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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

9 anos. Nove.

Quando soube que estava grávida fiquei felicíssima. Quando soube que era uma menina ainda mais. Não teria ficado triste se tivesse sido outro rapaz. Mas já tinha dois e não vou negar que a menina me soou a cereja em cima do bolo. Não gostava nada quando as pessoas diziam "tanto tentaram que lá veio a menina", porque achava sempre que o Martim ia sentir que não era mais do que uma tentativa gorada, e não era de todo verdade. O nascimento dela foi lindo porque foi a primeira vez que o hospital permitiu que o pai estivesse sempre comigo, a dar-me a mão, e porque pudemos ambos vê-la emergir de mim ao mesmo tempo. A nossa menina. Espertíssima desde o primeiro minuto de vida (foi a única cá de casa com 10 de Apgar ao 1º minuto, o que não quer dizer rigorosamente nada para a história de uma pessoa mas gostamos de dizer que já nasceu vivaça e a querer ver tudo). A Mada é uma sobrevivente. No meio de tantos rapazes, que às vezes fazem aquela espécie de bullying de irmãos, a gozar com tudo o que tem de feminino, a Mada tornou-se rebelde, capaz de os enfrentar, de escapar às suas piadas com astúcia e inteligência. É despachada, engraçada, independente. E chata, persistente, teimosa, pica-miolos. Nós por cá achamos que vai ser a primeira a sair de casa, a querer ir conhecer o mundo, de mochila às costas, a ir trabalhar para amealhar umas massas para seguir os seus sonhos. 

Parabéns, meu querido furacão! 

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