Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

...

Sábado, 8.45 da matina. Uma chuva permanente. Os miúdos orgulhosíssimos, no seu torneio. Algumas aspirantes a dona Dolores. Alguns homens (pais e avós) convencidos de que aquilo era um jogo da Selecção e que os seus filhos eram todos o Ronaldo, aos gritos e aos saltos, «boa!», «vai!», «dá-lhe!», «granda cueca» e outros entusiasmos similares. Os putos (o meu incluído) cheios de tiques herdados dos jogadores a sério: as duas mãos levadas à cabeça quando um falha um golo, os braços erguidos ao céu quando marcam, os protestos muito encenados quando alguém comete uma falta, a forma sobranceira como cumprimentam os adversários, no final do jogo, com um leve toque de mão. Eu cheia de sono, sentada com o meu mega casaco, tipo saco-cama, a tremer de frio e com a chuva a molhar-me devagarinho. Sem vibrar nadinha, primeiro. A sonhar com a minha caminha, tão quente, que tive de abandonar tão cedo. Mas, subitamente, o meu puto fintou um e outro e ainda um terceiro. A bola a fazer movimentos impossíveis, ele a aproximar-se da baliza. E, de repente, ei-lo a rematar com o seu pé esquerdo cheio de força e.... goloooooooooo! Olhei para um lado, olhei para o outro, embaraçada com o meu grito e respectivo salto na cadeira. Afinal somos todos iguais. Para nós os nossos putos jogam todos na Selecção e são todos o Ronaldo.

1 comentário

Comentar post