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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Sol de inverno

Ontem fui entrevistar uma pessoa a Cascais. Estava um dia maravilhoso e, antes da entrevista e de um almoço com amigos, estive no paredão, a ver o mar. A praia cheia de gente, umas pessoas vestidas (claramente por terem achado que ainda não era tempo de ficar em modo veraneante), outras em biquíní (e essas acertaram em cheio - estava um sol que tostava).

À nossa volta, turistas de sorriso rasgado. A fotografar, a comentar, maravilhados. Estamos em Março. É inverno. E, no entanto, este país é este pedaço de luz. É verdade que devemos preocupar-nos, por causa do aquecimento global, por todos os malefícios que estamos a fazer a esta Terra, por haver lugares no globo que simplesmente vão desaparecer, por estarmos basicamente a dar cabo disto tudo. Mas, postos perante este cenário de visita do verão em Março, não há como não ficar ali, perante o mar brilhante, a agradecer. Não hão-de os turistas ficar malucos com isto.

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O peluche mais querido de sempre 😍

Obrigada à Maria do Mar Shop pelo peluche mais adorável de todos os tempos. O Mateus não o larga e até eu, sempre que lhe boto a vista em cima, tenho vontade de o abraçar. 

Quando o Ricardo viu a mãe-canguru com o seu bebé na bolsa ficou deliciado e perguntou: "É de onde?" Respondi: "Foi uma loja chamada Maria do Mar que enviou para o Mateus". Ele fez um esgar de pânico. "A loja MARIA DO MAR enviou uma mãe-canguru com um bebé na bolsa???? Será um sinal?" (relembro que, se o Mateus tivesse sido uma menina ia chamar-se... Maria do Mar)

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 (A qualidade das fotos está péssima, que não tinha bateria na máquina, mas mostram o nível de fofura, mesmo com grão)

 

No dia da mulher, um estudo sobre homens (pais)

Sabiam que 81% dos pais portugurses mudam a fralda dos bebés regularmente? Não sou eu quem o diz, mas um "Estudo sobre a paternidade", promovido pela Dodot. E desses, 49% diz que o faz diariamente. Não sei qual foi a amostra escolhida mas, seja como for, é um bom indicador. 

O facto é que, sobretudo nos grandes centros urbanos, os homens com filhos entre os 0 e os 4 anos pertencem a uma nova geração de pais que rompeu os padrões e que tenta afastar-se dos estereótipos das gerações anteriores (aleluia!). O estudo foi realizado através de inquéritos online, indo ao encontro destes papás modernos mais tecnológicos, e revela curiosidades interessantes como, por exemplo, o facto de 88% dos pais portugueses realizarem tarefas de cuidado do bebé diariamente.

Assim, a marca desenvolveu uma campanha que mostra como é esta nova geração de #PapásDodot, que pode ser vista aqui em baixo:

 

Estes novos #PapásDodot envolvem-se ao máximo no cuidado diário dos seus filhos: 87% costumam brincar com eles, 49% mudam as fraldas, 55% dão as refeições e 51% vão deitá-los ou adormecê-los.

Os padrões estão a mudar, meus amigos! Felizmente! Segundo este estudo, 1 em cada 2 pais assume tarefas do cuidado diário dos seus filhos.

Passear ou ir ao parque” é a resposta vencedora no que toca à atividade preferida que os pais desenvolvem com os filhos (55%). 1 em cada 10 pais afirma que dar banho é o seu momento preferido e 2 em cada 10 preferem adormecer ou acordar os pequeninos. Já as horas da refeição não são tão “consensuais” (6%).

Nesta nova geração de papás portugueses, já vimos que 81% mudam regularmente a fralda aos bebés e 49% fazem-no diariamente. Dentro dos que mudam a fralda regularmente (todos os dias ou várias vezes por semana), 87% usam algum truque para realizar esta tarefa. A maioria conversa tranquilamente com os filhos (67%) e um terço dos papás gosta de provocar risos ou cócegas (cuidado, pais, na muda da fralda, risos e solavancos em demasia... vai dar porcaria). Há ainda 30% que aproveitam para distrair os pequenotes com brinquedos e um em cada quatro gosta de cantarolar (ainda bem que cá por casa não é a cantarolar que o pai muda a fralda, senão era uma desgraça para os nossos ouvidos).

