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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Casas Comigo #5

Fomos ao Porto! E ia tendo uma arritmia quando entrei no apartamento. Na Mouzinho da Silveira, em pleno coração do Porto histórico, é um verdadeiro miradouro. A luz, o charme, a varanda... vejam e digam lá se não viviam numa assim? Só não conseguia enfiar lá a família toda mas juro que me imagino velhota, com o meu velhote, neste apartamento lindo! Depois era um sarilho para receber os netos (se os houver) mas olha, era da maneira que não havia cá abusos. Vinham um bocadinho e depois, ala que se faz tarde! 😂 

Bom, mas vejam (toquem naquele quadradinho no canto inferior direito do vídeo para verem isto em full screen, que é logo outra loiça) e digam lá se não gostam desta casa por amor.

Parabéns, Mati!

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Novembro é aquele mês impróprio para cardíacos, aqui em casa. Para cardíacos e para tesos, que tanto aniversário dá cabo, não só do sistema nervoso, como da carteira de qualquer família. Ontem foi a vez do Mateus. Fez cinco anos. Cinco anos. Não percebo. Não dei conta da passagem desta mão cheia de anos. Para mim ele continua a ser o bebé e recuso-me a acreditar que já me está à beira da primária! Acho que quando se tem famílias grandes, em que vai havendo sempre um bebé, o fim desse acontecimento se faz com mais dificuldade do que nas famílias em que o assunto foi arrumado desde cedo. Na verdade, a nossa vida de casal tem sido pontuada, de 4 em 4 anos (ou 5) pelo nascimento de uma criança. De maneira que, agora parece que nos falta qualquer coisa, ainda que, em bom rigor, não nos falte rigorosamente nada, porque temos tudo o que sempre sonhámos (diria mesmo que nem tínhamos sonhado com tanto). Não, não vamos ao quinto. Se fosse mais nova talvez, mas sinceramente agora falta-me a coragem para começar tudo de novo. Estou cansada, juro. E acho que seria até egoísmo ter mais um filho para satisfazer esta vontade maluca de pontuar a vida com bebés, se depois não vou conseguir ter pachorra e vitalidade para o aturar como tive para aturar os outros (e genica para tudo o que implica ter um filho). Por isso, o Mateus vai ser o eterno bebé, paciência, temos pena (daqueles adultos todos mal resolvidões porque tiveram excesso de mimo, e o cacete...).

A festa foi como são sempre as festas cá em casa: uma festa igual às nossas, quando éramos pequenos. Sem mariquices ou grandes elaborações. Adoro VER festas com macarons e cupcakes e glacés e pasta de açúcar e cenas que nem parecem comestíveis de tão lindas, mas no que toca a FAZER prefiro o belo do pão de leite com fiambre, o arroz doce, os brigadeiros, o bolo de iogurte, tudo feito por mim, que adoro meter a mão na massa nestes dias festivos (em todos os outros dias odeio e só meto porque sou obrigada). A única diferença desta festa para as do meu tempo de criança é a decoração. Não ia fazer nada mas quis o acaso que descobrisse uma loja de festas mesmo aqui perto de casa, que é de uma pessoa conhecida, e vai daí e entrei para ver, e descobri um tema que era impossível o Mateus não gostar: futebol. Ora então, lá veio uma toalha a imitar um campo de futebol, pratos e copos de papel com desenho de bolas, guardanapos a fazerem as vezes de relva, uma grinalda decorativa com bolas, balões com bolas desenhadas, e até duas balizas e jogadores de futebol para colocar em cima do bolo (além das velas também em formato bola). O rapaz amou, está claro. E eu ganhei uma loja que nem sabia que existia, aqui tão perto de casa (chama-se Fábrica das Festas e fica no Jardim dos Jacarandás, zona Norte do Parque das Nações), para futuros eventos (e se nós os temos, senhores!).

Então às 11h da matina entraram dez amigos pela casa adentro e foi uma loucura. Eu, que tinha pensado fazer uma caça ao tesouro e a dança das cadeiras, não tive de fazer rigorosamente nada. Eles estavam tão felizes, tão entretidos a brincar livremente que nem foi preciso intervir. A casa ficou virada do avesso mas compôs-se num instantinho. Adoro ter a casa cheia. Adoro festas em casa. Parabéns, querido Mati. Para o ano fazes outra vez cinco anos, está bem? Ou quatro. Em calhando para o ano fazes quatro. 

