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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Mati, o derrete corações

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Anteontem, na cama, começou a chamar-me:

- Mãeeeeee... ó mãeeeeeee....

- Dorme, Mati! A mãe já leu a história, já deu beijinho, é tarde, dorme!

- Anda um bocadinho para a minha cama...

- Não. A mãe está a ver uma série com o pai. Dorme.

- Mãe... anda lá... só um bocadinho... ficas tão bem aqui.

 

(quem resiste a isto?)

 

Fui. Deitei-me com ele. Pôs-me as duas mãos na cara e disse:

- Minha amora... Amora da minha vida. Gosto tanto de ti. Minha amorosa. És tão linda.

 

Unicórnios, pessoas. Foi então que comecei a ver unicórnios.

Clube de Leitura: já é muito mais que um clube, é uma casa inteira

Foi na sexta feira e éramos 23. E foi tão emocionante que ainda me faltam as palavras. Eu não estava lá muito bem disposta, cá por coisas da vidinha, e aquele grupo conseguiu a proeza de me deixar nas nuvens.

Para começar tivemos dois elementos novos, um deles um homem! É sempre bom quando vêm pessoas novas mas como são quase sempre mulheres, a presença de um homem deixou-nos naturalmente contentes (sem qualquer desprimor para alguns mini-homens que já são "clientes habituais": o Miguel, o Francisco e o Afonso). Não sei se ele vai voltar, que tanto mulherio é capaz de intimidar o mais valente, mas como ele diz que trabalha rodeado de mulheres talvez não se deixe espantar. A outra leitora nova tem um bebé de 7 meses, por isso vamos ver se consegue ir lendo qualquer coisa, entre a correria a que um bebé obriga, para voltar mais vezes. 

Estávamos nós nas apresentações de livros quando, a certa altura, a Isabel Sobrinho se põe com uma conversa e sempre a olhar para mim. Primeiro não liguei mas depois percebi "oh lá... aqui há gato". E havia. Saca então de um presente de todos, porque estou quase a fazer anos. Quando o abri, fez-se luz. Era o livro "A Glória e Seu Cortejo de Horrores", da Fernanda Torres, que eu tinha sugerido ao meu marido quando ele insistentemente me pediu para dizer 2 ou 3 livros que gostasse muito de ter (e eu fui pedir ajuda ao grupo do Clube de Leitura, no WhatsApp, sem saber que era o grupo que tinha pedido ajuda ao Ricardo para que me oferecessem um livro que eu quisesse ler 😂😂😂). Além do livro, vinha também um mini-candeeiro para prender ao livro e poder ler no escuro. Fiquei tão contente... mas nisto levanta-se a Ana Monteiro com outro presente. Ia caindo para o lado. Era um livro como título "Conta-me" e o meu nome. Quando abri disseram "Agora não tens desculpa e tens mesmo de escrever!". Pensei que era um bloco de notas, um livro em branco com o título da rúbrica dos meus contos no blogue, "Conta-me", para que escrevesse novos contos. Mas depois folheei-o. E em vez de páginas em branco, ali estavam os contos todos que já publiquei no blogue. Com fotos e tudo. Ia tendo uma coisinha. Quando vi a contra-capa, dei outro salto. Uma mini-biografia minha e o testemunho do grupo sobre o Clube de Leitura. Já viram que gesto de amor mais lindo? Já viram bem a sorte que eu tenho de estar rodeada de gente tão incrível? Fiquei tão emocionada que nem vos passa pela cabeça. 

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Este Clube de Leitura deixou de ser apenas um clube de leitura. É uma pequena comunidade. Uma espécie de família. Uma casa. Alguns membros tornaram-se muito próximos, saem juntos, convivem para lá do clube. Ou seja, este é um corpo com vida própria, que vive para lá de mim, e isso deixa-me mesmo feliz e orgulhosa. Agora estamos a pensar marcar um fim-de-semana de leituras e vinho e farra. Só para verem o que andam a perder! 

Bom! Vamos saber o que lemos todos.