 

Metade dos pais portugueses gostaria de passar mais tempo com os filhos

Atualmente, praticamente metade dos pais portugueses reconhece que gostaria de passar mais tempo com os seus filhos, ainda que 42% consideram que conciliam a vida profissional e a paternidade de forma adequada.

 

Outro dado relevante deste estudo é o facto de 84% dos inquiridos afirmarem que usufruíram da baixa de paternidade com os seus bebés, o que demonstra bem as diferenças destes “novos” pais relativamente às gerações anteriores. Alias, 74% dos pais portugueses acreditam estar hoje mais envolvidos na paternidade do que estavam os seus pais e apenas 19% consideram que se mantém o nível de envolvimento.

O estudo revela ainda que, hoje em dia, 81% dos pais consultam o pediatra para esclarecer dúvidas sobre os seus filhos. Ainda assim, a internet tem um papel cada vez mais importante para esta geração de homens, com 65% a afirmarem que consultam a internet para obter respostas. Destes, 9 em cada 10 informam-se através de blogs e websites especializados em cuidado infantil.

 

E para esta nova geração de pais tão envolvidos, nada como a nova fralda Dodot, com 3 Tubos Ultra-Absorventes que ajudam a distribuir uniformemente a humidade por toda a fralda e mantêm o bebé seco até 12 horas.

Sou muito, muito fã. Não há outra fralda que aguente o imeeeeeenso xixi do Mateus durante a noite (mesmo quando pequeno texugo ainda acorda para beber um biberão a meio da noite, ou até mesmo dois, grande bisonte).

 

 (post escrito em parceria com Dodot)

Malapata

Fomos à antestreia do filme "Malapata", com realização de Diogo Morgado. E rimos muito. Há momentos que são pérolas, como o da Ana Malhoa a apertar os tintins ao Marco Horácio e a pergunta que Rui Unas faz a seguir, como o Manuel Marques e o seu "tájabrincar", como o "reboque do reboque do reboque" ou a concentração de reboques, entre outros. Para o fim achei que o filme empastela um bocadinho, com Luís de Matos a falar durante demasiado tempo, e a dança também demasiado longa das duas colaboradoras do show do mágico. Mas, em geral, é um filme mesmo divertido sobre esta ideia de que o dinheiro não traz necessariamente felicidade. 

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Em Reportagem (Mudar de Vida #4: Julien)

Saímos de Lisboa, eu e a Raquel Brinca, rumo a Coimbra, com o objectivo de entrevistar uma pessoa que mudou de vida (e cuja história já publicámos AQUI). Fizemos então a entrevista, almoçámos em Coimbra e, de seguida, metemo-nos no carro e fomos à procura da aldeia de Podentinhos, porque queríamos conhecer e conversar com o último morador da aldeia, um idoso a quem o município de Penela andava a testar a entrega de comida por via de um drone (notícia AQUI).

Perdemo-nos, andámos às voltas, e ao fim de um bom bocado lá demos com uma casa rodeada por ruínas, no meio do nada, que calculei que pudesse ser a casa do senhor Joaquim. Bati à porta mas... ninguém abriu. Ficámos ali a fazer barulho, a ver se assomava alguém à porta, mas não. Nada. De repente, ao olharmos em frente vimos uma placa a dizer "Parking". Como assim, Parking? Parking do quê se ali não havia nada? Metemo-nos no carro e fomos espreitar. Outra placa a dizer "Uxa Paraíso. Open Air Hotel". Vimos várias auto-caravanas e roulottes, espalhadas pela serra, uma casa de pedra, em construção, algumas pessoas. Saí do carro e perguntei se ali era Podentinhos. Que sim. Indaguei pelo senhor Joaquim. "O senhor Joaquim está doente e a viver em casa do irmão". Ah. Então e isto aqui, é o quê? É um hotel ao ar livre. Ah. Você não é português, pois não? Não, sou francês e estou aqui a construir isto. Hummm... Podemos conversar?