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Pense e fique rico

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Estava num café quando vi este jovem e o livro que ele tinha na mão. Esta é uma das maravilhosas vantagens de não termos o telemóvel sempre em frente do nariz (contra mim falo, tenho muitas vezes, mais do que gostaria): quando nos dispomos a olhar em redor descobrimos quase sempre pessoas, situações, acontecimentos que nos fazem sorrir, pensar, corar, angustiar, temer. A vida está à nossa volta, acontece, e muitas vezes estamos demasiado alheados para lhe prestar atenção. Este jovem estava então a ler um livro cujo título era: "Pense e Fique Rico". Achei graça e imaginei-o a acabar de o ler, a pensar muito e... a enriquecer. Não consegui evitar um sorriso. Lembrei-me do filme Cocktail, em que o Tom Cruise protagonizava um jovem obcecado com a fortuna. Depois, cheguei a casa e fui saber mais sobre o livro, que desconhecia. Acontece que é um best seller, com mais de 40 milhões de exemplares vendidos. Napoleon Hill, um jovem jornalista, entrevistou o magnata do aço Andrew Carnegie - provavelmente o americano mais rico do início do século XX. Na conversa que tiveram, Carnegie lançou ao repórter um desafio: entrevistar 500 milionários para descobrir o que tinham em comum. Durante 20 anos, Napoleon Hill dedicou-se à missão e, com o apoio e os conselhos de Carnegie, compilou uma série de princípios a que chamou "As Leis do Sucesso". Pense e Fique Rico sintetiza essas leis. 

Imagino que os mais de 40 milhões que o leram não tenham conseguido pôr em prática as leis e ficarem todos ricos. Não deve, pois, ser trigo limpo farinha Amparo. Mas fiquei a pensar no rapaz do café e no que será a sua vida. Será a riqueza uma meta obsessiva? Estará bem de amor, terá uma família estruturada? Será o dinheiro a única coisa que lhe falta? Conseguirá atingir o objectivo?

Pelo sim pelo não, sou menina para adquirir o livro. 

Aniversário

É o segundo ano consecutivo que não faço festa. Desde que me conheço que sempre fiz grandes festarolas, mas nestes dois últimos anos não me deu para isso. Cansa-me pensar na logística toda, nos convidados, nas listas dos que vão, dos que não vão, dos que ainda estão a pensar, na escolha do restaurante, nas ementas, numa eventual animação... e depois o próprio dia: ter de dar atenção a todos, como num casamento, andar pelas mesas a distribuir sorrisos, a ter a certeza que tout va bien, que há vinho, que fulano está sentado perto dos que conhece e não sozinho onde ninguém o integra, que sicrano não está próximo de beltrano porque não se gramam nem com molho de tomate, sem falar da certificação mais do que necessária hoje em dia de que existe opção vegetariana, vegana, sem glúten. Quando começo a elencar tudo o que é preciso... desisto. 

Fiz anos no domingo e o meu presente de mim para mim foi levar os cá de casa ao brunch do Olivier Avenida (tãooooo bom!) e a seguir rumar até casa e enfiar-me no sofá a ver a minha série do momento: O Método Kominsky (obrigada, Ana!). À noite jantámos fondue, que adoro, e pronto. Feito! O Ricardo diz que só voltei a ficar com a minha cara de sempre quando foi meia-noite e o meu aniversário já tinha passado. Não é que estivesse aborrecida, porque sempre gostei de fazer anos. Adoro estar cá, gosto de celebrar o facto de estar vivinha da Silva. Mas... este ano não estava com feitio para mais. Bom, no ano passado também não, o que pode significar uma nova forma de celebração. Em calhando é mesmo isto envelhecer. Preferir o pijama e uma série a uns saltos altos e uma festa de arromba. Dito assim parece deprimente. Mas olhem que pode ser bem reconfortante. Palavra de idosa. :)

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