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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Vencedor do Passatempo Danone Um Bongo

E já foi encontrado o grande vencedor do passatempo, que vai receber um ano inteirinho de iogurtes Danone Um Bongo!

E o vencedor é....

...

...

O João Rodrigues!

PARABÉNS!

 

Eis a sua participação:

Há uma nova coreografia,
Que cá em casa não pode faltar,
Ao som dos tambores da selva acontece magia,
Põe toda a gente a sonhar...

O lanche passou a ser protagonista,
A refeição mais aguardada,
Não há ninguém que lhe resista,
É impossível não soltar uma gargalhada!

O #agitafurabebe tem 3 passos cruciais,
Que devem ser sempre cumpridos
Podem ser feitos pelas crianças ou pelos pais,
Ou pelos dois, em momentos muito divertidos:

1 - Agitar bem a embalagem,
Para o iogurte homogeneizar;
2 - Furar a tampa com coragem,
Para o lanche começar;

3 - Por fim, beber tudo até à última gota,
Deixar-se levar pelo magnífico sabor.
Em cada iogurte a alegria renova-se, não se esgota,
O "bom sabor da selva" não podia ser melhor!

Maria de Jesus Barroso

Chegam-me aqui as notícias da morte de Maria Barroso. Lamento muito. Foi a directora do colégio onde andei do 5º ao 12º ano. Era acarinhada e respeitada por todos. Creio que foi sempre uma mulher recta, empenhada, de trabalho, de visão. Espantoso ter-se mantido sempre Maria Barroso e não “a mulher do Mário Soares”. Era muito fácil ter acontecido. O facto de não ter acontecido julgo que diz muito sobre ela. Para mim, e para tantos, foi sempre a primeira dama, mesmo quando já não era há muito. Vou abster-me do “descanse em paz” e mais ainda do insuportável “R.I.P.”. Mas a verdade é que lamento muito.

Noite oriental

Foi a primeira noite em que me aguentei de pé para ver o espectáculo que, por acaso, foram dois espectáculos. Um antes do jantar, com acrobatas, dança do ventre e música marroquina, o outro depois do jantar, já no teatro (todos os Club Med – pelo menos todos os que conheço – têm um teatro com show todas as noites) com música e dança.

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Fico sempre impressionada porque, no teatro, não é só o corpo de bailarinos que actua. É o coordenador do Mini Club, é o responsável do bar, a funcionária da loja, o tipo que todos os dias nos serve que estão ali, numa coreografia irrepreensível, o que significa mais trabalho para lá do trabalho. E haviam de ver a alegria deles, a sério, é muito impressionante.

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Hoje é a noite mais gira de todas: a 45! Ah, sim, porque aqui há um dress code a cumprir todas as noites. Numa noite vestimos de branco, noutra de branco e preto, azul, rosa... e hoje é a noite 45, a noite em que todos vestem t-shirts com o número 45. Qual a explicação? No ano em que o Club Med fez 45 anos, em 1995, alguém se lembrou de fazer t-shirts com o número. A coisa pegou e agora todos os resorts têm as suas próprias t-shirts 45 (só muda o nome do resort ou da cidade). Nós temos as t-shirts de Yasmina. Todos menos o Mateus, que vai ganhar a sua, de Marrakesh. 

A minha ideia de Paraíso cabe perfeitamente aqui

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Piscina enorme cheia de recantos e sombras. Lagos, canais de água verde, fontes. Vegetação densa, muitas rosas, oliveiras, palmeiras. Um calor de ananases. Cigarras a cantar. Silêncio em muitos lugares onde se quer silêncio, barulho (música e animação) quando está mesmo a pedi-las. Aaaaaaah, como se está bem por aqui, senhores! 

Há imensos desportos para fazer mas confesso que ainda não me apeteceu fazer nadinha. Nem petanca, nem ténis, nem trapézio, nem ginásio nem coisíssima nenhuma.

