originalmente, a canja é um prato asiático, que terá sido divulgado por Garcia de Orta, o médico da corte portuguesa que vivia na Índia no século XVI. No Estado de Malabar, onde se encontrava a antiga colónia de Goa, a “kanji” – como era conhecida – era muito popular. À mistura de água com arroz dos indianos, os portugueses viriam a acrescentar legumes, tempero e galinha, transformando-a na canja dos dias de hoje.

Canja de galinha: o segredo está no frango?

A combinação clássica da canja de galinha tem arroz, frango, cenoura e caldo. A cebola e o alho, usados no tempero, são alimentos imunomoduladores, que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico. Mas o grande responsável pelo fortalecimento do corpo é o frango. Rico em zinco, um mineral que acelera a produção de glóbulos brancos, acaba por tornar o sistema imunológico mais eficiente. Além disso, a carne de galinha cozinhada liberta cisteína, que é um aminoácido importante para a expetoração que fica acumulada nas vias respiratórias. A cisteína atua sobre o muco pulmonar e torna-o menos espesso, agindo como a acetilcisteína, que se encontra em medicamentos para descongestionar pulmões.

Se quiserem saber mais, podem ler tudo AQUI.

 

(Esta rubrica é uma parceria com a Lusíadas Saúde)

Julen 💗

Esta desgraça do Julen dá cabo de mim. O tempo que tudo isto demora, a impotência, a brutalidade macabra do acidente - um filho a ser engolido pela terra perante a incredulidade do pai, o facto de já terem perdido um filho pequenino... é tudo tão terrível que até tenho tentado nem ver muita coisa nas notícias. Tendo a ser muito descontraída com os meus filhos mas este tipo de acontecimentos faz-me pensar que a maioria das vezes em que tudo corre bem não passa de sorte. Como é que aquela gente podia imaginar que ali onde o filho brincava podia haver um buraco tão profundo? É relativamente fácil, se pensarmos muito nisto, cairmos no excesso de protecção dos miúdos, porque - em bom rigor - há perigos à espreita em toda a parte. No outro dia num grupo de pais já havia uma mãe a dizer, a propósito de uma viagem de "finalistas" dos nossos miúdos do 4º ano, que o filho era tão distraído que podia "cair num buraco". Isto é claramente já um efeito Malaga que pode contagiar-nos a todos, e acaba sempre por contagiar quando uma tragédia destas acontece a uma criança - não me esqueço das vezes sem conta que verifiquei as janelas da minha casa do Algarve quando foi o caso Maddie. 

Neste momento, e acreditando que não há qualquer possibilidade de encontrar Julen com vida, já só espero que na autópsia se descubra que morreu da queda. Porque só de imaginar que morreu da espera... acho que serão mais não sei quantas noites sem dormir.

A saga da casa nova

Como sabem, eu adoro casas. Ver casas. Sonhar que lá vivo. Devia ter sido cenógrafa, agente imobiliária, decoradora ou técnica do Meo. Na verdade, acho mesmo que dava uma boa agente imobiliária (desde que me apaixonasse pelas casas que estava a vender, claro, se não gostasse delas não ia conseguir convencer ninguém).

As minhas pesquisas limitam-se - regra geral - à internet. Não chateio as pessoas com visitas, a menos que o encanto passe o limite de um encantómetro que aqui tenho dentro e, nesse caso (e só nesse caso), marco então uma visita. Foi o que aconteceu no início deste mês. Encontrei uma casa, achei-a linda, enorme (tinha 11 assoalhadas e 300m2), mesmo no centro da cidade, e o preço, apesar de puxado para nós, podia ser possível (com uma boa negociação e com uma boa venda da minha casa e muito atum como única refeição nos meses/anos seguintes 😂). Era, além do mais, o género de casa que mexe mesmo connosco: antiga, pé direito altíssimo, chão de tábua corrida, tectos trabalhados, portas de bandeira, janelas de sacada. Até tinha uma varanda-quase-terraço, para não sentir tantas saudades do terraço grande que tenho actuamente. 

Fomos lá três vezes (porque comprar uma casa não é o mesmo que comprar uma camisa). Numa delas levámos um empreiteiro da nossa confiança (um santo, padrasto de um amigo, tem uma empresa chamada VERSATILORBIS que recuperou maravilhosamente o nosso terraço) para saber quanto nos custariam as obras, levámos os miúdos, medimos, pensámos, sonhámos. Não dormi durante noites a fio a imaginar, a antecipar, a prever. A fazer contas, a ter medo que avançasse a ter medo que não avançasse. Falei com a minha santa Emília (a nossa fiel empregada, que trabalha connosco há 13 anos) que, ao contrário do que imaginei, se revelou entusiasmada com a mudança, contente por haver transporte directo da sua casa para aquela. Falei com a minha mãe que, também ao contrário do que previ, compreendeu tudo. E comecei - começámos - a acreditar. Vimos sites de mobiliário, idealizámos decorações, sabíamos onde queríamos isto e aquilo, informámo-nos sobre escolas no bairro (porque era num outro ponto da cidade). 