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Foi assim que, em vez de entrevistarmos o único habitante idoso de uma aldeia, acabámos a conhecer um francês que decidiu mudar de vida e estabelecer ali o seu projecto, o seu sonho. Ali, em Podentinhos, uma aldeia perdida na serra do Espinhal (se não estou em erro). 

Julien tem 38 anos. Francês, parisiense, engenheiro térmico. Cansado do corre-corre da sua vida, do stress, da agitação da cidade-luz. Julien tinha o sonho de abrir um parque de campismo há uns 10 anos. A paixão pelas autocaravanas era ainda mais antiga. "Quando eu era criança, o meu pai comprou uma Pão de Forma e andámos três meses, em família, a percorrer a Califórnia e a Flórida. Eu tinha 3 anos e a minha irmã um ano e meio (só mais tarde nasceu o meu terceiro irmão). Aquela viagem marcou-me e acho que o bichinho das autocaravanas nunca mais me saiu. Comprei a primeira quando tinha 18 anos. Aquela ambulância alemã antiga que ali está foi a minha terceira. Sempre andei a descobrir França e a Europa de autocaravana. Quando descobri a Croácia pensei: é aqui. Vou construir aqui um parque de campismo."

Mas a Croácia ainda ficava longe e, em 2008, Julien conheceu Portugal. Entrou pelo Norte, seguiu até ao Porto e continuou pela costa até Sagres. "Pensava que seria parecido com Espanha mas não. Gosto muito mais de Portugal, é mais autêntico. Fiquei a achar que tinha finalmente encontrado o país certo."

Quando chegou a Paris, depois dessas férias, o chefe quis terminar o contrato. E ele, em vez de sentir tristeza, sentiu alívio. "Tinha a cabeça cheia de sonhos e pensei que era chegado o momento de cumprir a minha aventura."

Julien saiu então de Paris, com a sua autocaravana, e veio para Portugal como voluntário. "Fazia vários trabalhos e recebia comida em troca. Ganhava experiência. E dois anos depois, decidi que tinha de encontrar a minha própria terra, para me fixar. Pensei no Alentejo, mas achei calmo demais. Depressivo. Depois de alguns meses, abri o mapa, vi Lisboa, vi Porto e pensei: algo que fique a meio caminho! Coimbra! Vi a serra. Vim até aqui e, uma semana depois, encontrei este terreno, com a casa. Estava à venda por um bom preço e a topologia era a ideal - se repararem faz uma espécie de anfiteatro. E assim foi."

Comprado o terreno, em 2015, foi preciso limpá-lo e, com o projecto de um arquitecto aprovado na Câmara, começar a construir as plataformas de madeira onde, no Verão, se montam as tendas e onde uma das roulottes está assente. Também foi preciso construir os telheiros e os caminhos. As roulottes e as autocaravanas têm casa-de-banho, chuveiro e água quente. Com ele, estão voluntários de vários países, que fazem exactamente como ele, em tempos, também fez. Trabalham a troco de comida e dormida. Neste momento são todos alemães mas, em Dezembro, havia 1 israelita, 1 americano, 1 inglês e um italiano. 

O primeiro ano foi deprimente. Durante o Inverno, sempre que chovia a cântaros, Julien ficava fechado dentro de casa, sozinho com as suas dúvidas: será que isto é uma loucura? Alguma vez isto será possível? Estarei a gastar todas as minhas economias para nada?

