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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

É já este sábado!

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Se não sabem distinguir uma objectiva de um boi... (além de terem de ir num instante a um oftalmologista) têm de fazer este workshop com a Inês CM, da After Click. Ela é querida, óptima profissional, tem uma paciência de santo e vai dar-vos as luzes necessárias para perceberem as vossas máquinas melhor e não tirarem sempre fotos no Automático (como eu).

Vou lá estar este sábado, a ouvir tudo o que ela tem para ensinar. 

Inscrições em afterclickstudio@gmail.com

Boa semana, pessoas!

Fim-de-semana com casamento da amiga mais antiga (conhecemo-nos há 40 anos), com afilhado a pernoitar, com treino de séries, com ida a Alvalade para ver o Sporting, com bifanas degustadas ao luar.

Venha de lá essa semana!

9º Workshop #Receitaperfeita - Foi na sexta-feira passada e foi tão divertido!

Tinha-me esquecido (estou tão avó...) que tinha um evento no mesmo dia, que terminava às 19.30, de maneira que adiei o Workshop para as 20.30. Avisei toda a gente e depois fui de mota, para não apanhar trânsito. A Raquel já lá estava e apanhou-me a despir as calças impermeáveis que tinha vestido para não congelar e a ficar com o jumpsuit bonitinho da Happy Company.

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É o chamado ser apanhada com as calças na mão 

 

A mesa dos aperitivos já estava posta com as iguarias maravilhosas do Lidl que tem em destaque, a partir de hoje, a semana italiana. Produtos deliciosos com a máxima qualidade ao melhor preço.

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Antes de começarmos a pôr a mão na massa, fizemos as apresentações do costume. Histórias giras, um casal de enfermeiros com imenso para contar, uma médica, uma fisioterapeuta dedicada ao ensino e que nos arrepiou com a história de duas rupturas uterinas (que, felizmente, acabaram bem), uma advogada com o namorado em Paris, um engenheiro numa fábrica de automóveis, entre outras partilhas de vida que adoro sempre ouvir.

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Com a Vanessa e a Sandra

 

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Com o Vítor e a Paula

 

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Com o Alexandre e a Ivone

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Com a Mariana e a Filipa Manzoni

 

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Com a Matilde

 

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Com a Ana

 

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Com a Sónia

 

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Com a Rita

 

 

Depois do intróito, que durou imeeeenso tempo (quando a malta tem coisas giras para contar é isto), fomos para a cozinha tratar da nossa #receitaperfeita.

A nossa missão era difícil: fazer risotto. Acho que é do conhecimento geral que um bom risotto é difícil de conseguir. Ou fica empapado, ou fica cru, ou fica cozido demais, ou fica argamassa, ou fica caldo. Uma verdadeira proeza, conseguir o ponto certo.

A chef Mónica Alves Pereira guiou-nos nesta missão, ensinou truques e teve uma paciência de santa (como só ela) para acorrer a todos os que gritavam: e agora? e agora? É preciso juntar mais caldo? Está no ponto? Está a pegar!!!!!

Aprendi uma coisa que não sabia (aprendo sempre): quando se descascam cenouras e os rabos das courgettes ou todos os desperdícios de legumes, em vez de irem para o lixo, podem ir para um saquinho e serem congelados. Para quê? Para caldos! Há imensos pratos que ganham MUITO se, em vez de se juntar água, se juntar um caldo, perfumado com os mais variados legumes (ou o que resta deles).

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Adoro a nossa expressão a olhar para os caldos 

 

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Enquanto uns se dedicavam à laboriosa arte do risotto de espargos, outros entregavam-se a fazer um tiramisu de chorar por mais (e eu não aprecio tiramisu - mas este... ai este...).

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 Olhem-me só esta belezura!

 

Durante a noite, fui fazendo alguns directos no Facebook, porque estava tudo tão animado que apetecia partilhar aqueles momentos.

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 Alô pessoas! 