Ao fim de quase um mês, já tínhamos tanta coisa prevista que era como se já nos tivéssemos mudado. Acho que faz parte de uma compra de casa, este crescente enamoramento. No meu caso em particular, é ainda tudo mais intenso porque eu sou intensa por natureza. Comigo não há lugar para ao mais ou menos. É sempre tudo muito ou pouco. E quando é muito... Jasus! Não durmo, não como (ou como demais), acordo e adormeço a pensar no mesmo. Por isso... quando anteontem soube que a casa tinha sido vendida foi como se tivesse marrado de frente contra um iceberg.

Tenho um monte de degraças a acontecer à minha volta e - acreditem - sei bem dar o valor ao que é uma desgraça verdadeira. Não vale a pena virem dizer que não sei o que são problemas porque sei. Sei mesmo muito bem. Isto não é nenhum problema nem nenhuma desgraça, nem nada que se pareça. Felizmente temos uma casa óptima, grande (para nós 6 já não é assim tãooooo grande mas é uma casa muito boa), bonita, num sítio muito tranquilo e perto do rio. Estamos muito felizes aqui. Temos saúde, trabalho, alguma folga financeira, filhos saudáveis e queridos e tudo e tudo e tudo. Mas ficámos tristes. Claro que ficámos tristes. Não temos sangue de barata e vivemos as coisas com fervor (eu, sobretudo). Para nós aquela já era a "nossa casa". Só que não. Paciência. Deixo-vos com algumas imagens da "Casa onde a Cocó esteve quase a morar".

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ISO: um restaurante iluminado

Fui convidada para ir conhecer o novo restaurante ISO, perto do Palácio das Necessidades, e fiquei absolutamente rendida. Não é que vários outros que tenho tido a sorte de visitar não sejam bons (não tenho tido más experiências, sinceramente). Mas este é mesmo muito, muito bom. Para começar é lindo. Lindo a sério. A visão que se tem da sala, quando se entra, é assim mesmo tcharan. Está muitíssimo bem decorado (parabéns a quem esteve responsável pela decoração), apaixonei-me por um candeeiro (eu sou pessoa de paixões, até candeeiros podem constar da lista) e logo essa primeira impressão dispôs-nos bem para o que havia de ser um serão encantador. De resto, o nome ISO tem que ver, em fotografia, com a sensibilidade à luz, e todo o restaurante foi pensado para ter uma luz perfeita (não admira que me tenha encantado por um candeeiro).

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O dito candeeiro 😍

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Então, quando o amuse bouche chegou senti fogo de artifício no cérebro. Ui, que bom início, senhores! Era um tártaro de atum divinal. Depois vieram as entradas: umas vieiras salteadas, puré de ervilhas e espuma de beterraba e um carpaccio do lombo do Alentejo fumado com tártaro de tomate picante. Sabem quando os sabores saem pelo nariz e invadem todo o palato? Que delícia. Que de-lí-ci-a. Seguiu-se um salmonete com molho holandês de estragão, vegetais da horta e cheróvia frita. E depois um Filé do lombo maturado durante 21 dias em redução do vinho do Alentejo, musseline de salsifi, bosque de alho francês e batata vitelotte. Já nós estávamos em delírio quando vieram as sobremesas: crocante de chocolate com cremoso de mascarpone e lima e uma tarte tartin. Não houve nada que fosse mais ou menos. Era tudo mesmo excelente. A chef Joana Dinis está absolutamente de parabéns, assim como toda a equipa do ISO. Ganharam aqui dois clientes. 

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Martim

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O meu querido Martim, filho maluco, cavalo bravo, miúdo destravado de coração doce, fez anos na segunda-feira. 14 anos. Lembro-me que foi o nascimento que me fez chorar muito, porque passei os 9 meses sem ter a certeza de que fosse possível amar o segundo tanto como amava o primeiro. E mal o senti sair de mim, mal o ouvi nascer, não contive as lágrimas. Como podia ter sido tão ingénua? Ali estava o amor - de novo - em estado bruto. Em estado puro. Em carne viva.

