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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

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Quando trabalhava fora de casa, o regresso fazia-se acompanhar de uma tristeza tão funda que chegava a dar febre. A liberdade das férias contrastava de tal maneira com a prisão de ter de ir todos os dias para um sítio (por mais que gostasse do meu trabalho) que era como uma agressão, uma violência, um ataque. Desde que trabalho por minha conta, há 10 anos, que a rentrée não custa tanto. É óbvio que ainda me dói o facto de não estarmos todos juntos, na praia, com os nossos amigos, a fazer tudo o que nos dá na bolha, mas já não tenho aquela sensação de encarceramento depois de 3 semanas de liberdade. É um privilégio que não tem preço. Volto, é certo, para o ramerrame do quotidiano, mas estou na minha casa, posso reintroduzir as rotinas devagarinho, não preciso de depositar os miúdos em qualquer lado já hoje, posso ir fazendo, ir entrando, à medida do que for possível. Há tristeza (porque nas férias somos tão felizes) mas não há aquele impacto em que até o corpo parecia sovado. A todos os que têm de ir hoje de voltar para um trabalho, picar ponto, aturar chefes e colegas neuróticos, ficar horas em ambientes fechados, com ares condicionados a bombar, às vezes sem ver a luz do dia... a minha mais profunda solidariedade. Mesmo. Não se admirem se tiverem febre e vontade de chorar. É perfeitamente compreensível, por mais que adorem o que façam.

As minhas férias foram, como sempre, mesmo boas. Três semanas na nossa casa do Algarve, três semanas nas nossas duas praias de eleição (Praia Verde e do Barril), três semanas de farras várias com amigos. Passou tão rápido. Passa sempre, não é?

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