 

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 Olha o risotto acabadinho de terminar! Estavam todos óptimos, uns mais secos, outros mais molhadinhos (acho que foi o da Sónia e da Matilde que ganhou, se não estou em erro) 

 

 

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E pronto. Começámos a jantar lá pelas 23h (mas os aperitivos do Lidl não nos deixaram ter fome). Estava tudo perfeito e a conversa prolongou-se até à uma da manhã. Cheguei a casa pelas 2h (e de caminho ainda levei uma das meninas de mota a casa - corajosa!)

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Fotos: Raquel Brinca, HUG

 

Foi tão giro. 

Incrível como não houve um único workshop que tivesse corrido mal ou sequer menos bem. Divertimo-nos sempre muito (também graças à boa disposição da chef e da fotógrafa - era difícil ter encontrado gente mais animada do que elas para fazerem isto comigo), comemos muito bem graças aos produtos do nosso patrocinador Lidl e do talento da nossa chef Mónica, conversamos, estamos num espaço giríssimo e acolhedor, que é o Cooking Memories... enfim. Só pode mesmo correr bem.

Deixo-vos as receitas, para que possam fazer em casa.

Até breveeeeee!

 

RISOTTO DE ESPARGOS COM SCAMORZA AFFUMICATA

  • 1 cebola pequena
  • 2 dentes de alho
  • 1 molho de espargos 
  • 200 gr. de arroz 
  • 1dl de vinho branco (100gr.)
  • azeite 
  • caldo  de legumes
  • 2 fatias de queijo scamorza affumicata
  • queijo parmigiamno regiano DOP a gosto
  • pimenta q.b.
  • 2 c. (sopa) de manteiga
  • Tomilho

Caldo: Numa panela, junte cebola, alho francês, aipo, cenoura, alho, ervas aromáticas a gosto e os talos do espargos e deixe refogar. Junte sal e depois a água e deixe ferver.

Picar a cebola e os dentes de alho e colocar num tacho, juntamente com o azeite. Refogar em lume brando até a cebola alourar. Adicione o arroz e envolva muito bem. 

Acrescente aos poucos o vinho e deixe evaporar. Adicione o caldo aos poucos sempre só até cobrir o arroz. Vá juntando o caldo sempre que necessário só até cobrir o arroz.

A meio da cozedura adicione os espargos laminados. Tempere com sal e pimenta. 

Por fim finalize com queijo scamorza em cubos, parmesão e manteiga, envolva muito bem. Sirva de imediato.

 

TIRAMISU FINGIDO COM FRAMBOESAS

 

3 embalagens de framboesas

1 embalagem de mascarpone 500 gr

1 lata de leite condensado

6 ovos

1 embalagem de amaretti

4 colheres de sopa de Café solúvel

1 cálice de Moscatel

Chocolate em pó Q.B.

 

Para o creme de mascarpone comece por separar as gemas das claras. Bata as claras em castelo. Misture muito bem as gemas com o leite condensado e envolva o mascarpone. Junte por fim as claras em castelo.

Prepare o café solúvel em agua fria e junte o moscatel. Embeba metade dos biscoitos com algumas colheres de sopa do preparado de café e moscatel.

No fundo de um copo ou de uma taça coloque os biscoitos embebidos, o creme de mascarpone, as framboesas frescas e decore com os restantes biscoitos grosseiramente esmagados e chocolate em pó.

 

 

 

Amar é envelhecermos juntos

A sabedoria toda neste pequeno excerto da entrevista de Ruy de Carvalho a Daniel Oliveira, no Alta Definição. A imensa sabedoria. 

Para mim, faz todo o sentido. Amar é saber viver com os defeitos. É valorizar as rotinas, a parte "chata", monótona, repetitiva. É encontrar conforto na cumplicidade que só se tem com quem se partilha tudo. O bom, o excitante, o incrível, o apaixonante, mas também o menos glamoroso, o mais aborrecido, e até o feio. 