SandraAs Três Vidas, João Tordo

Ana Luísa (um dos novos elementos)Terra Maya, Filipa Maló Franco; Confia, Sofia RibeiroOs Bebés Também Querem Dormir, Constança Cordeiro Ferreira 

Isabel Sobrinho: Fim, Fernanda TorresNão Matem o Bebé, Kenzaburo OeTambém os Brancos Sabem Dançar, Kalaf Epalanga

Ana MonteiroFim, Fernanda Torres

PaulaPara Lá do Inverno, Isabel Allende

MiguelHistórias para Rapazes que Ousam ser Diferentes, Ben Brooks e Quinton Winter

Didi: A Selva, Ferreira de CastroA Verdade Sobre o Caso Harry Quebert, Joel Dicker

Mafalda: Ainda não terminou O Planalto e a Estepe, Pepetela

CéliaHomens Sem Mulheres, Haruki Murakami

LuísaA Rapariga que Inventou um Sonho, Haruki Murakami

Isabel Oliveira: Desencanto em Dó Menor, Rui Miguel Almeida; O Quarto da Mãe, Sérgio Mendes; O Complexo de Portnoy, Philip Roth

Joana Madeira: A Brasileira de Prazins, Camilo Castelo Branco

Beatriz CoutoPerguntem a Sarah Gross, João Pinto Coelho

Beatriz Mendes: O Valor da Arte, José Carlos PereiraEstar Vivo Aleija, Ricardo Araújo PereiraThe Thing Around Your Neck (A coisa à Volta do Teu Pescoço), Chimamanda Ngozi AdichieQuem disser o Contrário é Porque Tem Razão, Mário de Carvalho

Susana: To Kill a Mockingbird (Mataram a Cotovia), Harper LeeCall Me By Your Name (Chama-me Pelo Teu Nome), André Aciman

MartaO Desaparecimento de Stephanie Mailer, Joel Dicker

SaraO Desaparecimento de Stephanie Mailer, Joel Dicker

Lurdes: A Filha de Cayetana, Carmen PosadasLa Bruja, Camila LackbergO Mistério dos 3 Quartos, Sophie Hannah

PedroA Cultura-Mundo, Giles Lipovetskuy e Jean Serroy

ElisabeteA Rainha do Palácio das Correntes de Ar, Stieg LarsonCharlatães, Robin Cook

Diana: Terminou a Laranja Mecânica, Anthony BurgessEverything I Never Told You, Celeste NG

 

 

Em breve digo quando é o próximo encontro. 

Obrigada, uma vez mais, por tudo. Obrigada à ilustradora Manuela Bonito por ter embarcado nesta aventura. 

Obrigada à Fnac pelo acolhimento.

 

Mudar de Vida #16: Sara Sousa Ferreira

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A culpa foi de um texto do livro de leitura, da Primária. Sara tinha 6 ou 7 anos quando deu com a história "O Tio Elói é Arquitecto". Quando chegou a casa disse, determinada, que já sabia o que ia ser quando crescesse: arquitecta. E assim ficou decidido. Bom, talvez a culpa não tenha sido do texto. Na verdade, talvez aquela história lhe tenha feito sentido porque a vocação para a área já lá estava. Porque o que é certo é que a vontade de seguir Arquitectura, ao invés de decrescer com a passagem do tempo, aumentou. E aumentou tanto que, no 9º ano, deixou a escola que ficava em frente à sua casa, na Póvoa de Santo Adrião, para ir para a António Arroio, o que a obrigava a levantar-se às 6h da manhã e a apanhar três transportes: camioneta da Póvoa até Entrecampos. Metro até ao Campo Pequeno. Autocarro até às Olaias. Nunca faltou às aulas, nunca desistiu do sonho. Quando chegou a altura de se candidatar à universidade, a decisão estava mais que tomada. Entrou para Arquitectura de Interiores, na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, mas não quis. Então, entrou na Lusíada. Durante o percurso, um dos professores disse-lhe: "Se queres mesmo seguir isto tens de sair de Portugal". Ela achou que talvez fosse exagero. Não sabia ainda o que a vida lhe reservava. 

