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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um jantar de super estrelas

Se eu tivesse dinheiro assim a ponto de não precisar de fazer contas à vida, sempre que fizesse um jantar cá em casa (e faço bastantes) não pensava duas vezes: contratava SEMPRE a Supper Stars. Pela minha saudinha. Cá agora cozinhar, levantar a mesa, arrumar a cozinha?! Muito bonito, sim senhor, já fiz centenas de vezes, está bom. Agora passavam a ser sempre eles que tratavam do assunto - e tão bem que tratam!

É a terceira vez que os contratamos e é sempre tão espectacular que fica sempre aquela certeza de que outras virão. O que vem então a ser a Supper Stars? É uma empresa que leva as melhores experiências gastronómicas ao cenário mais exclusivo e intimista - a nossa casa! - tornando-o o melhor restaurante. Basta ir ao site, escolher o chef que se pretende (ou, se for indiferente, escolher o menu que agrada mais) e... já está. É facílimo de marcar. A Supper Stars, além de estar no país inteiro, já chegou a Espanha e ao Reino Unido, apresentando uma comunidade de 100 chefs profissionais. E não são uns chefs quaisquer: passaram por mais de 100 estrelas Michelin e em mais de 30 países! Ou seja: a marca oferece experiências gastronómicas únicas. Os menus oscilam de preço, sendo que o mais barato custa 35€ por pessoa (e acho que o mínimo são 6 pessoas).

Desta vez convidámos 5 amigos para virem jantar. Pedimos para tentarem vir sem crianças, mandámos os nossos três para casa da avó (juntamente com pizzas, para não dar trabalho), e quando os convivas chegaram tiveram a surpresa de constatar que, na cozinha, a chef Rita Lourenço e a sua ajudante preparavam o jantar. Começa logo por aí: pelo efeito surpresa. Mas é muito mais do que uma graçola a armar ao rico. É toda a experiência que está por detrás de se ter alguém a cozinhar por nós: permite estar apenas concentrado no convívio com os amigos, em vez de se andar a fazer piscinas entre a cozinha e a sala, correndo para os tachos para evitar que tudo se queime ou seque ou engrosse ou talhe ou engrosse ou verta ou qualquer outra catástrofe que arruine o repasto. É o contrário: estamos na sala, na amena cavaqueira, e alguém está a tratar de tudo por nós. 

Depois, é como num restaurante: a chef chega com os pratos, explica o que vamos comer, no final recolhe, e volta com o prato seguinte, e nós ali sentadinhos, sem nos levantarmos para levar a loiça para a máquina, ralhando com os convidados se tentam levantar-se para ajudar, ou permitindo que todos se levantem para levar pratos para a cozinha, numa filinha indiana transportadora de baixela emporcalhada. 

A chef Rita (que trabalhou mais de sete anos na Fortaleza do Guincho) veio duas horas antes (vêm sempre duas horas antes, talvez até haja menus ou número de convidados que obriguem a maior antecedência), trouxe os ingredientes, cozinhou, empratou, serviu, levantou, pôs na máquina, deixou a cozinha num brinco e saiu. Trouxe uma ajudante (pode acontecer) e foi simpática, querida, e preparou uma refeição extraordinária. Divertimo-nos muito, conversámos ainda mais (sem interrupções), degustámos e... é o que escrevia no início: por mim era sempre assim. Obrigada, chef Rita!

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Confusões linguísticas

Estava a passear com o Ricardo e a dizer-lhe o quão feliz e orgulhosa me sentia por estarmos a proporcionar estas experiências ao Manel: um mês na ilha do Príncipe, a fazer voluntariado, e um mês em Nova Iorque, a estudar inglês. Disse-lhe que adoraria poder proporcionar o mesmo aos outros, quando chegar a sua vez, bem como viagens em família, que é o melhor que se pode ter e oferecer. E, em jeito de conclusão, afirmei:

- O melhor que lhes podemos dar é isto: mundo. Amor e mundo.

Responde o Ricardo:

- Amor imundo?

(ah!, a língua portuguesa e a sua homofonia, por vezes hilariante...)