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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Quem quer ganhar 2 noites no Tróia Design Hotel?

E eis que surge novo passatempo no Instagram, minha gente! A Cocó está loooooouca!

Antes mesmo de divulgar o resultado do passatempo Adidas Solar Boost (divulgo hoje, não se enervem), apresento o novo passatempo!

Desta vez podem ganhar 2 noites (2 adultos + 2 crianças) com pequeno-almoço incluído e 1 jantar menu do chef no Troia Design Hotel (5 estrelas).

Apenas válido a partir de 15 de Setembro até 30 de Abril de 2019 (excepto passagem de ano e Páscoa).

Para concorrerem basta seguirem a página do Cocó no Instagram e identificarem 3 pessoas no comentário ao post do Instagram (esta parte está a bold para não se porem a comentar este post que não vos serve de nada, pequenos apressados que lêem tudo na diagonal).

O vencedor será escolhido por random.

Boa sorteeeeeee!

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Eu, dependente, me confesso

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Ontem saí do escritório ao final do dia. Quando cheguei a casa constatei que não tinha o telemóvel comigo. Tinha-o deixado no escritório. A primeira reacção foi OH MEU DEUS, VOU JÁ LÁ BUSCÁ-LO! Mas no instante seguinte pensei: e se aproveitasse isto para testar o meu nível de dependência? Ficou então decidido que só o iria buscar no dia seguinte, ou seja, hoje.

Passei então 21 horas sem telemóvel. Só não foi mais difícil porque tinha uma dor de cabeça do raio e fui para a cama às 21h, antes mesmo dos miúdos mais pequenos. Acordei hoje às 8h, ou seja, consegui a proeza de dormir 11 horas! Bom, claro que não foram seguidas, que vou sempre à casa de banho umas 5 vezes por noite (ainda se vem a descobrir que tenho próstata e que a sacana não está a funcionar bem) e o Mateus choramingou às 6h. Mas descansei imenso, que isto de me deitar perto das 2h da manhã todas as noites e acordar às 7.30/8h não pode andar a dar bom resultado. De qualquer maneira, e sobre a minha dependência do telemóvel, tenho a dizer o seguinte:

- Sim, estou dependente. Muitas vezes ia pesquisar não sei o quê no google e depois lá me lembrava que não tinha o bicho comigo, muitas vezes quis ir ver o email ou o instagram e nada, quis ir ver a meteorologia e nada, senti falta das notificações do Observador.

- Dormir sem o telefone na mesa de cabeceira fez-me bem. Não é que o consulte durante a noite (já o fiz e deixei-me disso) mas às vezes espreito as horas quando vou à casa de banho. Aquela luz toda pelos olhos dentro não deve facilitar nada o adormecer seguinte, porque de todas as vezes que fui à casa de banho esta noite fulminei um minuto depois, sem fazer ideia de que horas eram (e não me fez falta nenhuma).

- Senti falta dos meus grupos de WhatsApp. O que andariam as minhas miúdas a dizer, o que estaria o grupo das corridas a comentar, será que a minha amiga R estava bem, será que a minha sobrinha já está em casa?

- Fui a uma reunião hoje às 11h da manhã. Ia chamar um Uber. Não tinha telefone para chamar o Uber. Caneco! Pedi ao Ricardo para chamar. Saí de casa. Ele não vinha. Voltei para casa. Tornei a ligar ao Ricardo. Que o homem se tinha perdido mas estava a caminho. Lá fui. Cheguei à reunião. Pediram-me para esperar. Não levei um livro. Não tinha o telemóvel. O que se faz. Fica-se só a olhar em frente? Sem nada nas mãos? Que vício terrível este de termos de estar sempre ocupados, parece esquisito ficar só ali quieto. Chega a ser muito vício de mão, como o de alguns fumadores, que nem é tanto a nicotina mas é mais aquela "bengala", de terem alguma coisa a que se agarrar.

- Acabou a reunião. Apanhei um táxi. Queria ligar ao Ricardo a contar como tinha corrido, queria ver os emails, mandar uma mensagem ao Manel para saber como tinha corrido o exame. Silêncio. Apreciei o caminho, coisa que já só faço quando sou eu a conduzir.

- Cheguei há pouco ao Chiado, estacionei a mota, fui à Zara que hoje entrou em saldos, tudo antes de ir buscar o telefone. Só pensava que o Ricardo já devia estar a enfartar, imaginando acidentes e coisas. Mas ao mesmo tempo senti-me livre! NINGUÉM SABE ONDE EU ESTOU, NINGUÉM ME PODE CONTACTAR, NÃO TENHO DE RESPONDER JÁ A NENHUM PEDIDO URGENTE, QUERO QUE SE LIXE!

 

Acho que vou passar a esquecer-me dele mais vezes. 