Começou a trabalhar ainda durante a faculdade, num atelier. Era para ter ido fazer um mestrado em Barcelona mas o fim de uma relação de 8 anos deixou-a sem forças para mudar de país e, por isso, ficou por cá. Trabalhou durante 11 anos consecutivos na sua área. Gostava do que fazia, apesar de trabalhar 16 horas por dia, por vezes mais. Continuava apaixonada pela Arquitectura, apesar de nunca ter tido um contrato: "Durante os 11 anos, estive sempre a recibos verdes. Falsos recibos verdes porque trabalhava como se fosse efectiva nas empresas. Anos a fio a recibos verdes. Sempre sem qualquer segurança contratual." 

Entretanto, chegou a crise da construção. Foi terrível. Os projectos pararam, as obras congelaram, o desemprego na área disparou. Calhou-lhe a si. Ficou desempregada. E foi nessa altura que recebeu uma proposta que a deixou de cara à banda. Uma empresa de recursos humanos contactou-a para que fosse gerente de uma loja de 800m2 de uma conhecida marca de retalho. Explicou que não era a sua área, que não tinha experiência, que nada sabia sobre o assunto. Insistiram, que queriam alguém que soubesse resolver conflitos, que pensasse fora da caixa, que justamente não estivesse dentro do ramo para o pensar de fora para dentro. E Sara pensou: por que não? Decidiu arriscar. E foi então que teve o primeiro contrato da sua vida. Sim, foi preciso sair da Arquitectura, com que sonhava desde os 6 ou 7 anos, foi preciso abandonar a área para a qual tinha estudado, para assinar um contrato de trabalho. 

Um ano depois, nova crise, tentaram emprateleirá-la, fizeram pressão psicológica. Ao mesmo tempo, teve um problema pessoal sério. Foi-se abaixo. Meteu baixa psiquiátrica, meteu os proprietários da empresa em tribunal, resolveu os assuntos, arrumou gavetas. Curou a alma. Entretanto casou e continuava desempregada. A construção ainda não tinha estabilizado, continuava sem conseguir arranjar emprego.

Um dia, uma amiga veio ter com ela. Tinha uma pulseira muito gira e, quando ela lhe contou quanto custara, Sara arregalou os olhos: "Quanto??? Credo, podias ter-me dito! Fazia-te uma igual!" A amiga não acreditou. E ela fez. Uma, duas, três, um colar, dois. As amigas andavam doidas com as suas criações. Sugeriram que fizesse uma página de facebook. E assim, no ano de 2012, nascia a Fio a Pavio. No dia 17 de Julho do mesmo ano, dia do aniversário da Sara, o marido ofereceu-lhe o registo da marca. Passado pouco tempo, Sara Sousa Ferreira começou a aparecer em revistas de nicho. Tinha criado uns maxi-colares que estavam a dar nas vistas. E é então, em Dezembro de 2013, que surge o convite para ir ao programa da TVI "Você na TV". Sara é bem capaz de ter sido das poucas pessoas com uma empresa para divulgar que recusou um convite tão apetecível: "Cada peça que eu faço é única. Troco dezenas de emails ou conversas com cada cliente, para tentar saber quais serão as cores e materiais que vou usar, para que cada peça faça sentido para cada cliente. Ora, estava no auge dos maxi-colares, cheia de encomendas e tive medo de ir ao programa e, depois, não conseguir corresponder às expectativas. Tive medo de não conseguir dar vazão a tanta encomenda."

As histórias que já se cruzaram com a sua fazem-na emocionar-se várias vezes durante a nossa conversa. Porque Sara é um vulcão emocional, sempre à beira de entrar em erupção. "Tive uma cliente que me encomendou um colar para oferecer à mãe que estava internada com cancro. A seguir enviou-me uma foto da mãe, de bata, com o maxi-colar que eu tinha feito. Fiquei tão comovida... Passado um tempo, manda-me mensagem a dizer que a mãe tinha falecido e acho que foi sepultada com o colar. Cada peça minha tem uma história. E eu adoro histórias. Adoro pessoas. Adoro afectos. Gosto muito de Arquitectura e hei-de ser arquitecta até ao fim dos meus dias mas a Arquitectura nunca me deu este retorno emocional, humano, que a Fio a Pavio me dá."