Penso tantas vezes nisto. Que a paixão, o arrebatamento, o sexo, a tesão dos primeiros tempos, o frenesim dos primeiros amassos estão tão sobrevalorizados nos nossos dias que, depois, ninguém se prepara para o resto. Para a vida. Para o ramerame. Para o caminhar de mão dada. Para as piadas que só os dois entendem. Para as memórias construídas. Para os silêncios partilhados. 

Vivemos na urgência. Na pressa. Na vertigem. Tudo tem de ser rápido. Breve. Leve.

O amor, tal como o entendo, não pode ser fast food. É outra coisa. Carece de outro tempo. De outra paciência. Requer um semear cuidado, requer rega, adubo, e sobretudo tempo. Tempo para ver nascer, crescer e florescer o sentimento mais belo de todos. Amor é a amizade sublimada, depurada, envelhecida como um bom vinho. Quem vive sempre em busca da exaltação nunca consegue chegar a entender - e a conhecer - o verdadeiro amor.

 

Deixo a citação principal do tal excerto da entrevista. Ruy de Carvalho é, além de um grande actor, um grande senhor. Devíamos todos poder ouvi-lo mais vezes. E aprender.

"Amar é envelhecermos juntos. A maior parte não envelhecem juntos. Não são capazes de chegar ao fim da vida com o mesmo amor que tinham quando casaram. Não é fácil. Não é fácil viver em casamento. A parte que normalmente é dominante inicialmente é a parte física, é a parte sexual. (...) Mas há muita gente que não pensa que 23 horas e meia são para viver a vida. Com maus cheiros, com doenças, com ir à casa de banho, com mau hálito, com ressonar a dormir... há muita coisa que faz parte do casamento. Isso tem que ser pensado. Que essas coisas acontecem. Porque o tal momento muito bom... esse é muito bom. Mas é preciso que outros sejam muito melhores, depois."

 

O meu casamento com o Fernando Alves revisitado

Em 2008 fui com o Ricardo às Maldivas. Tínhamos então dois filhos e estivemos lá quase duas semanas. Foi incrível.

Na última noite em que lá dormimos, antes de voltarmos para Portugal, sonhei que casava com o Fernando Alves. Um sonho-metáfora perfeito. Porquê? Porque as minhas manhãs em tempo de trabalho eram sempre iguais e metiam viagens de carro para levar as crianças, escutando sempre os maravilhosos Sinais, do Fernando Alves. Ou seja, a minha cabeça, em final de férias, pôs-me a casar com o Fernando Alves como que aceitando a inevitabilidade do regresso à nossa vida feita de rotinas. 

Nessa altura já tinha este blogue. E escrevi esse texto (AQUI).

Hoje, ao ouvir o programa da TSF "Uma Questão de ADN", com o Fernando e a Miriam Alves, fui surpreendida, logo no arranque, com a Teresa Dias Mendes a ler o meu post de 2008, sobre o sonho em que casava com o Fernando Alves. E foi um presente ouvi-lo falar disso e de tudo o resto que falou, sobre a vida, a paternidade, o jornalismo, ele e a filha Miriam Alves, duas pessoas que admiro muitíssimo (abençoados genes). O Fernando Alves é uma daquelas vozes únicas da rádio. E eu sou uma apaixonada confessa do seu trabalho, desde o Postigo (que ouvia até adormecer, quando ainda vivia na casa da minha mãe, há cerca de uma vida).

E pronto. Com este presente, acabo o meu dia de sorriso nos lábios. E com uma saudade imensa da rádio (tanto de ouvir, que tenho ouvido menos, como de fazer). 

 

Um fato que ofende a pessoa

Chegámos a uma encruzilhada, eu e o meu mister. Ele anda a aconselhar-me equipamentos vários: palas para as mãos (para nadar), barbatanas, óculos XPTO, bicicletas, sapatos para a bicicleta, fato para pedalar, e o diabo a nove.

Há pouco enviou-me a foto do fato para nadar em águas abertas. "É este que tens de comprar. Eu, o Zé e o Francisco temos igual".

Ora... temos um problema. Como diabos vou eu vestir um fato que me insulta?