 

Da vidinha

Olho para a página em branco. O cursor a piscar. Releio os emails que perguntam se está tudo bem, que não tenho escrito. Penso: tenho de escrever. Mas... escrever sobre o quê? Os dias correm, eu corro, oriento ideias, apresento propostas, respondo a emails. Vou buscar os miúdos, dou banhos, faço jantares. O normal. A vida de todos os dias. Nada a registar. Os miúdos estão bem, o clavículas está melhor, tenho 50% dos filhos de férias, e a outra metade na escola. O Mateus começou o período intercalado de praia/piscina na escola, um dia praia, no dia seguinte piscina, lá vai ele todo contente, eu a dizer adeus e ele sentadinho na camioneta a acenar, e depois aquele apertozinho, espero que corra tudo bem, caraças, espero que cheguem bem, que não se afogue ninguém, que voltem todos inteiros. A minha sobrinha passou a primeira noite sem oxigénio, desde sábado que não conseguia respirar sem ajuda, internada no hospital, que inferno. Felizmente começa a passar. Ontem fui à Antena 3, ao programa Prova Oral do Fernando Alvim. Falar sobre o Pedro e o seu último livro, "Não Respire", com o filho, António Maria, com a Joana Stichini Vilela e com o João Gobern. Recordámos momentos, histórias, recordámo-lo, o que é sempre um prazer. Consegui não me comover, consegui transmitir apenas a alegria imensa que foi conhecê-lo há mais de 20 anos e o amor que tinha por ele. Mas depois passei uma noite péssima. Sonhei muito. Sonhei imenso. Pesadelo primeiro, sonho a seguir, tudo muito agitado, muito intenso. Acordei cansada, com dor de cabeça. Isto ainda está tudo muito fresco, é normal, nós é que temos pressa em ficar bem, limpos de qualquer vestígio de tristeza, como se a tristeza não fizesse parte da vida e não pudesse coexistir com a alegria. Nem tudo é sorrisos e galhofas, nem tudo são nuvens negras, bastava aceitar isto com serenidade e tudo seria mais fácil. Tenho imensa coisa para escrever, não para aqui, e muita coisa para preparar para a rentrée. E hoje joga Portugal, e vamos reunir uma grupeta pequenina aqui no The Woffice para torcer pela selecção. Era tão lindo se ganhássemos, era tão bom se ganhássemos isto também. Estou a ler um livro óptimo, da Dulce Maria Cardoso, "Os Meus Sentimentos". Queria levá-lo lido ao próximo Clube de Leitura, vamos ver se consigo. Sexta-feira talvez vá trabalhar para a praia, estou branca como uma lula, por que não aproveitar não ter chefes e horários e um poiso obrigatório para ir fazer o que é preciso na praia? Sábado vou ao Corações com Coroa Café, conversar com a Catarina Furtado e outras convidadas sobre os direitos das crianças. E no domingo tenho um almoço de aniversário e um babyshower. E começa o Rock in Rio, e lá vamos assistir a concertos e laurear a pevide. O Manel tem amanhã o primeiro exame e na próxima semana o segundo. Depois parte para o Algarve e o meu coração volta a ficar inquieto. Depois lembro-me que o Pedro Rolo Duarte deixou o filho ir viver 2 anos para a Austrália quando ele tinha 16 anos (a idade do Manel) e sinto-me ridícula. Tomara eu que eles voem, que se desafiem, que saibam aproveitar o tanto que a vida tem para oferecer. Que não tenham medo. Ou que tenham, mas saibam enfrentá-lo, vencê-lo. E agora até logo que vou ver o jogo!

Diga "33"

A minha irmã fez 33 anos ontem mas, cumprindo uma tradição familiar, não festejou propriamente como tinha imaginado. Tinha convidado os amigos para um fim-de-semana diferente, para irem ajudar nas obras da casa que compraram e lancharem por lá, no jardim, tinha comprado comidas e bebidas, balões e um bolo lindo, tinha tudo previsto. Temos sempre tudo previsto. Achamos que controlamos tudo. Só que não. De manhã percebeu que a filha Alice estava pior da respiração, decidiu passar só no hospital para ver o que diziam e... acabou internada. Os amigos festejaram sem ela, no sábado, ajudaram nas obras e ontem (dia dos anos) nós metemo-nos no carro, como previsto, e fomos para Aveiro. Graças aos sogros dela, que entretanto apareceram, conseguimos resgatar a minha irmã do hospital, almoçámos com ela, com o meu cunhado e sobrinho João, os primos andaram a brincar e a rir, e assim houve pelo menos ali uns minutos em que se fez de conta que estava tudo bem. A seguir fomos para o hospital e a bichinha está mesmo aflita para respirar, sempre com o oxigénio no nariz. Partiu-me o coração ter de voltar. Esta porcaria de vivermos a 250 km uns dos outros nunca tem piada nenhuma mas é muito pior quando alguém não está bem. Os 33 anos da minha irfilha foram uma treta mas, como disse uma amiga dela, "não faz mal porque assim para o ano celebras os 33 outra vez". É isso. Os filhos sempre a fazerem-nos mais novos. IMG_4544.JPG

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De Itália para... Itália

Ontem fomos buscar a minha mãe ao aeroporto, regressada de umas férias na Toscana (Itália). Tínhamos marcado um jantar num restaurante italiano, com a graça de, assim, ela fazer uma transição mais suave. Arriscámos um bocado. Não conhecíamos o Forneria e, apesar de já termos ouvido dizer muito bem, fica sempre aquele receio "e se é péssimo?" Bom, não só não era péssimo como era mesmo óptimo. A Burrata de entrada era excelente, o meu prato "Risotto de Açafrão" estava irrepreensível, o spaguetti nero do Ricardo estava incrível e a mãe já não sei o que comeu (acho que foi gnocchi) do qual teceu os maiores elogios. Foi de tal maneira bom que, no final, a minha mãe foi ter com o empregado (talvez o gerente, não sei) para lhe dizer que foi como se não tivesse chegado a sair de Itália. Como não sei se a informação chega ao chef e até ao próprio proprietário, fica aqui o nosso testemunho. Forneria, no Parque das Nações. Recomendamos MUITO.

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 https://www.pizzariaforneria.pt

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