O pior é fazer a família compreender isto. Para os pais a filha passou de cavalo para burro. Sara compreende que tenha existido um grande investimento na sua formação e que até possa ter havido alguma incompreensão no início. Mas agora? Agora que já passaram seis anos, agora que passou por tratamentos de infertilidade e por uma gravidez de risco para conseguir ter os seus gémeos, algo que seria de todo impossível se tivesse persistido com o sonho da arquitectura, a trabalhar 16 horas por dia, num frenesim incessante e periclitante: "É mesmo isso que todos pensam de mim há anos (ou a grandessíssima maioria, vá): que passei de cavalo para burro. Olham para uma arquitecta que decidiu ficar em casa a enfiar missangas e a não ganhar subsídios e a não ter horários e pensam que fui de cavalo para burro. É isto que a família - e aqui dói a valer - vê. Não chega ter uma marca que aparece em horário nobre no telejornal da SIC pelas mãos da Joana Latino. A verdade é que nada do que faça para a família próxima chegará aos calcanhares de uma vida sem rumo onde trabalhava 12 horas no mínimo, a recibos verdes e sem retorno, apenas o estatuto de ser a senhora arquitecta. Eu sou muito mais eu com a Fio a Pavio, eu sou muito mais feliz com as minhas missangas despretensiosas do que com a hipocrisia e a falta de respeito dos ateliers. Eu não deixei de ser arquitecta. Apenas deixei de exercer."

Sara vive rodeada de cores, de objectos que põem as pessoas mais bonitas, mais felizes. Vive rodeada de histórias e de afectos, porque é essa a sua natureza, é esse o seu dom. Pode já não ser a senhora arquitecta mas isso é muito pouco quando comparado com a felicidade que lhe trazem todos os fios com que se liga ao mundo.  

 

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Galp, a Luz dos Portugueses, e a luz da Caetana

Já devem saber de cor e salteado mas a Galp tem a decorrer, desde o início de 2018, a campanha "A Luz dos Portugueses", em que oferece um mês de electricidade grátis a todas as famílias dos bebés que nasçam no dia 1 de cada mês.  Basta ir AQUI e ver as condições e a forma de se inscreverem.

O objectivo da campanha é o alerta para a queda da natalidade que, no nosso país, é um autêntico flagelo.

Não quis deixar de me juntar a esta iniciativa e, em colaboração com a Galp, lancei aqui no Cocó um passatempo (que se vai repetir todos os meses), em que um bebé nascido em cada mês (e sorteado via random) ganha uma sessão de Baby Art, com a talentosíssima Raquel Brinca

No mês de Setembro, ganhou a pequena Caetana

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Caetana nasceu no dia 21 de Setembro às 2.48h da manhã e é a terceira filha de Bárbara mas, quem as visse na rua, mais depressa diria que as duas eram irmãs do que mãe e filha. Bárbara tem 27 anos e foi mãe pela primeira vez aos... 16. "Comecei a namorar com o Tiago aos 13 anos. A minha mãe era muito castradora e, ainda por cima, ele era mais velho. Não deixava cá namoros, proibia as saídas e - já se sabe - o fruto proibido é o mais apetecido. Quando desistiu de lutar contra o namoro, deixava mas os nossos encontros tinham de ser rápidos. Deixava-nos sair ao domingo mas só 45 minutos. Não sei se ela achava que não dava tempo para termos relações... (risos). Quando não me apareceu o período, fiz o teste e, na minha ingenuidade, fiquei feliz por estar grávida. Na minha, na nossa irresponsabilidade, achámos que ia ser muito giro."

