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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Pisamonas: agora também no Porto!

Sapataria Infantil Pisamonas Porto 1.jpgSapataria Infantil Pisamonas Porto 2.jpgSe há coisa que me deixa satisfeita é ver bons negócios prosperarem. Quando as marcas são boas e eficientes e chegam mais longe é assim uma espécie de prémio que me dá uma grande alegria. A Pisamonas tem sapatos de criança lindos, de grande qualidade, a preços muito acessíveis, e sempre primou pela extraordinária eficácia nas encomendas online. Além de entregarem num instante (sempre que a encomenda me chega fico "what???? Já????") são incríveis no que toca a trocas. Enganaram-se no pedido? Os sapatos estão grandes ou pequenos? Sem stress. É só avisar que, na mesma entrega trazem uns e levam os outros. Nunca falha.

Ora bem, a abertura da loja em Lisboa foi uma excelente novidade (se bem que - confesso - voltei a encomendar online 😬) e agora soube que a marca abriu a sua segunda loja física, desta vez no Porto, mais concretamente no MAR Shopping Matosinhos.

As lojas físicas fazem parte da estratégia da marca de deixar à disposição dos seus clientes a maior variedade de canais e modos de compra possíveis. E, efectivamente, há pessoas que não gostam de comprar online, que se sentem desconfortáveis, ou que pura e simplesmente gostam mais de tocar, ver ao vivo, experimentar. Na verdade, dá muito jeito para evitar as trocas: a malta leva as pequenas criaturas, elas calçam os sapatinhos e percebemos logo ali - em choque - que aumentaram o tamanho do pé em dois números, evitando as trocas (por mais fáceis que sejam de fazer online, e são!).

De maneira que, caras pessoas do Porto é aproveitar! A Pisamonas já abriu e promete calçar a criançada toda da zona norte. Eu este ano perdi a cabeça com a colecção para os mais novos. Mostro-vos as minhas escolhas.

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Para a Mada

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Para o Mati

Escola das Artes, o filme

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Escola das Artes é nome de colecção de livros, da Sara Rodi, mas a partir de hoje é também nome de filme! Isso mesmo, os livros passam para a tela e estou mesmo curiosa de ver o resultado! O filme estará no Cinema São Jorge e no Centro Cultural da Malaposta.

Os bilhtes já estão à venda nos respectivos cinemas: Sala 3 do Cinema São Jorge (15h): 8, 22, 23, 27, 29, 30 de dezembro e 2, 5 e 6 de janeiro. Centro Cultural da Malaposta - às 17.30 de dias 9 e 16 de dezembro e às 15h de dias 17, 18, 20 e 21 de dezembro. Em ambos os casos aceitam-se marcações de grupos de terça a sexta-feira.

O Clube de Leitura, na revista Estante

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O Clube de Leitura - já aqui o disse - é assim uma das criações de que mais me orgulho. Não foi a invenção da roda, há vários clubes de leitura por aí, mas tê-lo criado é algo que revela alguma coragem da parte de quem acha sempre que, na volta, ninguém vai aparecer, ninguém vai ver, ninguém vai ter interesse. Estava aflita, no primeiro, que teve lugar no meu escritório no Chiado. E se não aparecesse ninguém? Apareceu. Éramos poucas mas foi logo tão bom que pensei que queria continuar. Mais aflita estava no segundo encontro, que já aconteceu na FNAC do Colombo, que nos acolhe há já praticamente dois anos. Mas voltaram a aparecer participantes. E cada vez mais. O nosso grupo de WhatsApp já tem muitos membros e o meu sonho é que, um dia, conseguissem ir todos ao mesmo encontro - ia ser assim um estrondo, ter tanta gente para falar de livros (e provavelmente ficávamos lá até correrem connosco).

A revista Estante entrevistou-me para falar do clube e deixo a entrevista AQUI para quem quiser ler. 

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Fotos: Raquel Wise

Mada no seu melhor

A Madalena é uma chatinha com os pés. Por ela, só calçava ténis e estava o assunto arrumado. Claro que depois fica toda vaidosa quando calça outra coisa (e veste outra coisa que não seja um fato de treino) mas no dia-a-dia quem lhe tire os ténis é vítima de um olhar assassino, se não for de um protesto mais aceso.

No fim-de-semana fomos fazer uma sessão fotográfica de Natal, com a Inês CM, da After Click, e lá foi ela, toda arranjadinha. Os sapatos que levava eram uns clássicos, da Pisamonas, super confortáveis mas, claro, o seu pé está acostumado a andar à solta em ténis largueirões e, por isso, sempre que usa algo mais estreito... queixa-se. Eu, para lhe calar o protesto, digo sempre a mesma coisa:

- Já passa. Isso é uma questão de hábito!