O Martim tem o condão de desestabilizar toda a família porque está sempre na palhaçada e em overacting, mas também é um companheirão, meigo, sensível... eu sei lá. Pensei que fosse ter uma adolescência tramada, por ser tão doido, mas até ver o que mais gosta é de sopas e descanso (e de nos desconcertar a todos).

Sempre que um dos meus filhos faz anos, há jantar de família cá em casa. Na segunda éramos 17. Eu podia encomendar tudo (o Ricardo farta-se de insistir comigo para que o faça) mas sou do género burra e masoquista e gosto de ser eu a fazer. É coisa que me dá prazer, organizar tudo eu mesma, saber que está bom porque fui eu que fiz, é - se quiserem - uma forma de demonstrar o meu amor. Odeio cozinhar durante a semana, todos os dias, acho um inferno. Mas nestas ocasiões... sinto que é o meu contributo.

Porém, na segunda-feira a minha demonstração de amor saiu-me um bocado furada. Fomos almoçar fora com o Martim (eu, o pai e o Manel) e já cheguei tarde a casa. Ainda tive de ir ao talho e ao supermercado. Quando comecei a cozinhar já tinha pouco tempo e comecei a fazer tudo em contra-relógio. Como a minha casa tem pouca potência eléctrica, pus a Bimby num dos quartos para me assegurar de que podia usar o forno em simultâneo e não ia tudo abaixo. Tinha muito pela frente: um arroz doce, dois bolos (porque um ia para uma forma em forma de 4 e o outro ia para uma forma em forma de 1, para perfazer o número "14"), e uma lasanha para 17 pessoas. 

Comecei pelo bolo (até porque tinha 2 para fazer). Fiz o primeiro e meti-o no forno. Fiz o segundo e deixei-o em espera. A seguir tratei do arroz. Estou eu a pôr a mesa quando oiço a Madalena aos gritos: "aaaaaaaaah! Está a deitar por fora!" Nunca pensei que o caso fosse tão grave. Chegada ao quarto dela, havia uma cascata de arroz doce a sair da Bimby em direcção ao chão. Uma linda cascata de leite que deslizava da secretária até meio do quarto, querendo já enfiar-se por debaixo da cama. Larguei aos gritos, a dona Emília veio, limpámos a meias, voltei para o bolo. Estava cozinhado por cima e, depois de espetar o palito achei que estava pronto. Desenformei, na pressa de lá meter o outro a cozer. Nisto... o bolo que era um 4 começa a criar rachas. A parte de dentro, totalmente crua, começou a brotar das rachas, e o meu 4 começou a transformar-se noutra coisa qualquer. Desesperei (isto foi quase ao mesmo tempo que o arroz). Meti aquela deformidade num tabuleiro (depois de tentar, sem sucesso, voltar a enfiá-lo na forma) e meti no forno. Entretanto, feita burra, mantive o arroz na Bimby, esquecendo que a quantidade de leite que saiu iria seguramente perturbar o resultado final.

Quando a Bimby apitou, dando sinal de que o arroz estava pronto, fui lá abrir. Fiquei em choque. Dentro da panela não havia arroz, havia uma argamassa capaz de ser tão potente como cimento. Aquilo dava na boa para construir uma casa, fechar uma varanda, qualquer coisa assim. Foi então que larguei a chorar. A coisa de que o Martim mais gosta é de arroz doce. Era o seu aniversário e o arroz doce tinha acabado de se transformar em argila, o bolo estava disforme dentro do forno, ainda tinha mais bolo para fazer e uma lasanha e de repente tudo me parecia dantesco. Nestas alturas parece que vem ao de cima toda a culpa acumulada durante anos, e sentia que estava a falhar com ele, que se com os irmãos não falhava também não podia fazê-lo com ele, e mimimimimimim louca varrida, a chorar no meio da cozinha. O desgraçado veio ter comigo com aquela cara de quem não está bem a acreditar no filme, abraçou-me, e disse a frase mais desconcertante: "mãe, é só arroz". 

Pronto. A partir daí tudo correu bem. O segundo bolo safou-se lindamente, consegui fazer um "14" (um pouco deficiente mas a minha vida é toda ela muito pouco perfeita), a lasanha ficou óptima, e o jantar correu lindamente. A verdade é que tenho muitas semanas de privação de sono e, claro, desmorono com mais facilidade. Mas, como diz o Martim, "é só arroz". Acho que vai ser uma daquelas frases que me vão acompanhar sempre que tudo parecer catastrófico (todos temos fases em que sobrevalorizamos aquilo que, com efeito, é só arroz).