Mas ainda havia um longo caminho a percorrer. Por lhe faltar a coragem para contar à mãe, Bárbara contou primeiro ao padrasto. Tinha uma relação muito boa com o segundo marido da mãe e pediu-lhe para intermediar a conversa. Mas nem assim a mãe aceitou a notícia de ânimo leve. Foi um choque, não foi fácil, houve necessidade de sarar feridas e esperar que o tempo apaziguasse aquela dor. Todas as (boas) mães querem o melhor para os seus filhos. E uma gravidez na adolescência não faz parte dessa lista. Por volta dos 7 meses de gravidez tiveram uma discussão mais acesa e foi então que fizeram definitivamente as pazes. Assim, a vida voltou a ter serenidade e outra liberdade também: "Depois disso já me deixava sair mais com o Tiago. Como em cima daquele filho já não podia fazer mais nenhum ela já não me dava cabo da cabeça."

Bianca nasceu em Dezembro. Pouco tempo depois do nascimento de Bianca, Tiago discutiu com a mãe e saiu de casa. "Mais uma vez, eu no meu mundo de fantasia disse que ia com ele. Tínhamos uma filha, era mais do que natural que tivéssemos a nossa casa. A minha mãe tentou que eu ficasse mas eu fui mesmo. E ela foi um apoio brutal. Chegou-se muitas vezes à frente para conseguirmos pagar a renda e as despesas porque nos primeiros tempos só o Tiago trabalhava. Chegámos a ter o rendimento mínimo, nessa altura e algum apoio da Câmara Municipal de Torres Vedras. Nove meses depois comecei a trabalhar. Fiz tudo o que apareceu: cafés, restaurantes... a vida começou a melhorar um pouco."

Depois de Bianca, veio Beatriz e a vida sempre em rota ascendente. Há três anos, Bárbara tornou-se lojista da sua própria loja. Chama-se Second Bazar, fica em Torres Vedras, e é uma loja de artigos novos e em segunda mão. "Foi uma oportunidade que surgiu e decidimos agarrá-la. Não sabia nada de fornecedores, de stocks, de consignações, nada. Aprendi tudo. E está a correr muito bem. Mas é muito cansativo. Da última vez que contabilizei tinha 300 fornecedores... é muita coisa!"

A gravidez de Caetana foi planeada (como já tinha sido a de Beatriz e - não planeada mas desejada - a de Bianca) e muito tranquila, apesar de cansativa. Era para se ter chamado Benedita mas depois houve uma novela portuguesa em que havia uma Caetana e Bárbara ficou encantada com a força daquele nome. E assim nasceu Caetana, irmã da Biana (10 anos) e de Beatriz (7 anos). A dilatação foi rápida, o período expulsivo custou um pouco mais, mas foi sobretudo uma grande alegria tê-la nos braços. Bárbara sempre quis ter três meninas e nem acreditou quando soube que à terceira continuou a ter o que queria. A relação com o Tiago continua de pedra e cal, provando que nem sempre as paixonetas da juventude têm de ser erros para a vida. Ainda assim, fica o conselho de Bárbara: "Se não querem que os filhos tenham uma relação, não proibam. É o pior que podem fazer." Bom, depende. Para eles foi o melhor. As três filhas e o sorriso feliz de Bárbara que o digam. 

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BEBÉS NASCIDOS EM OUTUBRO... ESTAMOS À VOSSA ESPERA!

Quem está por aí com bebés nascidos em Outubro? Inscrevam-se para sonia.morais.santos@gmail.com. A escolha será feita por random. Obrigada, Galp, por estas sessões absolutamente deliciosas.

Quem quer ganhar uma Cry Baby Unicórnio exclusiva?

Até 14 de novembro enviem um email para o crybaby.passatempo@gmail.com onde, de forma criativa, expliquem o que é que o vosso filho faria para que a sua Cry Baby deixasse de chorar. As 20 participações mais originais e criativas serão premiadas com uma Cry Baby Unicórnio exclusiva.

Regulamento em http://crybabies.toys/pt-pt/bases-legais

Vejam como a Mada se saiu no teste para cuidar de um bebé. Será que os vossos filhos também são capazes desta missão? 