Sempre. É sempre, sempre, sempre esta a minha resposta aos seus lamentos de que lhe dói o pé não sei onde. E, efectivamente, costuma ser mesmo só isso. Uma questão de habituar o pé àquela nova forma.

Este domingo, estávamos nós a arranjar-nos quando ela chegou junto a mim, apontando a parte lateral do pé, e declarou:

- Tenho uma questão de hábito aqui.

😂😂😂😂😂😂😂

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E cá por casa? Que livros se leram?

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Continuamos na senda de pôr os miúdos a ler 1 livro por mês, ideia que deu origem ao Clube de Leitura propriamente dito. No outro dia conversava com uma psicóloga que respeito imenso sobre isto de "obrigar" os meus filhos a ler. Ela descrevia o seu ponto de vista, que a obrigação é algo que o cérebro conota como algo negativo e, por isso, obrigar alguém a ler fazia com que os livros não se inserissem no capítulo do prazer. Eu percebi o que disse e acho que faz sentido, mas continuo na minha: se não fosse esta "obrigação" esta malta brava cá de casa só via o Youtube, séries e jogos. Não tem de ser mau mas é pouco. Há livros que, ou lêem agora ou mais tarde não faz sentido ler. Não se lê as Memórias de Um Burro, da Condessa de Ségur, em adulto, ou os Cinco, da Enid Blyton, ou Robinson Crusoe, de Daniel Defoe, entre taaaaaantos outros. Há livros que têm um tempo para serem lidos e é importante. E a verdade é que agora já é o próprio Manel a querer ler, a interessar-se. Se não fosse esta "obrigação" não teriam lido livros de que gostaram, onde aprenderam, que lhes fizeram diferença, que os obrigaram a sair dos ecrãs, a concentrar-se, a reflectir. Se não fosse esta "obrigação" estariam mais pobres, ainda que não dessem conta (o Manel já dá e até já agradece). 

Este mês o Manel leu o Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels. Anda muito interessado nas diferenças entre Esquerda e Direita e quis saber mais sobre o Comunismo (para a seguir ir descobrir outras leituras, que lhe mostrem outras ideologias). Foi muito interessante ouvir o seu resumo e a forma como deu a sua opinião. O Martim leu Histórias da Terra e do Mar, de Sophia de Mello Breyner Andresen. Gostou de alguns contos, menos de outros. O último, que descreve Vila D'Arcos ao detalhe pareceu-lhe uma chatice pela ausência de acção (a falta de maturidade para as descrições é algo de que me recordo bem). A Madalena falhou a missão e está, por isso, arredada das tecnologias por um mês. Eu li os dois livros que já descrevi no post anterior (Kafka à beira-mar, de Haruki Murakami e Estar Vivo Aleija, de Ricardo Araújo Pereira) e o Ricardo leu O Velho e o Mar, de Ernst Hemingway, e O Crime de Lorde Arthur Savile e Outros Contos.

Clube de Leitura de Novembro: foi... aconchegante

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Começou com um susto. Uma falha de comunicação deixou o querido Miguel, gerente da FNAC do Colombo, apardalado quando me viu na sala do costume. Oooops! Eu já tinha desconfiado que havia qualquer coisa que não estava bem quando vi gente no palco, e um técnico de som a repetir até à exaustão a palavra "som", "sssssom, ssssooooommmm, som", mas foi quando olhei para a cara de choque do Miguel que tive a certeza. Os Gift iam fazer um showcase e nós iamos ter a reunião do Clube de Leitura, à mesma hora, no mesmo local. Mas o que distingue as pessoas competentes das outras é a forma como arranjam - ou não - soluções para os problemas. E em menos de nada o Miguel tinha o assunto tratado e nós estivemos tão aconchegadinhas que até nos mudaríamos para ali, se não fosse o facto de, em dias de maior afluência, se tornar inviável.

Comecei por avisar que tinha mesmo de sair às 20.30, porque tinha o jantar de aniversário de uma grande amiga. Mas depois eu própria entusiasmei-me a falar de Murakami e do livro "Estar vivo aleija" do Ricardo Araújo Pereira e do "Património", de Philip Roth. De maneira que, se somarmos ao meu entusiasmo os entusiasmos de cada uma, acabei a sair dali já passava das 21h e a chegar ao jantar já depois das 21.30. Senti-me um pouco a apressar as pessoas que falaram por último e já lhes pedi desculpa por isso mas não queria deixar de o repetir aqui. Uma das coisas boas do clube é o facto de estarmos sem tempo contado. O podermos ficar sem olhar para o relógio e sem olhar para os telefones. Uma espécie de brecha no tempo onde nos esquecemos de tudo para mergulharmos nos livros, nas histórias, nas narrativas e, por arrasto, nas vidas impossíveis e possíveis, na realidade e na ficção. 