Almoços bons em Lisboa

Na semana passada fui com ajamigas a um restaurante que uma delas recomendou, o Lumi. E que bem recomendado. Fica num hotel lindíssimo, chamado The Lumiares, na Rua Diário de Notícias (Bairro Alto) e o restaurante é no rooftop (com uma esplanada que, em dias de sol e calor há-de ser um sonho). O espaço é mesmo bonito.

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Eu em biquinhos de pés, a ver se não parecia tão anã na foto. Sem sucesso. 

 

Pedimos uma selecção de entradas para dividir e depois comemos um linguini de carabineiros que estava delicioso.

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No sábado o Cocó fez 11 anos. Não lhe liguei nenhuma no aniversário, coitadinho, nem um bolo, nem uns balões, nem uns convidados cocós, nem umas velas sopradas. Desculpa, Cocó. Parabéns. Sabes que a malta anda aqui assoberbada com cenas mas ama-te na mesma, sim?

(O que vale é que é um Cocó muito descontraído, muito para cima, não se amofina por dá cá aquela palha)

Galp, a Luz dos Portugueses, e a luz da Carminho

É a última bebé do ano de 2018, a pequena Carminho!

Como fui dizendo ao longo de todo o ano, a Galp desenvolveu a campanha "A Luz dos Portugueses" (Janeiro de 2018). Um ano inteirinho em que ofereceu um mês de electricidade grátis a todas as famílias dos bebés que nasceram no dia 1 de cada mês. O objectivo da campanha foi o alerta para a queda da natalidade no nosso país.

Foi também desde Janeiro que não quis deixar de me juntar a esta iniciativa e, em colaboração com a Galp, tive a decorrer um passatempo (que se repetiu todos os meses até ao final do ano), em que um bebé nascido em cada mês (e sorteado via random) ganhava uma sessão de Baby Art, com a talentosíssima Raquel Brinca

No mês de Dezembro, último do ano, ganhou a Carminho!

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Há muito para contar, antes da chegada da Carminho. Ela não sabe mas nasceu numa família grande, mas mesmo mesmo grande e cheia de amor para dar. A mãe chama-se Madalena e tem 44 anos. O pai chama-se Vasco e tem 47.

Os pais, Madalena e Vasco, conhecem-se desde crianças. As mães de ambos eram amigas e eles frequentavam a casa um do outro sempre que havia convites de parte a parte. Festas, jantares... lá estava ele, lá estava ela. Um dia, lá mais para a adolescência, ele perguntou-se se ela o podia ensinar a tocar piano. Ela, que se viria a tornar justamente professora de piano, disse que sim. Facto é que ele nunca aprendeu. Nota após nota o namoro compôs-se como uma sonata e ficou o aprendiz sem a matéria dada (a de piano, bem entendido). 

Namoraram sete anos. E, a substituir a crise que dizem abalar os casais aos 7 anos, veio o casamento. Casaram em 1998. Ela sempre quis ter seis filhos e avisou-o. Ele não foi ao engano e também não fugiu, pelo contrário. Cumpriu. Cumpriu tanto que o número que Madalena tinha idealizado foi excedido. Carminho é a sétima filha do casal.

Vamos então por partes. Primeiro chegou o Martim, em 2002. Depois, em 2004, a Maria Luísa. Em 2007 a Madalena, a Maria em 2010, o Manuel em 2014. A Constança chegou em 2017 e agora a Carminho, no dia 19 de Dezembro de 2018, com 48 centímetros e 3.095kg. Pergunto se, à sétima vez, o nascimento de um filho continua a ter mesma magia. "É sempre avassalador. Sentirmos o nosso coração a esticar é sempre único. Não muda. Certamente que não diminui."

Madalena e Vasco têm ambos um ar tão tranquilo que nem parece que têm a casa cheia de filhos. Dizem que o mais difícil é gerir brigas entre irmãos e oferecer atenção diferenciada a cada um. Estão cansados de ouvir as bocas do costume - "ah, vocês não têm televisão?" ou "não sabem fazer mais nada?" - mas convivem alegremente com isso. Afinal, construíram a família com que sempre sonharam e a Carminho é a nova imensa alegria da casa. 

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Obrigada à Galp por estes 12 meses em que conhecemos famílias tão queridas e bebés amorosos que nos fizeram ter vontade de ter mais filhos (mas depois passou). Obrigada à Raquel Brinca pelas fotos maravilhosas que nos deixaram com aquelas carinhas enternecidas a olhar para o ecrã do computador. Obrigada a todas as famílias que concorreram, especialmente às vencedoras que nos deixaram conhecer e partilhar um pouco mais de si. Foi um prazer dar a conhecer a Luz dos Portugueses.

