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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Dori. Eu sou a Dori

Ainda ontem, quando o fui buscar à escola, uma das educadoras advertiu:

- Não se esqueça que amanhã tem que estar cá mais cedo!

Eu, toda contente, respondi que não me esquecia, claro que não, estavamos ainda agora a falar no assunto!

Hoje de manhã, a Madalena tinha de estar na escola às 8h. Estava a dar-me dó acordar o Mateus tão cedo e fazer tudo tão a correr, de maneira que pedi ao pai de um colega (que é vizinho do prédio ao lado) se a levava. Ele assim foi. Ela saiu, ele ficou. Acordou devagar. Devagar tomou o pequeno-almoço. Estivemos na cama, na ronha, a fazer cócegas e a trocar mimo. Pensei: hoje chega mais perto das 9.30, vamos fazer tudo com calma. Tomei banho, estava a secar o cabelo quando o ouvi gritar: "O telefone está a tocar!" Fui a correr, atendi. Era o Ricardo. A dizer que lhe tinham ligado da escola (e também já me tinham ligado a mim) porque a carrinha estava à espera do Mateus. Fiquei aos gritos no meio do corredor,  tipo barata tonta. Depois desses segundos de choque, retomei o juízo: "Diz que o levo ao São Jorge. Pede desculpa. Vou-me despachar". E, assim, a manhã calma virou alvoroço. Vesti-nos à pressa, fomos passear o cão à pressa, chamámos um Uber à pressa (não tenho carro) e fomos para o São Jorge.  Chegámos ao mesmo tempo que a carrinha. 

Raça de cabeça que já não dá para tudo!

Dia da Rádio

Hoje é Dia da Rádio e o meu coração fica assim pequenino de saudades. Comecei na rádio em 1995 (acho), na RCS (Rádio Clube de Sintra). Era uma rádio pequenina, que funcionava na Várzea de Sintra, num apartamento, e tudo aquilo era muito amador mas muito apaixonante. O estúdio era forrado com caixas de ovos e eu fazia edição de noticiários e tinha um colega que era um sacana brincalhão que me punha a música "Luzia" dos Mercuriocromos nos auscultadores enquanto eu dizia notícias importantes e sérias sobre o país e o mundo, para testar a minha capacidade de me aguentar sem explodir a rir. Foi um grande treino, só vos digo. Adorava os meus chefes, a Raquel Silva e o Paulo Parracho e chorei este mundo e o outro quando me vim embora (o costume, que eu para chorar, filhos, sou uma máquina).

Vim-me embora porque, entretanto, tinha começado a trabalhar com o Pedro Rolo Duarte na sua empresa de comunicação (Pretexto) e ele convidou-me para ter uma rubrica no programa que tinha na Rádio Comercial, o "Mundo de Aventuras". Foi outra escola magnífica. Fazia a semana em revista e aprendi a responder com rapidez às perguntas/provocações que ele me fazia em modo live (ainda que o programa fosse gravado mas ele não admitia ter que repetir e era tudo feito "live on tape"). 

Depois disso, muitos anos depois disso, tive alguns programas de rádio: "O Melhor do Mundo", "A Viagem da Cegonha", "Portugal dos Pequeninos", "Nós, Vencedores". A rádio cola-se-nos à vida de uma maneira esquisita, como se fosse uma segunda pele. É um trabalho mas é, sem dúvida, um prazer. E dos grandes. Ainda que tenha feito rádio antes e depois de ter feito rádio com o Pedro, para mim a rádio é ele. E é sempre da rádio com ele que me lembro, quando me lembro da rádio.

Acho que tenho na arrecadação alguns bocados de programas antigos, ainda com o Pedro (e talvez até pedaços de noticiários da RCS), em cassete, e quero muito ir ouvi-los (assim tenha um leitor de cassetes lá na arrecadação, não tenho a certeza). Se conseguir encontrar ponho aqui. Acho que era um belíssimo tesourinho para partilhar convosco. 

Feliz Dia da Rádio!

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Casas Comigo #2

Eis o novo episódio do Casas Comigo, uma rubrica aqui do vosso Cocó em parceria com a JLL. Como sabem adoro casas e tive a ideia peregrina de ir conhecer alguns imóveis de cair para o lado, podendo meter o nariz em tudo, e com visita guiada de quem percebe do assunto. O que podia querer mais da vida? Nada, pessoas. Nada. O agente imobiliário (de luxo) que há em mim está muitíssimo satisfeito. Só há um perigo: o de querer comprar cada casa que conheço. Esta era de caras!

Long live the Liiv

A Liiv é uma nova publicação online que acabou de nascer. Saiu das mãos de uma amiga mas não é por isso que falo dela aqui. Ok, é também por isso. Mas é sobretudo porque fui mesmo surpreendida por esta novidade, porque não sabia de nada, porque ela esteve caladinha a fazer isto acontecer. E porque está linda, bem escrita, bem feita e já está na minha lista de favoritos para ir descobrir temas novos, coisas interessantes para ler. A Liliana Valpaços é uma das pessoas mais inteligentes que conheço, dona de um sentido de humor rápido e mortal, capaz de um pensamento lógico e estruturado que é tão contrário ao caos onde me movo que não deixa de me deslumbrar.

Cliquem na imagem para irem directamente até à novíssima Liiv

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Parabéns, Lili (e Sílvia Baptista, que isto é das duas).

Jantar do Clube de Leitura

Foi há uma semana e juntou as pessoas que já participam no clube. Chovia a cântaros mas mesmo assim éramos 23. Houve algumas pessoas que não puderam ir, como sempre acontece, mas é sempre um prazer enorme reunir tanta gente em volta dos livros. Tudo começou assim mas a verdade é que já temos aqui uma pequena comunidade que existe para lá dos livros, para lá do clube, para lá de mim, que o criei. É um corpo vivo, autónomo, e isso é o melhor de tudo.