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Orca? 

Orca?????

Mesmo a sério???

Epá... a pessoa até pode ser uma orca. Mas daí a andar com o adjectivo ao peito... 

Nah. Não contem comigo para isso.

Maio: me aguarda

Um casal de amigos ofereceu-me, no meu aniversário, a inscrição num triatlo olímpico (Challenge Lisboa - 7 de Maio). É. Com amigos destes, realmente, quem precisa de inimigos? A pessoa até podia dizer-lhes que se fossem catar, mas a pessoa é extremamente bem educada. E os presentes são para se usar, pois é? Além disso, o casal de amigos também está obviamente metido nisto até ao tutano, bem como outros vários amigos que, não contentes com isto das corridas, também se meteram a nadar e a pedalar. Gente sem nada para fazer dá nisto.

Faltam pois 66 dias para aqui a vossa amiga ir então fazer 1,5Km a nadar (no Tejo, que boooooom), 45km de bicicleta (na Expo, onde está sempre vento, que impecáveeeeel), e 10,5km a correr (depois de nadar em águas porquitas e com alforrecas e de pedalar que nem uma chanfrada vai ser giroooooo). Enfim. Ontem corri 12 km e hoje fui então matar saudades do tempo em que fazia natação de competição. Foi há uma vida. Por isso, fiz 1000 metros e doem-me os bracinhos. E as pernas. E o rabo. E os abdominais. Em bom rigor... dói-me tudo. Sexta-feira, em princípio, vou buscar a bicicleta (emprestada). Vai ser incrível (ou então não).😳

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Reencontro no Palace Market

O primeiro sítio onde trabalhei foi no Grupo Fórum e, logo depois, foi a Rádio Clube de Sintra (RCS). Não gostei do primeiro, adorei o segundo. Na RCS fui editar noticiários, o que, para uma recém-licenciada, foi um susto dos diabos, mesmo que fosse numa rádio pequenina, que na altura funcionava num apartamento de um prédio, e cujo isolamento dos estúdios era feito com o recurso a caixas de ovos. Os meus chefes eram a Raquel Silva e o Paulo Parracho, um casal que me "adoptou" e que me tratou tão bem que eu nunca mais os esqueci. Estive pouco tempo na rádio porque entretanto comecei a trabalhar ao mesmo tempo com o Pedro Rolo Duarte em vários projectos e ele convidou-me para trabalhar com ele também na Rádio Comercial, onde tinha um programa semanal. A despedida foi custosa porque criámos laços fortes num instante, e aquele foi sem dúvida um sítio onde aprendi muito e onde fui feliz.

Ainda os fui visitar uma ou duas vezes lá à rádio, mas depois a vida seguiu o seu rumo. Com o Facebook retomámos contacto mas nunca mais nos tínhamos visto pessoalmente. Até sábado passado. A Raquel tem agora uma marca de roupa (C'est Chic, by Raquel) e estava no mercado do Palace Market, este sábado (não fazia ideia mas é um mercado que funciona uma vez por mês, na Associação Comercial de Lisboa, em frente ao Coliseu). Prometi que ia lá visitá-la. E fui. Demos um grande abraço, pusemos a conversa em dia e ainda lhe comprei uma camisola (que entretanto estraguei com o ferro, mas já está na costureira para ver se remedeio - quem me manda a mim...). 

O Palace Market é uma perdição. Desgracei-me com dois pares de brincos da Sopro Jewellery (liiiiindooooos) e trouxe ainda uma camisola para a Mada, e uma camisa para mim, da CHG. Depois disto, saí dali a correr, de olhos postos no chão, para não me desgraçar mais. 

A próxima edição do Palace Market é no dia 25 de Março. Vou ver se não cedo à tentação de lá ir espreitar. A carne é fraca. 

(quanto ao resto... adorei reencontrar a Raquel. É uma força da natureza, com uma história pesada para contar e sem vestígios do peso da sua história no olhar. Conheço algumas pessoas assim. Adoro-as a todas)