![IMG_5005.jpg IMG_5005.jpg]()
Novembro é aquele mês impróprio para cardíacos, aqui em casa. Para cardíacos e para tesos, que tanto aniversário dá cabo, não só do sistema nervoso, como da carteira de qualquer família. Ontem foi a vez do Mateus. Fez cinco anos. Cinco anos. Não percebo. Não dei conta da passagem desta mão cheia de anos. Para mim ele continua a ser o bebé e recuso-me a acreditar que já me está à beira da primária! Acho que quando se tem famílias grandes, em que vai havendo sempre um bebé, o fim desse acontecimento se faz com mais dificuldade do que nas famílias em que o assunto foi arrumado desde cedo. Na verdade, a nossa vida de casal tem sido pontuada, de 4 em 4 anos (ou 5) pelo nascimento de uma criança. De maneira que, agora parece que nos falta qualquer coisa, ainda que, em bom rigor, não nos falte rigorosamente nada, porque temos tudo o que sempre sonhámos (diria mesmo que nem tínhamos sonhado com tanto). Não, não vamos ao quinto. Se fosse mais nova talvez, mas sinceramente agora falta-me a coragem para começar tudo de novo. Estou cansada, juro. E acho que seria até egoísmo ter mais um filho para satisfazer esta vontade maluca de pontuar a vida com bebés, se depois não vou conseguir ter pachorra e vitalidade para o aturar como tive para aturar os outros (e genica para tudo o que implica ter um filho). Por isso, o Mateus vai ser o eterno bebé, paciência, temos pena (daqueles adultos todos mal resolvidões porque tiveram excesso de mimo, e o cacete...).
A festa foi como são sempre as festas cá em casa: uma festa igual às nossas, quando éramos pequenos. Sem mariquices ou grandes elaborações. Adoro VER festas com macarons e cupcakes e glacés e pasta de açúcar e cenas que nem parecem comestíveis de tão lindas, mas no que toca a FAZER prefiro o belo do pão de leite com fiambre, o arroz doce, os brigadeiros, o bolo de iogurte, tudo feito por mim, que adoro meter a mão na massa nestes dias festivos (em todos os outros dias odeio e só meto porque sou obrigada). A única diferença desta festa para as do meu tempo de criança é a decoração. Não ia fazer nada mas quis o acaso que descobrisse uma loja de festas mesmo aqui perto de casa, que é de uma pessoa conhecida, e vai daí e entrei para ver, e descobri um tema que era impossível o Mateus não gostar: futebol. Ora então, lá veio uma toalha a imitar um campo de futebol, pratos e copos de papel com desenho de bolas, guardanapos a fazerem as vezes de relva, uma grinalda decorativa com bolas, balões com bolas desenhadas, e até duas balizas e jogadores de futebol para colocar em cima do bolo (além das velas também em formato bola). O rapaz amou, está claro. E eu ganhei uma loja que nem sabia que existia, aqui tão perto de casa (chama-se Fábrica das Festas e fica no Jardim dos Jacarandás, zona Norte do Parque das Nações), para futuros eventos (e se nós os temos, senhores!).
Então às 11h da matina entraram dez amigos pela casa adentro e foi uma loucura. Eu, que tinha pensado fazer uma caça ao tesouro e a dança das cadeiras, não tive de fazer rigorosamente nada. Eles estavam tão felizes, tão entretidos a brincar livremente que nem foi preciso intervir. A casa ficou virada do avesso mas compôs-se num instantinho. Adoro ter a casa cheia. Adoro festas em casa. Parabéns, querido Mati. Para o ano fazes outra vez cinco anos, está bem? Ou quatro. Em calhando para o ano fazes quatro. ![]()
![IMG_4988.jpg IMG_4988.jpg]()