 

Fisioterapia respiratória ao domicílio

Quando o Martim era bebé passámos por três anos difíceis. Enfim, nada que se compare a problemas de saúde realmente dramáticos mas foi - à sua medida - massacrante. Aos dois meses fez uma bronquiolite séria, foi roxo para o hospital, teve de ficar internado uma semana. Eu, que já tinha o Manel, que tido sido sempre super saudável, nem sabia o que me esperava. Depois daquela semana, nunca mais tivemos sossego. O Martim fazia bronquiolites de repetição, otites de repetição, amigdalites e passava o tempo enfiado no Hospital Dona Estefânia. Houve uma fase em que ia lá todos os dias, à Medicina Física e de Reabilitação, fazer ginástica respiratória. Ele melhorava, tinha alta, e passados três dias, voltava encharcado em ranho até à alma. Um inferno. Essa altura teve o condão de me dar dois pesos e duas medidas. Por um lado sentia-me um bocado desgraçada por ter de ir todos os dias com o miúdo para a Estefânia (e foram mesmo todos os dias, durante meses), mas depois chegava lá e via miúdos com paralisias cerebrais graves e com doenças terríveis que afectavam o desenvolvimento motor e intelectual e deixava-me logo de queixumes. Era certo: entrava cansada e chateada por ter de ali voltar com aquele bebé tão pequeno, tão aflito para respirar, e saía de lá a agradecer nem sei bem a quem pelo facto de ser só (mais) uma infecção respiratória.

Bom, isto para dizer que, se na altura conhecesse a Fisiolar (nasceu exactamente em 2005, ano em que nasceu o Martim), a minha vida teria sido mais fácil. A Fisiolar, além dos serviços de fisioterapia a que já recorremos várias vezes, tem o serviço de fisioterapia respiratória ao domicílio, que não podia ser melhor ideia porque a malta já tem olheiras até à alma de não dormir e a última coisa que apetece é andar com o bebé todo doente por hospitais ou clínicas, sujeito a ficar ainda mais doente (e, com ele, todos os acompanhantes). Além disso, já se sabe que não há fisioterapia respiratória à hora que queremos, é preciso estar a faltar a empregos e contar com o trânsito e com o estacionamento e o diabo a sete, e nem vos digo como é espectacular que venham ter connosco para que se façam os tratamentos no conforto das nossas casas. Se com a fisioterapia dos mais crescidos foi um descanso, nem imagino o que teria sido com um bebé. Bom, mas como agora já não vai haver mais bebés por aqui, deixo-vos com esta sugestão. Como vos digo, isto não é publicidade, não há aqui nenhum interesse comercial, simplesmente sei que a Fisiolar trabalha muito bem, são de confiança, e acho espectacular que vão a casa, para que as chatices que nos acontecem (e aos nossos filhos, pais, familiares em geral) sejam bastante menos chatas.

 

Para quem não sabe o que é isto da fisioterapia respiratória sugiro que vejam este vídeo, que explica tudo muito bem.

www.fisiolar.pt

 

Vegetais à Brás

Como já aqui disse, estamos a tentar comer menos carne. Não é deixar de comer carne! É reduzir. Na semana passada fiz uma receita de Vegetais à Brás que ficou óptima.

Cortei couve verde e roxa às farripas, cortei alho francês em rodelas muito fininhas, e cebola, e cenouras.

Numa tigela à parte, juntei açafrão, farinha de Espelta (mas na receita mandavam fazer com farinha de grão), água, sal e pimenta. Com um garfo, desfiz tudo para ficar um molho sem grumos.

Pus um panelão ao lume com azeite e alho esmagado e louro. 

Depois, pus lá dentro os vegetais e deixei-os amolecer. No meu caso demorou um bocado porque era uma dose para família grande. Pus a tampa ao panelão e fui mexendo. Salteei um pouco e depois fui deitando um pacote de batata-palha, devagarinho (deixando algumas para deitar no fim, porque gostamos de sentir o estaladiço).

Quando os vegetais ficaram com "cara" de estarem no ponto, deitei o molho de açafrão e envolvi tudo muito bem. 

No final, era para ter posto salsa e azeitonas pretas por cima mas esqueci-me. Ficou mesmo, mesmo bom!

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O Martim nem sequer tocou, recusou-se. O Mateus igual. A Mada experimentou mas não gostou. Eu, o Ricardo, o Manel e a minha mãe adorámos. 

É questão de irmos continuando. Água mole em pedra dura...

Se quiserem ver a receita completa (e com fotos mesmo bonitas), é ir AQUI.