No Verão passado, Julien abriu ao público. Chamou ao seu projecto Uxa Paraíso, porque consta que, no meio da serra, aquele vale tem o nome de Vale da Uxa. Ainda longe de estar como ele o sonhou, teve casa cheia. Belgas, holandeses, ingleses. 30% da ocupação fez-sede portugueses, amantes da vida ao ar livre, ávidos de silêncio, o silêncio que Podentinhos tem para dar e vender.

A casa onde vive vai ser ampliada e Julien também quer construir um bar que tenha refeições ligeiras para disponibilizar aos hóspedes deste "open air". Faltam outros detalhes mas, com tempo e paciência, vão-se construindo. Devagar se vai ao longe.

A família de Julien apoiou-o sempre (ainda que, lá entre eles, até possam achar que não joga com o baralho todo). Vivem todos em Paris, pai, mãe e irmãos. "Não sinto nenhumas saudades de Paris. Nenhumas. Aqui estou em contacto com a natureza e acabo por ter mais contacto com pessoas do que tinha em Paris. Numa grande cidade pode ser-se mais sozinho do que aqui, na solidão desta serra. E em Penela, que está aqui ao lado, há quase tudo. Agora só quero continuar a construir o Uxa Paraíso para ficar pronto para a primavera e o verão. Espero ter cá muitas pessoas, neste paraíso na terra que é meu, mas que sabe ainda melhor quando é partilhado com outras pessoas."

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Fotografias: Raquel Brinca, HUG

 

Visite e saiba mais sobre este Open Air Hotel aqui: uxaparaiso.com

Ou na página de facebook AQUI.

Onde é que eu estava com a cabeça?

Quando aceitei meter-me nisto do triatlo devia estar sob o efeito de algum produto alucinogénico que um dos meus amigos triatletas deve ter colocado na minha bebida. Com toda a certeza. Só isso e também a profunda ignorância do tipo de treino que requer um triatlo me levaria a dizer que sim a esta parvoíce.

Comecei os treinos no início da semana passada. Fiz 6 treinos, 6 dias da semana. Ou seja, só descansei num deles. E ainda não tinha a bicicleta na equação. Na semana que passou, foi "só" correr e nadar. 

Esta semana, porém, a coisa está a tornar-se mais chalupa. 

O meu mister Pedro Almeida (que treina mais uma série de outros amigos, tão parvos quanto eu) coloca então, ao domingo, o plano de treinos para a semana e eu "só" tenho de cumprir. Quando se cumpre, é só ir lá à aplicação dizer que se cumpriu, e o treino fica assinalado a verde. A minha primeira semana foi toda verde.

Ontem recebi o plano de treinos para esta semana. 

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Eu desconfio que o raça do homem está convencido que, depois deste treino, vou ganhar à Vanessa Fernandes. 

Neste momento já estamos num nível em que tento trabalhar no intervalo dos treinos. Por exemplo, hoje de manhã, entre ir pôr a bicicleta a arranjar, entre ir comprar calções de ciclista e bombas e fitas e sapatos com encaixes para prender nos pedais e mais não sei quantas merdices cenas importantíssimas para ser uma triatleta... quando dei por ela já era hora de... isso mesmo: treinar! Já era hora de treinar. De maneira que cheguei a casa, foi só o tempo de vestir uns calções ridículos com uma almofada no entrepernas (parece um penso higiénico daqueles antigos), e abrir a porta ao mister, que vinha todo cheio de gás para me encaixar a bicicleta nos rolos (uma cena do demónio, que segura a bicicleta de estrada e faz tracção, para podermos treinar duas horas sem sair de casa, senão qualquer dia nem via os putos) e me pôr a pedalar como se viesse um bando de violadores atrás de mim. "Mais depressa, mais depressa! Quero uma cadência de 89/90". Sim, sim. Está bem.

Diz que depois de amanhã tenho de pedalar 1h40 minutos. Ah ah ah. Hoje pedalei meia-hora e só eu sei como me sinto.

Enfim. Vanessa Fernandes, prepara-te. Vais ter aqui uma rival à altura.😂😂😂😂😂😂😂😂

Isto se não falecer entretanto.

Que é o mais certo.