Desta vez fomos menos e, ainda assim, tivemos 3 pessoas novas que - espero - voltem! As outras todas que se baldaram olimpicamente... estão perdoadas. :) Afinal, isto não é, nunca poderá ser, uma obrigação. É prazer. Puro prazer.

Eis os livros que lemos:

Eu: Kafka à Beira Mar, Haruki Murakami; Estar Vivo Aleija, Ricardo Araújo Pereira; Património, Philip Roth (a meio) 

Isabel Oliveira: O Fogo Será a Tua Casa, Nuno Camarneiro

Elisabete: O Pintassilgo, Donna Tartt

Sara: Travessia de Verão, Truman Capote; E Onde Está o Amor?, Ana Zanati; O Livro dos Baltimore, Joel Dicker

Didi: O Complexo de Portnoy, Philip Roth; Fim, Fernanda Torres; A Hora da Estrela, Clarice Lispector; Estar Vivo Aleija, Ricardo Araújo Pereira; Hotel Memória, João Tordo.

Beatriz: Stoner, John Williams; Se Isto é Um Homem, Primo Levi; Quem Mexeu no Meu Queijo, Spencer Johnson

Cláudia: O Plano dos 4 Pilares, Dr. Rangan Chatterjee

Sofia: 1808, Laurentino Gomes

Joana: Escrito na Água, Paula Hawkins

Francisco (10 anos): Os Mauzões, Aaron Blabey, episódio 1 e episódio 2; Diário de um Banana, Jeff Kinney, livro 13

Afonso (10 anos): Diário de um Banana, Jeff Kinney, livro 2

Luísa: Bilhete de Identidade, Maria Filomena Mónica

Isabel Sobrinho: Hoje Não, José Luís Peixoto; 12 Regras para a Vida, Jordan B. Peterson; Homens sem Mulheres, Haruki Murakami

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Em Dezembro não há Clube. Voltamos em Janeiro com muitas leituras!

A efemeridade aborrece-me.

A efemeridade é, possivelmente, das questões da vida a que sempre tive dificuldade em acostumar-me. Esta coisa de tudo não parecer mais do que uma brisa que passa, um punhado de areia que nos escorrega pelos dedos. Não é de agora. Não é uma daquelas constatações de quem chegou à meia-idade. Sempre me custou. Ser jornalista não foi, nessa perspectiva, uma escolha assim muito inteligente. Não há nada mais efémero do que uma peça de jornal. Num dia aquilo até pode ter um belo eco, de gente que se revê, que se interessa, que acha importante, no dia seguinte está a forrar o local onde se depositam as tigelas do cão (ou, pior ainda, no caixote do lixo). Poder-me-ão falar em reportagens mais bombásticas, que efectivamente mudaram vidas, e que, por isso, quebraram a barreira da efemeridade. Verdade. Nesses casos acontece, e é quando sabem mesmo bem. Mas talvez devesse ter sido arquitecta ou engenheira. Produzir algo que não é facilmente deglutido pela voraz passagem do tempo. "Olha, aquele prédio fui eu que desenhei". "Este edifício foi obra minha". Ainda assim, teria que dizê-lo em voz alta (e quem escuta podia acreditar ou não) porque raramente os prédios têm essa assinatura visível, perpetuando o nome dos autores. Nesse aspecto, os escritores, quando são mesmo bons, ganham a todos os outros. Não só deixam obra como ela está assinada com o seu nome, para toda a gente ver. Escrever um livro aclamado é algo que tansforma aquela pessoa num ser perene, contínuo, inextinguível. 

Serve esta introdução para dizer que um blogue também é uma daquelas criações caducas, sobretudo se pensarmos em cada post. E é por tudo isto que me custa escrever novos posts, depois do último, sobre o DNA. Porque cada novo texto remeterá aquele mais para baixo, e mais para baixo, e ainda mais para baixo, até se sumir para uma página que já mais ninguém visitará, até ao derradeiro esquecimento. Foi sempre esta a minha vida. Há mais de 20 anos que escrevo coisas que têm um prazo de validade, como os iogurtes. Hoje em dia então tudo o que fazemos tem um prazo cada vez mais curto. A efemeridade nunca foi tão absoluta e isso custa-me. Sempre me custou. Mas, neste caso em particular, está a custar-me mais que nunca. 

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