O Ricardo já correu duas vezes. Eu... zero. Nos primeiros dois dias fiquei de tal modo zen que adormecia por tudo e por nada. No segundo dia, de resto, tive uma camoeca e faniquei à beira da piscina. O Ricardo tinha ido não sei onde, eu estava a mudar a fralda ao Mateus, os outros estavam na piscina, e comecei a ver tudo a andar à roda. Sentei-me para não cair, chamei o Manel, vieram não sei quantos franceses em pânico. Perdi-me para a outra banda durante uns segundos mas voltei rapidamente. Acho que uma pessoa com a tensão tão baixa como a que eu tenho facilmente colapsa com este calor. Falamos de 42ºC. Abafadito, vá. A verdade é que tenho andado em modo amiba, lentinha e relaxada como há muito não me sentia. Até a sesta tenho dormido. Eu e... não só!

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Como sempre, em todos os Club Med (e nós temos a sorte de já conhecer 3), há espectáculos todas as noites. Mas nas primeiras duas nem fui capaz de ir por estar neste estado calamitoso em que nem me reconheço. A verdade é esta: aqui descansa-se a sério, mesmo que se tenha 4 filhos, como é o nosso caso. Agora, finalmente, estou a voltar ao activo. Devagarinho...

@Club Med La Palmeraie

 

 

Intimella e APAMCM

Para quem não percebeu a ligação entre a história que contei, a Intimella e a APAMCM, eu explico:

A Intimella contactou-me porque queria doar 1 euro por embalagem vendida a uma associação que ajudasse mulheres (por ser esse o âmbito do seu trabalho). Não sabia que instituição escolher, sabia que eu conheço muito bem esta área (por conta do meu trabalho), e pediu-me ajuda. Eu falei com a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM) e fiz a ponte entre ambos. Reunimos todos e ficou decidido que todos os meses contaria aqui no blogue uma história de uma mulher que tivesse tido cancro da mama ou que ainda estivesse a lutar contra um, e que no final falaria desta parceria com a Intimella, que doa 1€ por cada embalagem vendida à APAMCM. Ou seja, quanto mais embalagens forem vendidas maior será a doação. E eu quero que seja uma doação grande, enorme. Porque reconheço na APAMCM um trabalho espantoso. E porque sei que a doação permitirá que se ajudem ainda mais mulheres.

Quanto às histórias que aqui serão contadas, o objectivo é falar-se de cancro, para que deixe de ser um tabu, para que quem esteja a passar pelo mesmo se identifique com o que lê e não se sinta tão só. 

 

Tive cancro e estou aqui #1

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©marisasilvaphotography

 

Veio tudo ao mesmo tempo, como uma avalancha boa e má. Primeiro foi o nascimento do Tobias, o primeiro filho de Sílvia Bachmann. Era Junho de 2013. Amor em torrente, felicidade plena. Depois, uns cinco ou seis meses depois, um quisto na mama direita. O bebé a não querer mamar daquele lado, Sílvia a ficar preocupada, mas os médicos sem darem importância: isso é um quisto de leite. E era. Só que não parava de crescer.

Em Janeiro de 2014, nova avalancha: a mãe de Sílvia, que tinha resistido heroicamente a uma leucemia, não resistiu ao transplante. Sílvia, a viver em Hamburgo (Alemanha), veio para Portugal apenas a tempo de se despedir da mãe: “Estava tudo a correr tão bem... nada faria prever aquele desfecho...”.

Assim como nada faria prever o que se seguiu na sua vida. O seu quisto não parava de crescer e Sílvia teve de ser operada, em Maio de 2014. Duas semanas depois, chamaram-na ao hospital. Queriam falar com ela. “Percebi logo”. Quando, no hospital, ouviu a palavra cancro, deixou o seu bebé (que ainda não tinha um ano) resvalar do seu colo. Foi uma falta de forças que acabou por ser uma metáfora para o medo de lhe faltar. “Tenho um bebé tão pequenino que vai crescer sem mãe, que não vai saber quem eu sou.” E depois, à cabeça chegavam as ideias mais tolas: “Ele começou a andar com 10 meses... se calhar era o destino a prepará-lo para ser autónomo mais cedo, por ir ficar sem mãe”.