 

Mati

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 Foto: Pau Storch

 

É meigo, doce, sensível. Tem mau feitio, consegue ir da felicidade à fúria em 2 segundos, consegue muito do que quer por exaustão. É conversador, gosta de cantar, canta muito e a toda a hora. Atento, observador, capta tudo em menos de nada (ainda ontem disse que não queria jantar "a comida do cão" apenas porque topou que as massas eram iguais). Gosta de companhia para brincar e as brincadeiras preferidas são perseguições de carros a alta velocidade com despistes e muito barulho. Mas também gosta de legos. E adora construir pistas de comboios e fazê-los deslizar pelas linhas. Tem o sorriso mais bonito que já vi e dá abraços que derretem a pessoa por dentro. Mas também é capaz de nos levar à loucura quando decide ser obstinadadamente teimoso. Tem uma vozinha de cana rachada que entra pelo tímpano e fica a reverberar dentro do nosso cérebro (e acho que é isso que nos faz - a todos - dizer-lhe que sim, só para não o ouvirmos mais). Adora comer gulodices, sobretudo bolas de Berlim. E ama praia. E os amigos do verão. E gosta muito da sua escola. E dos manos. E do cão. E é muito mãe, mãe para tudo, para lavar os dentes, para ir à casa de banho, para ver bonecos, para brincar, para contar a história, é mãe para toda a obra. E eu gosto porque é o meu bebé, o meu último bebé querido. 

Clube de Leitura: é já esta sexta!

Era para ser na próxima mas a Fnac do Colombo vai lá ter um evento e pediu-me para antecipar uma semana.

Espero que já tenham conseguido terminar os vossos livros - eu ainda não consegui mas vou-me esfalfar para o levar lido e não passar por esse embaraço. 😎

Temos então encontro marcado para a próxima sexta-feira, às 19h, na Fnac do Colombo. 

Conto convosco?

 

 

Private Life

O filme Private Life - que estreou na Netflix no dia 5 de Outubro e nós vimos uns dias depois - é uma espécie de rebuçado daqueles que vamos degustando e, no final, deixa assim um travo que dificilmente esquecemos. É um filme sobre a luta contra a idade reprodutiva, nas mulheres, sobre o desejo de ter um filho, sobre a gestão das expectativas, sobre frustração, sobre o modo como a relação de um casal fica para segundo plano quando se tenta e tenta e tenta (sem sucesso) ter um filho. É sobre hipocrisia, sobre dádiva, sobre amizade, sobre amor. É um filme duro, divertido, comovente, doloroso. Kathryn Hahn (Rachel) tem um papelão e Paul Giamatti (Richard) está soberbo. Gostei tanto, tanto, tanto. E aquele final... ah, aquele final!

 

 

Vrrrrrrrummmmmm

No outro dia encontrei no Instagram um quarto de criança que me deixou a suspirar. Basicamente, era a reprodução de uma carrinha pão de forma, com uma cama em cima, e depois parecia-me ter um sofá e uma secretária lá dentro. Enfim, era um sonho. Já estava a imaginar pequena Mada a dormir na parte de cima e pequeno Mateus a dormir lá dentro. Já conseguia vislumbrar a Mada à secretária, ali à frente onde estaria o volante caso a pão de forma fosse mesmo um carro.

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Ora bem, foi então que fiquei a saber que há uma empresa portuguesa que faz esta pequena maravilha. E vai daí e mandei mensagem a perguntar quanto custava. A resposta deixou-me... como é que eu hei-de dizer? Boquiaberta. Estupefacta. Abismada. Banzada. Incrédula. 

Querem saber quanto custa esta belezura, querem????

Pois então sentem-se. 
Estão sentados? Recostados? Com as perninhas estendidas?

Óptimo.

Com full extras, esta pão de forma linda custa 33.237.00€.

Trinta e três mil euros.

Trinta.

E.

Três.

Mil.

Euros.

Para dormir.

E, vá, estudar.

Ocorreu-me perguntar se, metendo a primeira, ela arrancava do quarto para fora, para irmos de férias. Mas depois achei melhor remeter-me à minha insignificância e calar o bico. 🙊 

 

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