No fim deste mês lá nos encontraremos, numa reunião aberta a todos os que queiram participar. O local do convívio ainda não está definido, pelo que vão lendo os vossos livrinhos e, em breve, darei pormenores sobre o ponto de encontro.

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Já sabem o que fazer no Dia dos Namorados?

Sugiro uma escapadinha até ao Convento do Espinheiro, em Évora, para uma noite romântica (ou, quiçá, um fim-de-semana). Já lá estive várias vezes e é um daqueles hotéis que não falham. 

Desta vez estivemos a convite e a experimentar um dos packs disponíveis justamente para comemorar em grande o S. Valentim. Ficámos na Suite Garcia de Resende, toda decorada para o efeito, e tivemos um jantar mesmo ali, na suite, servido por um mordomo (calhou-nos o Francisco Lino que era simpatiquíssimo e que tinha sentido de humor, que é algo que sempre se aprecia: despedia-se de nós, entre cada prato, dizendo: "dentro de 11 minutos estarei de volta" ou "desta vez voltarei dentro de 17 minutos"). Sim, celebrámos antecipadamente o dia, mas o São Valentim é como o Natal, quando a gente quiser (e nós para namorar estamos sempre prontos).

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Para jantar... só coisas boas:

Começámos com um lombo de atum braseado, couve-flor e beterraba, acompanhado por um espumante especial Convento do Espinheiro. O prato de peixe foi Bouillabaisse de robalo com lagostim, aipo e emulsão de ostra (vinho branco EA). Para limpar o palato, antes da carne, o Francisco Lino serviu-nos um sorbet de gengibre com espuma de açafrão e depois veio o peito de pato assado e a sua perna crocante com marmelo, cassis, cheróvia e amêndoas (vinho tinto Comenda Grande). Para sobremesa, Ruibarbo, chocolate branco e framboesa. E para dar a estocada final na dieta (como se fosse possível fazer dieta nestes sítios!), lá veio o café com uma selecção de chocolatinhos. Jasuuuuus!

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Fomos no sábado depois do almoço e voltámos no domingo antes do almoço. Foi mesmo uma escapadinha rápida mas soube tão bem (sabe sempre). O Convento do Espinheiro é lindíssimo, é um ex-convento do século XV (classificado como monumento nacional) e há história em cada detalhe. Eu, que sou uma alma antiga... adoro. Adoro a decoração clássica, adoro os tectos em abóbada do restaurante Divinus, o Spa, o piano de cauda numa das salas... No verão é óptimo porque tem duas piscinas exteriores onde se está que é uma maravilha, mas no inverno continua a ser óptimo porque há um silêncio que convida à leitura e oferece paz.

Se quiserem ver os pacotes que o Convento do Espinheiro tem ao dispor para o Dia dos Namorados, estão AQUI. É sempre um bom presente para oferecerem à vossa cara-metade (com a enorme vantagem de ser um presente egoísta, uma vez que também vão usufruir dele - sim, não mandem a cara-metade sozinha, que assim não tem graça!). 

Obrigada, Convento do Espinheiro! 

Obrigada aos melhores amigos do mundo, que ficaram com os nossos filhos para irmos namorar. 

O meu filho criou uma revista (e eu estou a rebentar de orgulho, desculpem lá)

O Manel andava há meses à volta de um projecto. Não desvendava nada, dizia apenas que era "um projecto". Na sexta-feira mostrou-nos do que se tratava. E nós, os pais, chegámos a comover-nos. O Manel criou uma revista digital de futebol que foi publicada hoje. Tem 17 anos e pensou-a, desenhou-a, escreveu-a de uma ponta à outra. Ele não quer ser jornalista mas eu vejo aqui a mesma paixão por comunicar que eu sempre tive (mas direccionada para o futebol, que é aquilo de que sabe mais na sua ainda curta vida). Estou a babar de orgulho e gostava muito que fossem lá espreitar. 

Cliquem na imagem para verem a revista completa.

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@ Rede

Viram a reportagem @ Rede, no Jornal da Noite da SIC? Foi feita em três partes (três dias) e é absolutamente imperdível. Se não viram vejam. É a história de um homem que se vê enredado num esquema maluco, que se vê envolvido por uma mulher que não existe (a imagem dela existe mas a personalidade e toda a vida é inventada por outra pessoa), por quem se apaixona, com quem fala ao telefone (com ela, com a mãe, com a irmã, com amigas - e, afinal, era sempre a mesma pessoa a fazer vozes e personalidades distintas). E não é só ele que é envolvido. São várias pessoas. Inclusivamente a pessoa por quem ele se apaixonou, que não fazia ideia de que a sua imagem estava a ser indevidamente utilizada.

A autora desta brincadeira é professora do ensino Básico, é mãe, e tem mais de 40 anos. O que leva alguém a fazer isto só pode ser um profundo desequilíbrio. E todos nós, que estamos na rede, podemos cair nesta ou noutras teias. As novas plataformas online são ferramentas muito úteis e têm inúmeras vantagens. Mas não há bela sem senão e este é um dos lados negros da internet.

A reportagem está muitíssimo bem feita. Muitíssimo bem contada. E olhem que não era fácil, que aquilo é uma teia do catano. Os meus parabéns à Conceição Lino e à sua equipa. Aquela história é arrepiante, aflitiva, doentia. Foi como assistir a um episódio do Black Mirror mas sabendo que é realidade. E é, também, um espelho da sociedade chalupa que estamos a construir. 

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