Não tinha havido engano. O quisto que lhe aparecera era, de facto, um quisto de leite. Mas por atrás dele crescia, traiçoeiro, um tumor maligno muito agressivo. O mal a crescer atrás do bem que é amamentar. A morte escondida atrás da vida.

Sílvia Bachmann pensou que ia morrer. Nos primeiros 15 dias, até virem os resultados dos múltiplos exames que fez, temeu o pior. Mas, dentro do azar, teve sorte. Não tinha metástases. O cancro estava contido ali, naquele pequeno e traiçoeiro tumor, escondido atrás de um quisto de leite.

Seguiram-se 16 ciclos de quimioterapia. Cabelo a cair, cabelo rapado, peruca. "Só usei peruca uns dias. Não me dei com aquilo. Passei a usar lenços e turbantes e tive orgulho na minha careca." Nada de enjoos, ou pouco. “Não me tirou a fome. Comia de 2 em 2 horas e engordei. Continuei a jogar futebol. Continuei a trabalhar.” Pior do que a quimio foram os ataques de ansiedade (“julgava que morria, que não respirava”), mas felizmente foram esporádicos, e muito pior ainda foram as desilusões com algumas pessoas que julgava serem amigos e por quem teria feito tudo. “Há muita gente que se afasta porque não consegue lidar com isto. Não quer ver, não quer ouvir. E então desaparece. É muito duro.”

Em Janeiro de 2015, Sílvia Bachmann fez mastectomia e reconstrução (na mesma cirurgia). A quimioterapia tinha resolvido o problema mas ninguém quis arriscar. Tirou tudo e está à espera do resultado dos exames genéticos para saber se faz mastectomia também do lado esquerdo, por prevenção.

De resto, é só ir controlando. E vivendo. Uma vida completamente diferente: “Muda tudo, claro. Por um lado não dou tanta importância a coisas sem importância. Por outro lado, vivo com medo. Tenho 32 anos, quero ver o meu filho crescer. Acredito que vai correr bem, tendo a ser uma optimista. Mas tenho medo, claro que tenho medo. Mas estou viva e quis dar esta entrevista porque acho importante falar-se de cancro. C-a-n-c-r-o. Com as letras todas. Porque ainda há medo, pudor, horror a dizer a palavra. E é preciso dizer. Assim como é preciso dizer que nem sempre mata. Claro que posso vir a morrer disto, pode tudo voltar, mas para já está tudo bem encaminhado e há efectivamente quem se salve. É importante deixar esta mensagem."

 

 

Esta entrevista faz parte de uma parceria entre o Cocó na Fralda, a Intimella e a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama (APAMCM).

As mulheres partilham entre si, problemas comuns: Infecções Urinárias, Pernas pesadas e cansadas ou sintomatologia da menopausa são apenas alguns exemplos. Intimella é uma marca especialista em mulheres, que cria produtos que as ajudam, directa e indirectamente. Uma marca comprometida com uma causa maior: a de zelar pela saúde no feminino, quer a nível do indivíduo como a nível social, apoiando as causas que, por algum motivo, dizem mais respeito às mulheres. Neste caso, através da doação de 1€ por embalagem à APAMCM. 
 

A Intimella chegou a Portugal em Maio e está à venda em Farmácias, tendo lançado um conjunto de produtos inicial:

Intimella Uri SOS - Para fases intensivas
Intimella Uri - Para um cuidado prolongado
Intimella Legs - Com Videira Vermelha, Castanha da Índia, Gotu Kola
Intimella Meno - Com Isoflavonas de Soja e Onagra
 

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Férias

Voltámos a Marrocos. No ano passado, estava eu grávida do Mateus, fomos de carro com os miúdos para o Club Med Yasmina, em Tetouan. Adorámos. Este ano estivemos mesmo para repetir o destino mas, como sempre, a vontade de conhecer sítios novos falou mais alto. Nós os dois já conhecíamos Marraquexe mas os miúdos não, e achámos que iam adorar. Afinal, quem é que não fica perdido de amores pela Jemaa el-Fna?

E então cá estamos, no Paraíso. 

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@Club Med La Palmeraie 

 

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